Sailing Ships - Encontros, acordos e partidas

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Feral
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Mensagem#136 » 19 Fev 2012, 23:03

[Piccola] Oh, bem, deixa pra lá. Não seria educado da minha parte.

Ainda mais curioso, mas já tendo alguma idéia do que seria a pergunta, Kyjal responde calma e descontraidamente, mas com o tom de voz ainda um tanto carregado da mesma curiosidade de antes.

[Kyjal] - "Bom, se for sobre os chifres, eu já estou acostumado a perguntarem."

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Samiel_Fronsac
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Mensagem#137 » 20 Fev 2012, 19:02

§ Após fazer as piadas devidas, indevidas e cumprimentar o sacerdote Evans com um bom aperto de mão e um tapinha amigável nas costas, Leon ouve o aviso da capitã de que pode tirar o cochilo a muito adiado. §

[Leon] ...Sim senhora.

§ Mostra-se cansado, seu bom-humor só podia carregá-lo até determinado ponto. Olha em volta, certificando-se que tudo está em ordem, caminhando até a escada para o deck inferior, mas muda de idéia subitamente. §

[Leon] Capitã, vou ficar por aqui até nos afastarmos da costa... Vou jogar uma oferenda tão logo cheguemos a alto-mar. Evans, se você não se importar, quando for a hora, pode abençoá-la?

§ Aguarda a resposta do novo colega e, positiva ou negativa, desce para sua cabine, busca pergaminho e tinta na biblioteca e escreve uma pequena carta para sua tripulação perdida, então procura uma garrafa vazia e uma rolha no armazém, e fecha a carta dentro, subindo então para o leme, onde fica aguardando a partida. §

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Rodwolf
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Mensagem#138 » 20 Fev 2012, 19:54

Se preparava para descer ao dormitório quando o Leon, aquele que o comprimentara volta-se para ele.


[Leon] Capitã, vou ficar por aqui até nos afastarmos da costa... Vou jogar uma oferenda tão logo cheguemos a alto-mar. Evans, se você não se importar, quando for a hora, pode abençoá-la?

Oferendas não eram algo estranho entre navegantes, na verdade era um coisa que acontecia constantemente, mas o sacerdote desconfiava do porque do pedido, sendo da ordem de Kelemvor, o senhor dos mortos e condenados.

[Evans] Farei isso, sim. Já estarei de volta ao convés esperando quando estiveres pronto.

Anuiu com a cabeça e se dirigiu para o alojamento. Foi até sua mochila e de lá tirou um frasco com um líquido abençoado. Tocou seu escudo bem no meio do símbolo do braço esquelético segurando uma balança, ficou assim por alguns segundos e disse algumas palavras em voz baixa. Depois retornou ao convés.
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Holygriever
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Mensagem#139 » 21 Fev 2012, 01:51

[Leon] Nah, só quis apresentar minhas boas-vindas ao novato, senhorita Piccola. Você pode fazer as honras e escoltá-lo escada abaixo. Eu preciso é ajudar com o cordame, fiquem à vontade.

Leon faz menção de se afastar, e no interim, os outros presentes fazem suas apresentações.

-------------

[Evans] Passageiro, sim. E tripulante até o meu destino e/ou eu puder ser útil. Mas mesmo quando chegar nos lugares que preciso e cumprir minha missão, não pretendo ficar, e se o Licorne ainda não tiver partido, quem sabe não fique mais com vocês, até o próximo porto? - O cabeludo olha de maneira solene àqueles ao seu redor antes de continuar. - Evans, pode me chamar assim. E pelo visto você é o Meia-Noite, correto?

- Isso, eu sou o Meia-Noite. Prazer, Evans. Bom ter um homem de fé como você por perto. Sabe como é, pra pedir pro seu Deus aliviar as dores depois de uma briga, hahahaha!

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[Leon] Conheço um elfo-do-mar que costumava dizer que ar é uma coisa superestimada. E nós nem sabemos ainda se o rapaz-gato realmente precisa disso. Não seria o mais estranho nele...

Leon voltara, estava realmente gostando dessas piadinhas, talvez um bocado demais. Estava acostumado a ouvir gozações nas tavernas, mas sabia que elas tinham um limite, e que era costumeiro entre piratas conhecê-los e não extrapolá-los. Talvez a estranheza de Kyjal anuviasse essa noção em Leon. Meia-Noite até compreendia. Mas era melhor dar um tempo, deixar as coisas fluirem mais naturalmente, afinal, todos eles mal haviam se conhecido ainda.

- É, pois é, sei lá. Depois a gente vê com ele os detalhes. Mas aposto que ele come e respira que nem a gente. Certo, uh...

[Evans] Aliás, se ainda não me apresentei a todos, Evans. Prazer em conhecer, Meia-Noite, Kyjal, Leon, Piccola, aquele com as amarras é o Alber, não? Rezhen e sua esposa... Bem, vou organizar minhas coisas lá embaixo e depois estarei no convés se precisarem de mim.

- Ah, boa. Eu ainda não fui apresentado aos outros marujos, acho que vai ficar pra depois. Vou tentar guardar o nome de todos.

[Piccola] Então, senhor Meia-Noite, vamos? Também vou mostrar as instalações a Kyjal, e ajudar Evans a se instalar também, se ele precisar. Espero que possam ser bons amigos, sim?

- Sim, sim, claro. Sem problemas. Vamos...

Meia-Noite se vira então novamente para Águas Profundas. A cidade o acolhera bem durante os últimos anos, e agora ficaria para trás. Meia-Noite desceria aos alojamentos e, da próxima vez que estivesse no convés, não mais a veria. Esta era sua despedida.

Meia-Noite avista Parrote, que havia começado a voar em círculos ao redor do La Licorne. Esta era a primeira vez que ele iria para alto-mar desde que Meia-Noite o encontrara, mas o papagaio não parecia estranho ou avesso à viagens marítimas. Com um assobio, o gigante o chama, e ele pousa a seu ombro.

- Esse aqui é o Parrote. Ele é bem limpo para um pássaro, e não vai causar problemas. Vamos indo então?

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Chegam então aos alojamentos da tripulação. O lugar era agradável, embora o porte de Meia-Noite só permitisse a ele achar um tanto apertado. Mas iria servir. Já se alojara em lugares piores, e seu antigo casebre só era um pouco melhor (e em grande parte porque não tinha o cheiro de outras pessoas). Escolhendo o beliche de baixo mais afastado da porta que estivesse disponível o gigante joga seu saco de viagens com seus parcos pertences ao lado do mesmo e se esparrama na cama, com um braço e uma perna devidamente para fora, soltando um prolongado suspiro de quem relaxa o corpo todo de uma vez. Dormiria agora o sono dos justos, e acordaria bem longe de Águas Profundas.

[Piccola] Espero que esteja confortável. Eu acho que o grandão não vai causar problemas.

- Não, o Meia-Noite não vai causar problemas, Dona Piccola. Não tenho nada contra o Kyjal, só contra invasões. Ele agora é um novato na tripulação, assim como o Meia-Noite. Quero uma boa convivência com todos. Até com Leon, olha só. Hahahaha!

---------------------------

Após sua piada, Meia-Noite pega a gaita de seu pai e sopra algumas notas baixas e desconexas. Fazia isso antes de dormir as vezes, em geral quando algo de importante acontecia. Parrote estava acomodado a um canto, sobre um caibro, diretamente sob o centro do alojamento.

Piccola e Kyjal conversam por uns instantes, e então a moça sai. Meia-Noite sentia o sono tomando posse de si, mas ainda dava tempo de uns dois dedinhos de prosa.

- E aí, Kyjal? Eu nunca vi um homem-gato-sei-lá-o-que que nem você. Diz então, o que que cê é?
Última edição por Holygriever em 21 Fev 2012, 15:06, editado 1 vez no total.
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Gabrielle
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Mensagem#140 » 21 Fev 2012, 18:02

[Kyjal] - "Bom, se for sobre os chifres, eu já estou acostumado a perguntarem."

Piccola para nas escadas, olha para trás, e responde:

[Piccola] Na verdade, não é só isso...Mas todos temos nossos segredos, não é mesmo?

E então, vendo que seu sorriso de encerramento de conversa havia falhado, diz:

[Piccola] Vou ver se a capitã precisa de mim agora. Com licença.

Continua para o convés, indo até a capitã Allouise.

[Piccola] Senhora, há algo mais que posso fazer para apressar nossa partida?

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Stephan
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Mensagem#141 » 22 Fev 2012, 16:55

Pouco a pouco, os tripulantes iam se acomodando na sua nova "casa". Alguns de passagem, outros por tempo indeterminado.

Kyjal sente-se bem-vindo, apesar da forma como conheceu seus novos companheiros. Até o gigante que poderia amassá-lo como geleia estava conversando de boa com o felino.

Piccola mistura a curiosidade com a vontade de fazer mais tarefas pela capitã, e por isso acaba saindo do alojamento logo antes de Evans começar a fazer sua prece com seu escudo. Meia-Noite e Kyjal, no entanto, são testemunhas disso.

Ao sair pela porta em direção ao convés, Piccola vê Leon subir a escada com um rosto pensativo e pesaroso, algo raro no jovem fanfarrão. Ele segurava algo em sua mão, mas a elfa não conseguiu ver o que era.

Chegando no convés, Piccola vê que Leon foi direto para a proa. A capitã está sentada, limpando o suor de sua testa e pescoço enquanto aguarda Alber terminar as amarras definitivas para poderem zarpar. Tomme estava desatando as cordas do cais. Faltava pouco.

[Tabitha] Não precisa não, menina. Só estou esperando Alber terminar de apertar as amarras do mastro, e poderemos sair finalmente. Como estão os novatos? Ficaram bem no alojamento?

[Tabitha] E falando neles, o que você acha?

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OFF: duas coisinhas importantes, galero:

Sobre a Piccola: as pessoas mal sabem o que é um Avariel. E Piccola, principalmente, parece ser apenas uma elfa menor que o normal, com uma pequena corcunda embaixo das roupas.

Sobre o jogo: vou dar um pequeno avanço no tempo quando todos acabarem de interagir entre si, ou avisarem que estão prontos :)
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Samiel_Fronsac
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Mensagem#142 » 22 Fev 2012, 22:18

§ Aguarda pacientemente até o barco deixar o porto e se afastar bastante da costa, então se aproxima da amurada de popa. O rosto deixa transparecer o cansaço físico e mental do jovem. Nas mãos uma garrafa de vinho. Esta, tendo servido seu propósito original, encontrara um novo nas mãos do marujo, que, a segurando em mãos firmes e encarando-a com pesar, fala, a voz embargada de tristeza. §

[Leon] Vocês mereciam melhor destino que morrer pelas mãos de assassinos covardes em terra, meus amigos. Marujos tão bravos deveriam ter partido em chamas de glória, enfrentando o oceano em toda sua fúria. Honrarei seus nomes até o fim dos meus dias.

§ Limpa e arrolhada adequadamente, a garrafa contém no interior uma carta, escrita para pessoas que não mais pertencem a este mundo, mas que, espera, Shaundakul, Tymora e Valkur possam entregar nas mãos de alguém que entenda seu sofrimento, com uma ajudinha da benção do novo clérigo de bordo, devoto do deus da morte e do luto. §

[Leon] Que estejam em oceanos cristalinos, céu azul de nuvens velozes, e uma forte brisa a impelir as velas do navio, por toda a eternidade, na felicidade que lhes foi tomada tão cedo aqui...

§ Aguarda a chegada de Evans para que o mesmo possa abençoar a oferenda. §

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Mensagem#143 » 23 Fev 2012, 19:50

[Tabitha] Não precisa não, menina. Só estou esperando Alber terminar de apertar as amarras do mastro, e poderemos sair finalmente. Como estão os novatos? Ficaram bem no alojamento?

[Piccola] Ah, estão bem arranjados. Me parece que estão confortáveis, senhora.

[Tabitha] E falando neles, o que você acha?

Aqui a jovem fica pensativa.

[Piccola] Bem, senhora...me parecem pessoas extremamente interessantes. O...o homem-gato, Kyjal, não deve ser um bom ladrão, ne? Que eu saiba, umbom ladrão jamais seria pego daquele jeito...mas talvez isso possa ser um testamento a uma índole razoável? De qualquer forma...- Piccola dá de ombros. - ele não seria idiota de aprontar qualquer coisa aqui. Gatos não gostam muito de água...

Ela dá um sorriso misterioso e levemente divertido.

[Piccola] Quanto aos outros, bem, o grandão me parece que será de excelente ajuda, principalmente numa luta. Se ele não trocar os inimigos pelos amigos. E Evans, o clérigo - ele é um clérigo, não é? Ele me ajudou lá no mercado e sua presença foi o suficiente para afastar algumas pessoas...hã..menos agradáveis. E esse tipo de pessoa não se intimida facilmente. Então ou ele é muito bom ou é muito ruim. Mas pelo que eu li de Kelemvor, ele não empregaria alguém de índole vilanesca, não é?

Piccola afia o olhar e abaixa a voz.

[Piccola] De qualquer forma, não baixarei a guarda, senhora. Ai deles se aprontarem alguma neste navio.

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Rodwolf
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Mensagem#144 » 23 Fev 2012, 22:56

Cumprimenta silenciosamente os recentes colegas; Kyjal, o homem-felino de chifres e Meia-Noite, a muralha negra de músculos. Não sabia se eles tinham notado o que o clérigo acabar de fazer. Continua até o convés de qualquer maneira.

[Leon] Que estejam em oceanos cristalinos, céu azul de nuvens velozes, e uma forte brisa a impelir as velas do navio, por toda a eternidade, na felicidade que lhes foi tomada tão cedo aqui...

Se dirigiu até a amurada onde o marujo Leon se encontrava já esperando-o, percebeu que ele tinha consigo uma velha garrafa cujo o único conteúdo parecia-lhe um pergaminho. Não querendo forçar demais, ainda mais porque acabara de conhecer aquelas pessoas, não fala muito sobre o significado daquela oferenda. Mas não precisava muita pra saber, Leon, como Evans, deveria ter perdido pessoas que lhe eram preciosas. Evans viveu um bom tempo de sua vida no A Moeda e ali criou laços, laços de sangue, de batalhas, de alívio, de risos. A tripulação passa por tanta coisa juntos que se tornam uma família, sensação essa intensificada porque o tio do sacerdote fora o capitão do navio, agora entendia, seu novo colega também tivera aquilo e perdeu.

[Evans] Que os bons ventos e a boa maré levem esta mensagem a aqueles a quem foi destinada. Ó Kelemvor, senhor do justo descanso eterno, traga paz aos receptores, alcançando qualquer plano que se encontrem, abençoe esta oferta, acalmando com perturbação nas almas daqueles que já se foram.

Derrama sobre a garrafa um pouco o líquido do frasco que levava.

[Evans] Agora sua mensagem esta protegida.

Afasta o bastante para que o marujo se sinta à vontade para completar seu ritual e observa a vastidão marítima pensando em seus próprios antigos companheiros.
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Samiel_Fronsac
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Mensagem#145 » 24 Fev 2012, 00:58

§ Faz um meneio de cabeça indicando sua aprovação do feito e então, com um suspiro e o olhar no horizonte, arremessa a garrafa a uma boa distância da embarcação. §

[Leon] Descansem em paz, vejo vocês por aí.

§ Agradece ao clérigo Evans com um discreto tapa no ombro e, ainda mostrando os sinais de tristeza, desce as escadas rumo a sua cabine, onde pretende meditar e descansar. §

---

OFF: Sim, curtinho e meio picareta dado o adiantado da hora, amanhã dou uma maquiada extra mas, de qualquer forma, é isso por agora. Pode seguir em frente quando quiser, Steph.

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Mensagem#146 » 26 Fev 2012, 12:22

[Piccola] Na verdade, não é só isso...Mas todos temos nossos segredos, não é mesmo?

Kyjal já ouvira várias vezes respostas que só levantavam mais e mais perguntas, mas essa foi drástica. Bom, não havia sentido em continuar insistindo. Isso só levaria a uma situação desconfortável, então era melhor deixar seguir. Todos teriam bastante tempo para matar suas curiosidades, depois.

O felino então cumprimenta Evans de volta, que havia saudado todo o grupo. De fato, lembrara que agora teria vários nomes novos para decorar...

[Meia-Noite] Não, o Meia-Noite não vai causar problemas, Dona Piccola. Não tenho nada contra o Kyjal, só contra invasões. Ele agora é um novato na tripulação, assim como o Meia-Noite. Quero uma boa convivência com todos. Até com Leon, olha só. Hahahaha!

Kyjal comenta, de forma descontraída:

[Kyjal] - "Bom, pelo menos por enquanto, eu acho que estou tirando umas férias dessas "invasões". A menos que eu precise, em nome da tripulação, mas já é um panorama diferente."

Depois que Piccola deixa os aposentos, Kyjal ouve a pergunta de Meia-Noite.

[Meia-Noite] E aí, Kyjal? Eu nunca vi um homem-gato-sei-lá-o-que que nem você. Diz então, o que que cê é?

[Kyjal] - "Olha, pra ser bem sincero mesmo, nem eu sei muito sobre a minha raça. Fiquei órfão cedo, então não pude aprender muito sobre minha espécie, nem mesmo dos meus pais. Sei que somos chamados "Charr", e muitos sugerem que temos alguma ligação mais forte com Bast -- 'Sharess', como a maioria chama. Também já ouvi a expressão 'Gatos do Leste', mas não sei se isso é só porque as pessoas pensam que temos algo a ver com Mulhorand, ou se realmente viemos de algum território de lá".

E acrescenta, num tom de bom humor.

[Kyjal] - "Tudo o que eu sei é que somos felinos bípedes inteligentes, vindos de algum lugar qualquer de Faerún, e definitivamente precisamos de ar para sobreviver".


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OFF: Incluí tambem uma interação atrasada com Evans, que eu tinha passado sem ver.

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Mensagem#147 » 26 Fev 2012, 19:11

O homem-gato explica sua origem com mais detalhes do que sua frase inicial deu a entender. Estava começando a ficar enfadonho, mas o felino resumiu bem.

[Kyjal] - "Tudo o que eu sei é que somos felinos bípedes inteligentes, vindos de algum lugar qualquer de Faerún, e definitivamente precisamos de ar para sobreviver".

- Hah! Hahahaha! Fica tranquilo, o Leon tá pegando pesado contigo, mas daqui a pouco ele para. Da minha parte, sei onde parar com brincadeirinhas. *Boceja* Bom, com sua licença, o Meia-Noite vai... vai... dorm... RONC!

Meia-Noite faz um pouco de barulho no início, mas logo chacoalha o corpo, se ajeita mais confortavelmente e parte em um sono silencioso, merecido. Apesar do futuro agora incerto, ele dorme calmo, como um b... como uma pedra. Uma pedra bem grande.
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Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

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Mensagem#148 » 27 Fev 2012, 22:12

Finalmente, hora de partir. No convés, o calor castigante do sol do meio-dia é amenizado pelos ventos que começam a levar o Licorne. Tomme é quem maneja o leme, enquanto a capitã descansa em sua cabine. Alber e os irmãos ficam se assegurando que tudo corra bem durante o início da viagem, pois não poderiam voltar tão cedo ao porto.

A viagem segue tranquila. Nada de nota acontece, a não ser quando a própria capitã bate na porta daqueles que descansam e não conhecem o horário de jantar. Meia-Noite e Kyjal levantam-se totalmente revigorados; o balançar do navio não era estranho a eles, e o Licorne parecia convida-los a descansar ainda mais.

Como esperado, a esposa de Rhezen, bonita como um botão de flor, fez a comida. Um ensopado com carne de lebre, batatas e cenoura, com um pouco de tempero. A maior parte da comida ela mesma trouxera. O sabor? Delicioso, como nunca antes se comeu dentro do Licorne. Na primeira mordida, a capitã demonstrou surpresa, e parecia querer manter a menina por definitivo na tripulação. Fosse a merda que Rhezen tivesse feito, ele acertou em cheio dessa vez.

Nos quatro dias que se seguiram, a viagem foi totalmente tranquila. O vento era constante, e à noite, poucas nuvens tapavam o céu estrelado, que parecia ser uma pintura belíssima de Selûne. As Lágrimas de Selûne, como são conhecidas, sempre foram velhas e fiéis amigas de muitos marujos.

Durante a convivência no barco, os novos tripulantes descobrem, através de comentários da tripulação, que a capitã Allouise já fora uma devota de Selûne. Ninguém comenta sobre o que pode ter acontecido, e nem Leon nem Piccola fazem ideia do que a levou a fazer um culto limitado à Umberlee. Os outros quatro talvez saibam, mas nunca comentaram.

No crepúsculo do quarto dia, a penumbra estava alta, e incômoda aos olhos humanos. Piccola e Kyjal não tinham problemas com essa hora do dia, mas era o momento em que os olhos humanos não funcionavam muito bem. Os dois, a pedidos de Tabitha, alternam a vigilância nessas horas do Ninho do Corvo.

E justo quando estão trocando de posto, avistam uma outra embarcação, vinda do nordeste.

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OFF: Próximo tópico!
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