Wade In The Water - Capítulo 2

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

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Feral
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#136 » 11 Mai 2012, 11:33

[Kyjal] - "...Sim, vamos embora. Não achei mais nada de útil aqui. Quanto antes sairmos dessa coisa bizarra, melhor."

E segue junto com os demais, sem esconder um frio na espinha. Havia algo muito errado no ar... Torcia para que não confirmassem isso da pior maneira.

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Gabrielle
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#137 » 11 Mai 2012, 11:43

O tom de voz de Leon era manso, uma raridade para ele. Isto e as mãos dele em seus ombros ajudaram Piccola a se sentir um pouco melhor, o suficiente para oferecer um sorriso amarelo quando seu amigo soltou essa:

[Leon] Encontrei vários objetos valiosos, de fome não vamos mais morrer. De fome, não.

[Piccola] Pelo menos isso...

Esquecendo-se de seu orgulho momentaneamente, aceita a mão que Leon a oferece como apoio fazendo um esforço para não apertá-la. Dá um suspiro de alívio quando vê a capitã, o grandão Meia-noite, Evans e Kyjal inteiros e bem - abalados, aparentemente, mas bem.

[Leon] Há alguma maldição agindo aqui, precisamos ir, já!

Com a aquiescência dos outros, Piccola dá meia-volta e vai na frente do grupo, tentando conter a sensação terrível que a estava acometendo.


Vou precisar de anos de terapia depois disso...

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Stephan
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#138 » 11 Mai 2012, 12:08

A capitã não estava nada feliz. Ela observa toda a situação, e só dá uma ordem.

[Tabitha] Todos para o Licorne. AGORA!

Com os frascos na mão, ela espera todos passarem, mas barra a passagem de Evans por um momento. Seu rosto estava próximo do rosto do clérigo, e sua feição não era nada alegre:

[Tabitha] Padre, eu disse "sobreviventes", não moribundos. Eu não vou ser responsável por prolongar o sofrimento de ninguém. A morte dela vai ser sua responsabilidade, hanya?

Ela sai do caminho, ainda mantendo o olhar em Evans. Sua expressão indicava que ele deveria se apressar.

Assim que todos saem do Saffron, vêem sua capitã despejando o conteúdo dos frascos pelo convés do barco. Um dos frascos foi espalhado no andar inferior, outro nas escadas, e outro na "boca" da entrada do convés.

Ela aproxima-se do Licorne, joga a pesada mochila para Alber, vai até uma pequena lanterna infimamente acesa, próxima à cabine do capitão do Saffron. A expressão do seu rosto parecia variar entre o pesar e a raiva. A lanterna é jogada convés adentro, e as chamas sobem.

A capitã volta ao Licorne, e com a ajuda do marinheiro mais próximo, recolhe a prancha. Ela berra uma ordem para Tomme ir descansar, pois ela cuidaria da navegação pela noite.

[Tabitha] Alber, Leon, vocês cuidam de catalogar o que conseguimos no Saffron. Piccola, se estiver cansada, mande Kyjal tomar seu lugar no Ninho. O resto, vá descansar. Brenten vai avisar quando for hora de comer. Agora vamos sair deste lugar amaldiçoado.

As chamas demorariam a pegar em todo o Saffron, dando tempo mais do que o suficiente de o Licorne ficar a salvo das labaredas. Antigamente um belo exemplo naval, o outro navio agora tornara-se uma pira funerária.
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

- Confúcio

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Gabrielle
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Mensagem#139 » 11 Mai 2012, 12:14

Piccola, que havia meio que se escondido atrás dos outros enquanto o Saffron pegava fogo, levantou os olhos para a capitã ao ouvir seu nome. Engoliu em seco com o objetivo de fortalecer a voz, e disse devagar:

[Piccola] Eu...obrigada, capitã.

Aproximando-se um pouco de Kyjal, dirige-se a ele:

[Piccola] Se...se importaria se...

Fica sem graça de completar a frase; afinal, aquele era o turno dela, e o trabalho dela. Mas precisava muito de descanso. Só podia torcer para que seu amigo compreendesse...

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Holygriever
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Mensagem#140 » 11 Mai 2012, 17:24

Meia-Noite segue apressado mas ainda sim de maneira cuidadosa após a ordem da capitã. Estava aliviado em sair daquele navio. Após cruzar a prancha, pede para Evans indicar onde deveria colocar a mulher ferida e o faz.

- Padre, Meia-Noite vai pro convés. Se precisar de alguma ajuda ou mudar a mulher de lugar, é só chamar.

Meia-Noite não queria descansar. Passa em seu alojamento apenas para colocar parrote no poleiro, e sobe ao convés. Fica próximo ao leme, perto da Capitã, debruçado na amurada e olhando para o mar, em direção ao Saffron.

- O Meia-Noite não sabe exatamente o que aconteceu lá, mas... - ele se vira para a capitã, sério. - A gente deu sorte, não foi, Capitã?
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

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Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

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Samiel_Fronsac
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Mensagem#141 » 11 Mai 2012, 22:36

§ Toda a correria para fugir do Saffron deixa Leon um tanto confuso... O que a capitã teria visto nas entranhas do navio, para causar aquela reação imediata e extrema? Algo certamente um bocado pior que névoa e brilhos misteriosos... §

[Leon] Capitã, o que vi lá... Os sapos estavam possuídos por alguma coisa. A névoa pareceu sugar um brilho púrpura das criaturas. Quase morri do coração...

§ Observa o fogo tomar o Saffron por alguns segundos com um olhar entristecido. Mais uma vez bravos homens do mar assassinados por forças misteriosas. Sacode a cabeça tentando afastar os pensamentos sombrios, e responde à capitã. §

[Leon] Sim senhora, cuidarei do inventário imediatamente. Achamos bastante coisa boa, eu creio. Armaduras, joias; bem, Alber, façamos o serviço!

§ Ruma para onde guardaram os baús e cataloga peça por peça, deixando por último para verificar os mapas, cartas náuticas e a correspondência. §

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Feral
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Mensagem#142 » 11 Mai 2012, 23:12

[Piccola] Se...se importaria se...

Kyjal fecha os olhos um instante e ergue os ombros. Nem precisava ouvir a pergunta inteira; pela situação do grupo, de Piccola e pela segurança de todos, não havia exatamente mais de uma resposta.

[Kyjal] - "...Não se preocupe, Piccola, eu assumo a partir daqui. Vá descansar um pouco, sim?"

Se aquelas cenas lá embaixo já foram indigestas para Kyjal, com certeza Piccola não teria tido uma experiência muito melhor. O ideal era que a elfa se concentrasse em se recuperar do que presenciara; havia o suficiente ali para deixar alguns insanos...

Ao levar uma das mãos às cordas, Kyjal lembra de uma última coisa, e volta o rosto para Alber e Leon, levando a mão livre ao sabre que pegada no Saffron.

[Kyjal] - "Ah, a propósito. Encontrei isso aqui lá embaixo. Mantenho, ou 'vai pro inventário', junto com o resto das coisas?"

Espera a resposta, mas espera resolver isso rápido o suficiente para voltar ao ninho do corvo o quanto antes. Deixar o barco sem vigia não parecia uma boa idéia, especialmente naquele momento...
Última edição por Feral em 11 Mai 2012, 23:21, editado 1 vez no total.

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Gabrielle
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Mensagem#143 » 11 Mai 2012, 23:22

Seus olhos enormes proferem um agradecimento silencioso a Kyjal, e Piccola imediatamente se retira para seu aposento. Joga-se na cama e aperta os olhos, esperando poder entrar em um estado de meditação para descansar.

Era o que mais precisava naquele momento.

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Rodwolf
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#144 » 12 Mai 2012, 01:01

[Tabitha] Padre, eu disse "sobreviventes", não moribundos. Eu não vou ser responsável por prolongar o sofrimento de ninguém. A morte dela vai ser sua responsabilidade, hanya?


A capitã não havia gostado da iniciativa do servo de Kelemvor, mas não havia surpresa nenhuma, a responsabilidade era grande e não era uma situação certa. Só que Evans viu uma oportunidade de dar uma chance à vida e decidiu ir em frente. Cara a cara com a capitã, com rosto severo mas sem mágoas, diz calmamente:

[Evans] Sim, dela e de todos os outros que caírem em meu caminho, esse foi o voto que fiz. Quando, SE, chegar a hora, farei o que tenho que fazer.

Se coloca de volta em direção ao La Licorne onde dá as instruções ao Meia-Noite para que ele leve a mulher para um dos beliches do dormitório, acompanho-o e faz o que pode. Assim que se certifica que não há nada mais a se fazer por hora, volta para o convés para saber mais do que havia se passado no Saffron. Se forças obscuras se revelavam ali, precisava saber sua fonte, e eliminá-la. Devia isso à tripulação do navio assolado, mas mais que isso, era seu dever pôr um fim àquela monstruosidade.
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Samiel_Fronsac
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Mensagem#145 » 12 Mai 2012, 02:13

[Leon] Deixe comigo até terminarmos de conferir os objetos encontrados, e o valor estimado de cada um; divisão de espólios é prerrogativa da capitã, mas não creio que vá se opôr a que fique com a arma, se equivaler a sua parcela justa.

§ Estende a mão para receber o sabre, se o colega entregar; então prossegue com o inventário. §

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Stephan
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#146 » 12 Mai 2012, 13:16

Tomme obedece à capitã, seguindo para o alojamento. Quando vê a mulher ferida, corre para os andares inferiores, subindo novamente com Brenten, Rhezen e a esposa do último.

Rhezen e sua jovem esposa conversam um pouco, concordando em algo.

[Rhezen] Grandão, Padre, podem levar a moça para o nosso quarto; pode ficar dormindo com ela lá também. Ficamos no alojamento enquanto for necessário. Brianna disse que pode ajudar a cuidar dela quando for necessário. Acho que ela já foi enfermeira em algum templo.

Os cabelos de fogo de sua esposa balançam numa tímida afirmativa, enquanto Tomme ia para o alojamento e Brenten tomava seu posto. Com isso, Meia-Noite deixa Evans e a mulher no antigo quarto de Rhezen. Ela precisaria de tratamento constante do clérigo, para evitar qualquer tipo de febre, e garantir uma recuperação boa o suficiente.

Piccola passa por eles, a caminho de seu merecido descanso. A elfa demora a pregar os olhos, mesmo com a mente cansada. Viver entre humanos por muito tempo confundia a mente dos elfos, que mesmo não precisando, muitas vezes sentiam vontade de dormir como as outras raças dormem. Mas em pouco tempo, Piccola consegue descansar da forma que deseja.

Alber e Leon começam o trabalho de inventário. O ruivo separa as armas por tipo e tamanho, e deixava as coisas valiosas e menores com Leon. A enorme mochila encontrada pela capitã continha armas intactas, três cotas de malha e alguns sacos de comida.

A regra básica de distribuição de armamentos consistia em priorizar os especialistas, depois os mais necessitados, e depois deixar quem quisesse pegar os itens. Coisas de valor deveriam ser reportadas à capitã, para que fossem distribuídas para a tripulação.

[Alber] Leone... cê viu a cara da capitã? Que que aconteceu naquele barco?

Sozinho com seus pensamentos (e torcendo para poder ficar com o sabre), Kyjal sobe no Ninho do Corvo, tomando o lugar vago de Piccola. A noite estava caindo, e qualquer resquício da névoa já desaparecera. Ela passou, e aparentemente, ninguém faz a menor ideia do que era.

No leme, a capitã mantinha a expressão fechada e séria. A pergunta de Meia-Noite demora a ser respondida, com a capitã ainda de costas:

[Tabitha] Sorte nem começa a descrever. Você viu aqueles soldados? Todos altamente treinados. Lutaram como puderam, mas no fim, morreram todos. Em serviço de sei lá o que. O que nós tivemos? Pouco mais que uma dezena de peixes.

Ela respira fundo, antes de comentar:

[Tabitha] ...e aqueles olhos... Leone viu também. No último andar, eram mais de 20 peixes e soldados. Todos dizimados. Não sobrou ninguém.
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Mensagem#147 » 12 Mai 2012, 19:16

[Tabitha] Sorte nem começa a descrever. Você viu aqueles soldados? Todos altamente treinados. Lutaram como puderam, mas no fim, morreram todos. Em serviço de sei lá o que. O que nós tivemos? Pouco mais que uma dezena de peixes... e aqueles olhos... Leone viu também. No último andar, eram mais de 20 peixes e soldados. Todos dizimados. Não sobrou ninguém.

A capitã parecia consternada. Meia-Noite volta a se debruçar na amurada.

- É estranho... pelo menos um deveria ter sobrado. Peixe ou elfo, alguém deu o golpe final. Meia-Noite já viu brigões se nocautearem ao mesmo tempo, mas... não é normal. Sei lá...

Meia-Noite se cala, então, olhando o mar. Não havia mais o que fazer, ou o que pensar, por hora.
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#148 » 15 Mai 2012, 00:13

[Off]: Piccola está meditando, tentando descansar, until four hours are up or something else happens.

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Samiel_Fronsac
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Mensagem#149 » 15 Mai 2012, 01:42

§ Muito atento ao minucioso trabalho de identificar e separar os objetos por valor estimado, o marujo leva um minuto antes de responder a pergunta do colega. §

[Leon] Um massacre, Alber. Foi o que eu vi. Homens e elfos e sapos, todos mortos em combate; e os sapos estavam possuídos por algo maligno, que foi sugado por aquela névoa bizarra. Imagino que a capitã tenha presenciado algo similar, em maior escala.

§ Põe a mão no bolso, checando o anel rúnico do capitão do Saffron. Aquele objeto o deixou fascinado. Não coloca no montante total, esperando pedir a sua capitã permissão especial para mantê-lo. §

[Leon] Vamos honrar os falecidos e tentar extrair um bem da tragédia ao manter o Licorne flutuando e nossas barrigas cheias por quanto tempo pudermos.

§ Vai catalogando as miudezas. §

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Rodwolf
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Wade In The Water - Capítulo 2

Mensagem#150 » 16 Mai 2012, 21:26

[Rhezen] Grandão, Padre, podem levar a moça para o nosso quarto; pode ficar dormindo com ela lá também. Ficamos no alojamento enquanto for necessário. Brianna disse que pode ajudar a cuidar dela quando for necessário. Acho que ela já foi enfermeira em algum templo.

O clérigo anui agradecido ao casal, a ajuda da moça seria de extrema importância, e se Evans precisasse deixar a mulher ferida por alguma emergência, poderia deixar aos cuidados da ruiva.


[Evans] Obrigado, aos dois. Sua ajuda é bem vinda.


Aquela neblina e o que tinha se passado no Saffron o incomodava muito, e sentia que algo estava muito errado. Encontrariam aquelas criaturas de novo, o responsável por aquela cena no outro navio? Se fosse o caso, Evans teria mais trabalho a ser feito. Mas por enquanto fazia o que podia pela mulher, contava com a experiência de Brianna e com que tinha aprendido no Templo de Kelemvor, e tentava passar o que sabia para a solicita esposa de Rhezen.
Última edição por Rodwolf em 16 Mai 2012, 21:29, editado 1 vez no total.
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