Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

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Stephan
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#1 » 28 Mai 2012, 23:37

(leitura prévia: Wade In The Water - Capítulo 2)

Foram-se oito dias e uma Selûne cheia, e apesar da tragédia no primeiro dia da lua esplendorosa, o clima não poderia ser melhor. As poucas nuvens no caminho não geraram mais do que uma tarde de chuva em todo este tempo, dando muito espaço para um sol confortável tomar conta do clima -- junto com ventos justos.

De acordo com Tomme e a capitã, o vento soprava exatamente para onde eles precisavam ir. Rhezen e Brenten não podiam reclamar, pois com tantos suprimentos frescos na despensa, eles não precisavam fazer nem metade do trabalho de pescaria.

Alber terminara de catalogar e identificar tudo (com uma perícia de conhecimento de forja que surpreendeu aos novatos) três dias depois da lua cheia. Com novos membros da tripulação, tão diferentes, a capitã Allouise decidiu fazer uma nova política: itens superiores poderiam ser pegos pelos membros, desde que estes desistissem da sua parte em ouro do saque onde tal item fora retirado.

Com isso, Evans ganhou direito dois itens excelentes encontrados no Saffron: uma armadura de placas e um escudo de aço. Kyjal teve a liberdade de escolher se gostaria deste novo sabre, que não chegava a ter a mesma qualidade em material de seu sabre de Mitral, mas que era muito bem feito, ou receber a quantidade em ouro prevista. Leon ficou com o anel que queria, dado à ele pela própria capitã. O receio de sua comandante o deixou perplexo, e por isso, guardara consigo, mas não arriscara a colocar o anel no dedo. Piccola ganhou uma sacola de flechas, assim como Leon. Não uma aljava desajeitada, mas uma sacola que ficava na altura da cintura, e que segurava o dobro de flechas com o triplo de segurança. A avariel também recebera sua parte em ouro, num total de 120 peças. Meia-Noite, sem preferência material, também recebeu a mesma quantia.

A paciente de Evans ainda não acordara, e ficara febril por dois dias. Graças à arquitetura do Licorne, os andares abaixo não ficavam abafados ou úmidos demais, o que ajudou na recuperação da mulher, impedindo-a de adoecer gravemente. Sempre prestativa, Brianna ajudava sempre com as bandagens, fosse colocando, limpando e retirando-as. O clérigo não teria a mesma facilidade sem sua ajuda. Muitas vezes, quando este estava dormindo, acordava no susto para ver Brianna amparando a mulher, às vezes sussurrando algo ininteligível. Silenciosa, educada e prestativa. Não havia ninguém no navio que não gostasse dela.

A capitã, durante todo este tempo, manteve-se reclusa, sempre conversando apenas com uma pessoa de cada vez, raramente no mesmo lugar.

Os exercícios de Meia-Noite continuavam quase tão bons como sempre, mas a falta de prática com outra pessoa (que não fossem dois barris empilhados) impedia a satisfação plena do gigante.

Era manhã do décimo nono dia de Alturiak, o segundo mês do ano de 1372, o Ano da Magia Selvagem. Um frio um pouco acima do normal avisava que haveria um pouco de cerração mais à frente. Os ventos estavam calmos, mas constantes.

De acordo com os cálculos de Tomme, logo chegariam em terra firme, em algumas poucas horas. Após o primeiro desjejum, Rhezen, Brenten, Alber e a capitã estavam no convés, enquanto Brianna permanecia ao lado da paciente. Era um dia bonito, e não havia muito o que fazer.



[OFF]: Lista de itens ganhos:

Leon - Anel misterioso com runas; sacola de flechas (flechas disponíveis: 40)

Piccola - Sacola de flechas; 120PO (flechas disponíveis: 40)

Meia-Noite - 120PO

Evans - Armadura de Placas +1; Escudo de Aço +1

Kyjal - Sabre encrustado de prata OU 120PO

Atualizem as fichas de acordo, rapeizeada, e bem-vindos ao terceiro capítulo!
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Samiel_Fronsac
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#2 » 31 Mai 2012, 15:49

§ Para Leon, os dias passam quase despercebidos, pois trabalhar com Alber o entreteve, e sem dúvida o conhecimento passado pelo marinheiro sobre forja e afins não seria desperdiçado. Voltando as ocupações usuais, sentiu uma necessidade real de aprender mais sobre diversos assuntos, passando seu tempo livre na pequena biblioteca, lendo o que achar interessante. E a frase mais repetida pelo jovem nos dias subsequentes foi: §

[Leon] Hey, olha o que descobri naquele livro sobre...

§ Quando a divisão dos espólios veio ocorreu, escolheu manter o estranho anel tirado do falecido capitão do Saffron. Uma lembrança de outra tripulação destruída, tal como o próprio Leon. Coloca-o no dedo anelar esquerdo, e diz:§

[Leon] Honrarei os sacrificios dos seus, como honro os meus.

§ Passa o último tentando convencer Meia-Noite a ensiná-lo a lutar desarmado. §

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Stephan
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#3 » 31 Mai 2012, 16:08

No exato momento em que colocou o anel em seu dedo, Leon sentiu um vazio enorme em seu coração. Uma saudade que era impossível de descrever. Ele sabia exatamente onde precisava chegar para sentir-se satisfeito, mas não fazia ideia de como chegar lá.

As runas do anel brilhavam num tom esmeralda, que era simplesmente belo, porém discreto.

Enquanto usa o anel, Leon tem sonhos com alguém que não consegue identificar, muito menos definir uma figura. Mas era alguém. Uma pessoa, seja ela quem for. Era para lá que ele tinha de ir. Seja onde este lá fosse.
Última edição por Stephan em 31 Mai 2012, 16:09, editado 1 vez no total.
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Holygriever
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#4 » 01 Jun 2012, 19:23

Meia-Noite respira profundamente ao sair ao convés, enchendo os enormes pulmões com o ar fresco da manhã. Era agora parte de seu ritual diário de saudar Lathander. Em uma manhã de preguiça havia tentado fazê-lo sem sair do alojamento, mas seus companheiros não pareceram muito satisfeitos, embora seus protestos não tivessem passado de virar o rosto para baixo e cobrir a cabeça com o travesseiro, além dos eventuais resmungos.

Nos dias que se passaram, em meio às tarefas diárias de tripulante do Licorne, Meia-Noite dedicou parte do seu tempo à brincar com Parrote, tentando conversar com o bicho, e a conversar com a tripulação, em especial com a capitã. Ela parecia distante, inquieta, até mesmo sem foco. Procurou conversar sobre coisas amenas, contou à mesma histórias sobre brigas de taverna, seus irmãos, a fazenda, a sua última briga com Velho Jack e os conselhos do mesmo.

O tempo estava agradável, e os ventos favoráveis. A tripulação só tinha gente boa, e o gigante continuava com seus exercícios. Estava, porém, frustrado. Barris não revidam. Não desafiam. Não "dançam".

Mas Leon o estava importunando para que ensinasse a como dar porrada. Isso fez com que o negrão tivesse uma súbita idéia. "A Capitã nunca ia deixar. Mas... ela não precisa saber..."

Sua idéia teria que esperar. Aportariam em poucas horas, afinal.
Última edição por Holygriever em 01 Jun 2012, 19:25, editado 1 vez no total.
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Gabrielle
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#5 » 02 Jun 2012, 11:42

Normalmente, ficar de guarda podia ficar chato depois de alguns dias sem nada acontecer, mas agora, com a companhia de alguém que não fazia piadinhas idiotas ou se alternava entre estar de ressaca e estar bêbado, ficar de guarda no ninho do corvo era bem mais divertido. Kyjal era uma pessoa interessante, e gostava muito de falar sobre suas experiências de vida. Para quem sempre tinha morado numa cidade nas nuvens, tudo era uma novidade interessante.
Além disso, Kyjal, com seu ouvido aguçado, era um ótimo crítico musical, ajudando Piccola a aperfeiçoar suas músicas.

Quando não estava compartilhando a guarda ou treinando música com Kyjal, Piccola passava seu tempo ou lendo os livros da biblioteca com Leon, trocando ideias - e farpas - ou junto com Brianna, tentando ajudar de alguma forma com a moça adoentada. Ela gostava da esposa de Rhezen; afinal, não tinha como não gostar. Mas era justamente isso que a fazia estranhar. Ninguém era tão perfeito, nem mesmo os mais belos e fortes Avariel (por mais que eles adoravam dizer o contrário).

E era justamente sobre isso que ela estava pensando agora, no quarto onde a paciente estava, observando Brianna calmamente explicar sobre como estava fazendo os curativos. Piccola tentava absorver o conhecimento, mesmo enquanto parte de sua mente tentava analisar a estranha mulher à sua frente.

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Rodwolf
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#6 » 02 Jun 2012, 21:18

Era claro que os acontecimentos dos primeiros dias de viagem do La Licorne afetavam a todos ainda, e não seria diferente com o clérigo de Kelemvor. A tragédia a bardo do navio que encontraram em seu caminho após o ataque dos homens-peixe ainda era recente, e aterrorizadora. Tantas vidas perdidas e um obscuro mistério a cerca de tudo que havia se passado naquele dia e nos últimos dias a bordo do Saffron.

Evans pensava na maneira em que os corpos haviam partido, levados pela água e pelo vento, tomados pelo fogo. Devido a urgência e condições tinha que aceitar que essa era a única maneira, era isso ou simplesmente deixá-los lá. Aprovara e ficara satisfeito com a decisão da capitã, e a admirava ainda mais por isso. Sabia e orava todas as noites pela a alma daqueles que dessa maneira se foram ao encontro de seu senhor, o Senhor da Morte.

E havia sua paciente, que nos últimos dias tinha experimentado algumas complicações, passara por uma febre que o deixou muito preocupado. Além disso ela ainda não acordara. Muitas vezes o sacerdote se pegou pensando se teria feito a coisa certa pela mulher, mas essas dúvidas eram amenizadas quando via que existia uma chance, quando sem querer pegava Brianna tomando conta da mulher de um jeito que poucos fariam. Se não fosse os cuidados da moça os resultados poderiam ter sido muito piores do que os dois dias de febre da enferma. A bela jovem parecia ter uma aura de Avariel, querida por todos a bordo.

Sempre que podia, quando Brianna tomava conta da mulher, Evans subia ao convés para ver como iam as coisas e falar com resto da tripulaçao e com a capitã, que lhe parecia um pouco distraída e mais discreta. Aproveitava para pegar um pouco de luz do dia, ou lua e tomar um ar fresco.
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Feral
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#7 » 03 Jun 2012, 19:09

Depois da intensidade daqueles dias, algum tempo de calmaria não fazia mal. A viagem agora seguia tranquila, e tiveram uma janela ampla o suficiente para curar uma boa parcela das cicatrizes daquela noite.

Frente aos espólios de combate, Kyjal estava bastante tentado a aceitar a quantia de dinheiro. De uma vez só receberia o que antes demorara meses para acumular.
...Mas o instinto de colecionador falara mais alto, e aquele sabre era um souvenir elegante demais para ser deixado para lá.

...Além do mais... Servia para lembrá-lo do que provavelmente enfrentariam mais à frente.

O resto dos dias foi incrivelmente mais tranquilo. O tédio do dever de vigia não existia mais; conversar com Piccola, ou ouvir ela tocar, comentar sobre algo engraçado que vira ou vivera...
Pra quem esperava que ia ficar em cima de um cesto olhando o mar até enjoar, Kyjal estava bem mais satisfeito do que podia prever.

Aproveitava os dias para vez ou outra conversar com outros membros da tripulação. A capitã confiava a Kyjal, junto com Piccola, a viligância do La Licorne, então era bom alimentar confiança junto aos demais; apenas sentia falta de alguém com quem treinar um pouco de esgrima -- não era a especialidade de Piccola, nem do Meia-Noite, ou de particularmente nenhum outro membro da tripulação. Havia Leon, mas preferia um parceiro de esgrima que não parecesse ter nenhuma vontade de passar do limite de "treino".

De resto, apenas observava. O barco, a tripulação... Meio que estranhava o quanto Piccola parecia não ir muito com a cara da novata Brianna. Se as circunstâncias da entrada dela na tripulação já foram meio estranhas, a prestatividade dela ia além do que Kyjal costumava ver na maioria das pessoas. Não que seja ruim alguém valorizar tanto a bondade, mas... Bom, não fazia sentido se preocupar tanto com isso no momento.

Com os olhos fitando o mar, tão calmo quanto esses últimos dias, Kyjal apenas esperava o fim dessas poucas horas que os separavam da terra firme. E então viria o desdobrar dessa nova... aventura.

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#8 » 04 Jun 2012, 18:42

As próximas horas permanecem tranquilas. Uma conversa em voz alta entre a capitã e Tomme revela que o nome do local onde aportarão chama-se Porto Katla, uma homenagem à capital de Amn.

A colônia do grande estado de Amn era diferente de suas duas maiores colônias, mas igual a outras dezenas de pontos de parada para os navios de transporte e militares.

Porto Katla revelou-se uma minúscula aldeia de pescadores. Quando o navio estava aportando, com a ajuda de um prático de pele morena, era possível ver pouco mais de uma dezena de edifícios. Eram três navios no porto, incluindo o Licorne, que era o maior deles. Outros três barcos pesqueiros se movimentavam pela região, indicando o dia de trabalho iniciado pelos locais.

A aparência dos edifícios era incrivelmente pobre. Barracos com menos cuidados do que as favelas de Athkatla. Mesmo as casas mais pobres de Águas Profundas possuem cuidados muito superiores. E destoando da triste paisagem, uma larga taverna abre-se no fundo, do tamanho de 6 dos barracos. Era possível ver uma placa com uma taça de vinho, ao lado de um símbolo do Conselho dos Seis, indicando que ali era a base de governo da "colônia".

A capitã reúne os marujos no convés. Com as mãos no cinto, e os cabelos ao vento, ela fala em voz alta.

[Tabitha] Atenção! Estamos nesse lugar esquecido pelos deuses para apenas uma parada. Vamos precisar de pelo menos quatro de vocês aqui no Licorne. Como o sangue novo precisa sair, ficarão aqui Alber, Brenten, Rhezen e Tomme. E Brianna, pelo visto.

A garota, que há pouco explicava algumas técnicas curativas simples para Piccola (e usava um tipo de bebida não identificada para aliviar as dores da paciente), olhava escondida das escadas. Sua expressão corporal mostrava que ela preferia não sair do navio naquele lugar.

A capitão então aproxima-se de Piccola, e dos outros.

[Tabitha] Menina, este lugar não é para você. Eu vou precisar de Leon ao meu lado para falar com o "responsável" por esta pocilga, e é melhor que ele não coloque os olhos em você.

Ela se afasta para poder falar com o resto, e ver os outros.

[Tabitha] Se Piccola for, Meia-Noite, Kyjal e o padre precisam ir com ela. E se vocês forem, deixem suas armas embainhadas e não puxem briga com ninguém. Eu e Leon devemos precisar de... #ela olha para o ladrão por um momento# cinco ou dez minutos. Conseguem ficar na taverna sem arranjar alguma briga durante esse tempo?

[Tabitha] As pessoas daqui não são boas. As que são, são oprimidas pelo canalha que cuida de tudo. Mas aqui é um ponto importante, especialmente hoje. Hanya?
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#9 » 04 Jun 2012, 20:18

[Tabitha] Menina, este lugar não é para você. Eu vou precisar de Leon ao meu lado para falar com o "responsável" por esta pocilga, e é melhor que ele não coloque os olhos em você.

Piccola levanta uma sobrancelha, intrigada, mas assente com a cabeça, compreendendo.

[Tabitha] Se Piccola for, Meia-Noite, Kyjal e o padre precisam ir com ela. E se vocês forem, deixem suas armas embainhadas e não puxem briga com ninguém. Eu e Leon devemos precisar de... #ela olha para o ladrão por um momento# cinco ou dez minutos. Conseguem ficar na taverna sem arranjar alguma briga durante esse tempo?

[Tabitha] As pessoas daqui não são boas. As que são, são oprimidas pelo canalha que cuida de tudo. Mas aqui é um ponto importante, especialmente hoje. Hanya?

Piccola aquiesce mais uma vez.

[Piccola] É claro que conseguimos ficar sem arrumar confusão. Não se preocupe, capitã, só vamos dar uma voltinha.

Ela aperta sua capa mais em torno de si e puxa o capuz por cima de sua cabeça, obscurecendo um pouco suas feições delicadas. Volta-se para seus amigos e sorri.

[Piccola] Então, rapazes, vamos?

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#10 » 04 Jun 2012, 20:30

Kyjal responde positivamente com um meneio de cabeça. Bom... infelizmente tinha o talento nato para puxar confusão apenas com a própria presença, mas... Tentaria o melhor de si pra manter as coisas o mais calmas possível.

...Se é que isso era possível, com um grupo tão exótico entrando um lugar com jeito tão hostil.

[Piccola] É claro que conseguimos ficar sem arrumar confusão. Não se preocupe, capitã, só vamos dar uma voltinha.

Conhecia essa frase... E torcia para que Piccola não a usasse esperando o que normalmente se seguia dela. Ao menos por onde Kyjal costumava andar.

[Piccola] Então, rapazes, vamos?

Também ajeitando sua capa por cima dos ombros, mas um tanto frustrado por não poder usar o capuz sem ter que fazer dois furos nele, Kyjal levanta uma pergunta a Piccola.

[Kyjal] - Por mim, tudo bem. Mas... o que vamos fazer, mesmo?

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#11 » 04 Jun 2012, 20:37

A jovem replica com um sorriso inocente e a voz em tom baixo:

[Piccola] Arrumar confusão, é claro.

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Feral
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#12 » 04 Jun 2012, 20:50

Kyjal rola os olhos pra cima com a resposta, levando a mão ao rosto felino enquanto dá um longo e paciente suspiro.

[Kyjal] - Piccola, eu sei que você é a queridinha da capitã, então ela provavelmente não vá te dar uma bronca tão pesada se você virar centro de confusão, mas... Eu sou novato, e temo pelo bem-estar da minha pele. E de tudo o que tem embaixo dela, só pra constar.

E olha para os lados, se certificando de que a capitã não está por perto nem no alcance auditivo, antes de falar em tom bastante baixo, dirigido a Piccola.

[Kyjal] - ...De que tipo de confusão estamos falando?

Que seja do tipo silencioso... que seja do tipo discreto... que seja do tipo que não invoque a fúria da capitã...
Última edição por Feral em 04 Jun 2012, 20:51, editado 1 vez no total.

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Mensagem#13 » 04 Jun 2012, 21:43

Piccola se diverte um pouco com o receio de Kyjal, mas não gostou de ser chamada de "queridinha da capitã". Resolveu demonstrar com suas ações, e não palavras, que não estava naquele navio porque era "a queridinha da capitã".

[Piccola] Ora, por enquanto, nada de mais. Só vamos explorar um pouco, ver se tem algo interessante por aí. Talvez dar uma passadinha na taverna para comer.

E dependendo do que encontrassem...bom, seja lá o que fosse, a elfa estava doida para dar uma esticada nas pernas e comer ou beber algo que não fosse peixe fresco. E não era um bando de mal-encarados que iria impedi-la.

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#14 » 05 Jun 2012, 01:21

Meia-Noite varre os arredores com o olhar assim que sai no convés com Parrote no ombro. Triste é o adjetivo que lhe vem à mente, logo após "Nossa, que pardieiro."

A capitã se movimenta, direcionando as porções adequadas de seus avisos a cada ouvinte. Piccola precisava ficar fora das vistas do visitante, e a Capitã queria que escoltássemos a menina caso ela queira sair do navio pelo tempo necessário. Mas o lugar aparentemente era tão horrível quanto parecia, e não era ali que Meia-Noite ia encontrar diversão.

- Sim Capitã, Meia-Noite pode ficar por dez minutos em uma taverna sem arranjar uma briga. Não por vinte minutos talvez, mas dez, sem problema!- O homenzarrão ri antes de continuar. - Mas se vai ser tão rápido, por que a gente não espera aqui nos alojamentos mesmo? Assim, se a Capitã precisar de alguma coisa, vamos estar perto.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

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Samiel_Fronsac
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#15 » 05 Jun 2012, 11:36

§ À visão do abjeto local, franze o cenho. Sair da maravilhosa Águas Profundas para... Isso... Não anima o jovem. Checa as reações dos companheiros com um olhar desesperançoso enquanto ouve as ordens da capitã. Comenta em voz baixa com quem estiver mais próximo. §

[Leon] ...Ainda bem que vesti o corselete por baixo da roupa.

§ Checa se o equipamento está em ordem enquanto a líder termina de ditar os procedimentos para o resto dos novatos. Estando seguro de que tudo está em ordem, fica em pé em ao lado da chefe, esperando pela partida para a missão. Coçando o queixo, comenta, voz baixa: §

[Leon] Tenho a impressão de que "conversar" não é realmente o plano aqui.

§ Apenas aguarda, o cenho franzido e encarando o lugar com um ar desiludido. §
Última edição por Alta Vista [Bot] em 05 Jun 2012, 11:36, editado 1 vez no total.

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