Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#46 » 07 Jul 2012, 16:11

- Bebe bebe bebe bebe bebe bebe BRIGA! HEY! Bebe bebe bebe bebe bebe bebe BRIGA! HEY!

O gigante canta e ruge. Havia tomado controle do ambiente, conseguido seu intento de distrair as massas e estava completamente em seu elemento.

[Cliente 1] PUUUUUUUT---GAAAHH cacete aiaiaiai tu é forte mermo!!!

- Hah! Não é só força, cara, é resistência. Impedir o avanço do oponente é mais importante que descer o braço dele. Pensa nisso enquanto você e seu amigo pagam UMA RODADA PRA TODOS!

Quem o visse acharia que Meia-Noite havia se deixado levar pelo êxtase da competição e da atmosfera do local. Quase. Estava embalado pelos cânticos e urras, mas ainda não havia se esquecido de onde estava. Nota a aproximação dos guardas e a maneira com a qual Piccola se afastou deles e se "escondeu" atrás de seu corpanzil.

Quando Piccola começa a sua música, Meia-Noite se levanta abruptamente e se vira para os guardas, colocando-se mais claramente entre eles e Piccola, mas quando fala, dirige seu olhar e sua voz por cima dos guardas, falando com a multidão:

- E AÍ? - Ele estrala os dedos das duas mãos. - MAIS ALGUÉM!?

Meia-Noite ergue os dois braços, dedos indicadores em riste, apontando para o teto.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

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Feral
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#47 » 09 Jul 2012, 15:56

Se realmente havia alguma encrenca acontecendo lá dentro, pelo visto Kyjal e Piccola estavam recebendo ingressos de camarote, com direito a escolta particular.

O tom de "desculpas" dos guardas certamente apontava para algo ruim -- a ponto de nem eles mesmos gostarem do que estavam prestes a fazer. É, nesse ponto, Kyjal concordava com eles.

Alternativas... alternativas... alternativas... Fugir não seria simples... ir com os guardas significaria reduzir ainda mais sua força de reação, pra algo que não tinha a menor certeza do que seria...

É. Era um convite complicado de recusar.

...Mas Kyjal preferia festinhas mais agitadas.

Ao ouvir a primeira nota da flauta de Piccola, Kyjal sabia que estavam começando um novo tipo de dança, e da qual não poderiam mais sair até que acabasse.

Que seja.

[Kyjal] -...Ô GRANDÃO, ACHO QUE ESSES CARAS AQUI QUEREM BRINCAR!!! -- Grita na direção do Meia-Noite, torcendo para ser ouvido.

E projeta-se na direção da porta, sacando o sabre -- não para atacar, mas sim caso precisasse se defender. Confiaria que os guardas estavam agindo contra sua vontade, mas não custava estar precavido.
De qualquer maneira, não havia mais volta. Agora era torcer para que o grupo também levasse a ação adiante.

[OFF:]

Kyjal tenta passar pelos guardas da maneira mais defensiva e menos direta que puder (se puder deslizar pelo balcão, saltar por mesas ou qualquer coisa do gênero, seria uma boa), e vai na direção da tal porta. Ele saca o sabre durante essa ação, tambem.
Última edição por Feral em 09 Jul 2012, 15:58, editado 1 vez no total.

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Rodwolf
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#48 » 10 Jul 2012, 19:48

A algazarra já havia tomado forma e contagiava todos freqüentadores locais, mulheres e homens do povo comum, duros trabalhadores de terra e mar. E parecia contagiar seu companheiro grandalhão também.


- Bebe bebe bebe bebe bebe bebe BRIGA! HEY! Bebe bebe bebe bebe bebe bebe BRIGA! HEY!


Antes que pudessem continuar com o plano a situação e o cenário começam a mudar, agora o guarda da porta estava de volta, e com mais quatro amigos.


[Guarda] Você dos chifres e a garota vão vir conosco. Não nos façam problemas. Estamos apenas seguindo ordens. Desculpe-nos.

Os dois guardas que abordavam Kyjal e Evans não pareciam tão determinados, mas mesmo assim estavam ali, assim como os três que se dirigiam em direção a multidão procurando por alguém, claramente para Evans, esse alguém era jovem e peculiar elfa, Piccola.

O clérigo não queria um derramamento de sangue sem necessidade, aqueles guardas talvez fossem tão vítimas como o povo oprimido local parecia ser. Falava em alto e bom som esperando desencorajar os guardas e no mínimo, fazer a multidão simpatizar com eles o bastante para que não ajudassem os guardas.


[Evans] Vocês não querem fazer isso, acreditem. Deixem que Kelemvor veja que são dignos de continuar caminhando pela face da terra e deixe-os em paz, isso não acabará bem nem para vocês, nem para seu mestre.


- E AÍ? - Ele estrala os dedos das duas mãos. - MAIS ALGUÉM!?

[Kyjal] -...Ô GRANDÃO, ACHO QUE ESSES CARAS AQUI QUEREM BRINCAR!!! -- Grita na direção do Meia-Noite, torcendo para ser ouvido.

Embalado pela música de Piccola e dos movimentos de seus companheiros, Evans leva a mão direita à cintura e desembainha sua espada em posição de combate com o escudo preso ao braço esquerdo.

[Evans] Vocês tem uma chance, vão, não precisa ser assim. Só saiam daqui, ou juro pelo meu senhor, irão responder ao Senhor da Morte ao menor sinal de agressividade.

O clérigo só muda de posição para ter certeza de que não estava entre os dois guardas e em uma posição que pudesse ver os outros ameaçadores, assim como os companheiros.
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#49 » 12 Jul 2012, 15:19

A cena é incrivelmente rápida, mas Leon consegue ver tudo. Mal ele termina de render Martell, a capitã abaixa sua mão esquerda, pega uma de suas facas de arremesso, leva o braço dobrado à frente do rosto, e estica-o. A faca dispara numa velocidade inacreditável até a dobra da porta. Isso certamente impedirá que a porta se abra por fora.

[Tabitha] Heh, achei que não ia pegar a sacada. Ou ia acabar furando ele. É aquele momento que eu quase, quase me arrependo de você saber o que sua capitã quer dizer. Segure-o bem, por favor Leone?

Martell havia paralisado, tal qual um clérigo já o fez numa negociação com eles, em outro lugar, em outra época. Assim que Leon segura o velho de forma mais firme, a capitã lhe dá um soco no olho bom.

[Martell] Como... COMO OUSA? Vadia! Meretriz!

Ela dá um sorrisinho, e segue até a mesa.

[Tabitha] O seu problema, caolho, é que você não é bom. Tem guardas excelentes -- eu lembro como foi sair daqui da última vez -- e às vezes tem planos bons. Mas você? Você é péssimo. Preguiçoso. É tão desesperado por controlar tudo que esquece a própria segurança. Você acha o que, que eu trouxe metade de minha tripulação, os mais brigões, para baixo da sua sala por quê? Por que seria bonito? Leone, por favor, explique para o moço o motivo de eu trazer todo mundo pra cá.

Enquanto isso, ela pega o mapa, vasculha pelos documentos, pára um momento para olhar a adaga, rindo um pouco. Parecia que aquela adaga trazia alguma lembrança para a capitã.

Depois, ela se arruma, e após guardar os documentos e o mapa, pega a besta de mão. Vasculha pela gaveta e encontra três virotes. Ela parece extasiada, e ainda mais ao encaixar a arma perfeitamente em sua mão, e finalmente engatilha-la.

[Tabitha] Está na hora de irmos. Alguma pergunta? #ela olha em direção a Leon e Martell#

--------------------

A confusão estava chegando. Não o tipo legal de confusão, que já estava se formando, que se perde alguns dentes mas se mantém a vida. A confusão encaminhada era outra, que envolvia ser espetado com alabardas e ter grilhões prendendo os pulsos às paredes.

Meia-Noite tomava o lugar de presença principal do local. Estava dando aos moradores e trabalhadores algo o que fazer, sem que envolvessem ameaças e possíveis lutas mais sérias. E todos estavam animados.

Mas Piccola mostra-se apreensiva para o gigante. A elfa mantém o bom humor, mas o posicionamento dela demonstrava reação negativa a alguma coisa. E então, a flauta começa.

[OFF]: [url=http://youtu.be/fomtue_jLNI?t=2m27s]neste ritmo[/url]

As notas de rápida transição e firmeza ditam o tom dos próximos acontecimentos. A cantoria encerra-se, para dar lugar a palmas ritmadas. Alegres, felizes, nada parecido com o clima hostil que recebeu a tripulação de início. "Há quanto tempo eles estão sem ouvir qualquer forma de música?" é o pensamento que passa pela cabeça de Piccola.

Tudo dá uma virada à caminho do pior após o grito de Kyjal. Todos no bar escutam o desafio animados, mas seus rostos entristecem quando vêem que o felino e o padre (que estava dando avisos aos guardas) desembainharam suas armas para os guardas, que agora estavam alarmados.

O segundo desafiante de Meia-Noite, ainda com o braço dolorido, pergunta triste em meio ao silêncio de vozes que surgiu:

[Cliente 2] Sério mermo que tá dando merda?

--------------------

OFF:

Cântico de Proteção. Piccola, Kyjal, Meia-Noite e Evans com +2 em JP e CA.
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#50 » 12 Jul 2012, 19:05

- Pô cara. Parece que tá.

Meia-Noite compartilha do tom de tristeza do pescador. A festa estava boa, e ele estava animado com o clima do local. Sentia falta de uma taverna em festa, e aquela pocilga nem parecia mais tão "pocilguenta" para o gigante.

- Peraí que eu vou resolver.

Sem sair do lugar, ele se vira aos guardas próximos à Evans e Kyjal, ignorando os outros mais próximos dele e Piccola, e dirige a voz aos mesmos, esticando os braços para a frente e erguendo as palmas em sinal de paz e pedindo calma:

- Ei, guardas! Tá todo mundo aqui alegre, gastando dinheiro na taverna, cantando e festejando. Vocês podem dizer ao Meia-Noite porque os amigos dele puxaram as facas? Qual é o problema aqui?
Última edição por Holygriever em 12 Jul 2012, 19:07, editado 1 vez no total.
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#51 » 12 Jul 2012, 20:19

Os guardas que antes haviam tentado se aproximar de Piccola voltam para perto dos que se mantinham agora entre Kyjal e Evans. Um deles responde a Meia-Noite:

[Guarda] Ordens do Senhor Martell. Não podemos envolver mais ninguém nisto. Mas seu amigo #aponta para Kyjal# e a garota precisam vir conosco.
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#52 » 12 Jul 2012, 23:14

- Tá. Entendi.

Meia-Noite fecha os olhos por um segundo e respira fundo. Suas próximas palavras seriam na medida para evitar um conflito, mas, dada a situação, não sabia se conseguiria seu intento. Era hora de por em prática o que aprendera nos centros culturais que visitara.

O negrão abre os olhos e faz sinal para que Piccola chegue mais perto, ficando logo à frente dele. Era melhor não tirar os olhos da elfinha.

- Olha só. Primeiro, Meia-Noite pede desculpas pelos seus dois amigos. Não é legal puxar as facas dentro de um estabelecimento desse tipo, e tenho certeza que se eles fizeram isso é por que se sentiram ameaçados, mas isso não justifica pegar em lâminas nesse lugar sem que o atacante tenha brandido as dele antes.

O enorme marinheiro estrala o pescoço, e continua:

- Segundo: a gente não segue ordens desse tal Senhor Mertell aí, então não, ninguém não vai a lugar nenhum.

Meia-Noite gentilmente coloca a mão direita sobre o cocoruto de Piccola e o afaga levemente antes de prosseguir.

- Terceiro: a nossa Capitã, Tabitha Allouise, nos mandou proteger essa menina aqui. Então não, ninguém vai levar nem ela, e nem o peludo ali, a lugar nenhum.

Meia-Noite faz uma pausa enfática, e olha para cada um dos guardas presentes.

- Meia-Noite não sabe o que exatamente tá acontecendo aqui, mas nem precisa. A gente não quer confusão, nem acabar causando prejuízo a este belo estabelecimento comercial aqui. Esse tal de senhor Mattel aí deve ser o manda-chuva do lugar e provavelmente tá falando com a nossa capitã, então eu vou falar pra vocês o que a gente vai fazer: primeiramente, a gente vai levar a elfinha aqui de volta pro nosso barco. A gente tá aportado aqui, e nossa capitã tá lá em cima, então não é como se o barco fosse a lugar algum. Depois disso, a gente vai voltar aqui, vamos todo mundo subir pela escada e acertar isso, com o SEU chefe e a MINHA chefe. Sem confusão.

Todo aquele tempo assistindo à peças teatrais e debates já havia se pago em entretenimento, e agora estava se pagando em vocabulário. Mas ainda era Meia-Noite falando. O grandalhão limpa audivemente a garganta e dá uma escarrada para o lado antes de prosseguir.

- O Meia-Noite aqui não tá pedindo permissão não: a gente VAI fazer isso da maneira que eu falei. Se vocês não quiserem deixar, bom, aí a gente vai ter confusão. Mas como eu falei, a gente não quer confusão. Vocês não querem confusão. Porra, o Meia-Noite tem certeza que esse pessoal adora uma farra, mas garanto que NINGUÉM aqui quer esse tipo de confusão, certo pessoal?

Meia-Noite dirige as suas últimas palavras ao povo assisitindo em silêncio ao seu redor. Se ganhasse o apoio das massas, estaria com a faca e meio queijo nas mãos.

- Beleza? Tá claro? A gente vai ali então. Padre, Kyjal, vamos indo.

Meia-Noite faz sinal aos seus companheiros para que se aproximem. Tão logo o façam sem interrupções, começam a sair do lugar, sempre olhando para trás, por cima do ombro.

----------------------

OFF: Stephan, role Diplomacia e/ou Intimidação aí, conforme achar adequado. O diálogo é um misto dos dois.
Última edição por Holygriever em 12 Jul 2012, 23:36, editado 1 vez no total.
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Rodwolf
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#53 » 16 Jul 2012, 19:29

O ritmo da música de Piccola era ao mesmo tempo animado e pacifico, a reação das pessoas a volta e dos próprios guardas acaba por pegar o clérigo de surpresa. O medo de falhar com seu dever em proteger os companheiros era tanto que esquecera seu dever de proteger a quantas almas não corrompidas pudesse? Quase lamentava o tom que usara antes, não era mais um mercenário qualquer, tinha que honrar seu deus e o seus irmãos, o derramamento de sangue poderia ser evitado. Seu inimigo natural era outro.




- Ei, guardas! Tá todo mundo aqui alegre, gastando dinheiro na taverna, cantando e festejando. Vocês podem dizer ao Meia-Noite porque os amigos dele puxaram as facas? Qual é o problema aqui?



[Guarda] Ordens do Senhor Martell. Não podemos envolver mais ninguém nisto. Mas seu amigo #aponta para Kyjal# e a garota precisam vir conosco.


Meia-Noite se mostrava o mais sensato naquele momento, enquanto o gigante falava, o sacerdote vagarosamente saia da posição de combate e abaixava a espada ainda em sua mão.

Deixa Meia-Noite falar enquanto observava o movimento dos guardas e fazia um sinal para que Kyjal relaxasse, tentava diminuir a tensão.

Com a voz muito mais amena, caminho para junto dos amigos depois das últimas palavras do amigo marinheiro, enfim volta a falar.

[Evans] Vocês ouviram, e eu arrisco dizer, nenhum de vocês - olha para cada um dos guardas e depois para as pessoas na taverna - me parecem satisfeitas com a maneira que as coisas andam sendo feitas por aqui, talvez seja hora de uma mudança, uma que começa com vocês. Seja como for, nesse momento todos querem a mesma coisa, que isso acabe da melhor maneira possível.

- Beleza? Tá claro? A gente vai ali então. Padre, Kyjal, vamos indo.

[Evans] Só uma pequena alteração nos planos. Não confio em deixar a capitã e Leon sozinhos com esse tal de Mattel, eu fico e nos encontramos vocês no navio caso a Capitã termine antes de você e Kyjal voltarem. E que Kelemvor nos guie.


--------------------------------------------------------------------------


[OFF] O mesmo que o grivu, só que um pouco de "sugestão" pra tentar convencer a todos que deixar Marttel no poder é mal negócio
Última edição por Rodwolf em 16 Jul 2012, 19:31, editado 1 vez no total.
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Gabrielle
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#54 » 17 Jul 2012, 20:45

Tinha começado a tocar sua flauta, esperando encrenca, mas de repente todos começam a se divertir, como se aquilo fosse uma festa. Isso fez Piccola relaxar um pouquinho: pessoas que apreciavam boa música com aquela alegria e simplicidade não poderiam ser de toda más.

E então a situação rapidamente muda para algo mais sério, e para sua surpresa, Meia-Noite é quem decide abanar o ramo de oliveira. Ele faz um discurso que estava bem eloquente, e quando ele a chama, Piccola atende prontamente. Quando ele afaga sua cabeça ela não resiste a um sorriso, e embora não tenha gostado da sugestão final dele de levarem ela de volta ao navio, não podia deixar de compreender que aquilo seria o mais sensato a fazer. Não precisava envolver um monte de inocentes numa batalha horrível, afinal.

Resolve, pelo menos, se despedir decentemente daquele pessoal.

[Piccola] Que pena eu ter de deixar a festa tão cedo, e não poder animá-la mais, rapazes. Tava até ficando divertido.

Ela sorri largamente, seus olhos brilhando por de baixo do capuz. Dirige-se ao barman:

[Piccola] Ah, sim, quanto te devo pela fruta, senhor?

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Samiel_Fronsac
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#55 » 18 Jul 2012, 02:02

§ A velocidade na reação da capitã deixa o marujo estupefato. Uma vez que Leon segue a deixa, rende o sujeito, a pose de vitima da chefe desaparece de todo, e, com a área segura, ao menos por enquanto, ele só acompanha o desenrolar, e então Martell leva um bom soco no rosto. Nunca um soco fora tão merecido. §

[Leon] Obrigado, capitã. Queria socá-lo desde o momento em que abriu a boca quando entramos no escritório, mas é muito melhor ver a senhora fazê-lo com tanta classe.

§ Os dois continuam a trocar insultos, e a líder demonstra conhecer muito da personalidade e capacidade daquele estranho homem. Registra em uma nota mental inquirir, delicadamente, mais a fundo sobre o tema em outro momento, e então diz: §

[Leon] Você foi feito de palhaço, caiu em uma armadilha e ainda fica soltando palavras ofensivas? Fale mais alguma coisa pra chefe, seu desgraçado... Te desafio. Vamos. Desafio duas vezes. Seja durão agora.

§ Pressiona uma adaga contra a garganta dele, o suficiente para romper a pele e derramar sangue. A falta de compreensão do que exatamente acontecera ali deixou a paciência do rapaz no limite. Quando ordenado pela chefe a explicar os motivos de trazer todos ao local, o faz sem rodeios. §,

[Leon] Nós temos alguns pesos-pesados sérios ali embaixo, Martell. Meia-Noite poderia dar conta dos seus guardas sozinho, mas ele tem o homem-gato, que é um espadachim hábil, e um clérigo do Deus da Morte o acompanhando. E quanto a pequena Piccola, bem, ela sabe se virar, por assim dizer. No momento em que nos deixou entrar, você perdeu.

§ Sem diminuir a pressão da arma que ameaça o refém, presta atenção nos itens recolhidos. Tudo parecia ter séria importância em nível pessoal para a chefe. Ela engatilha a besta e faz uma perguta, prontamente respondida. §,

[Leon] O prestativo Martell está pronto para nos escoltar até o porto, capitã, caso não tenha outros planos para ele. Podemos usá-lo como isca de tubarão, uma vez que estejamos em alto-mar, mas vai dar indigestão nos pobres animais...

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#56 » 18 Jul 2012, 20:49

Kyjal se resume a levantar as mãos e dar de ombros. Ainda com o sabre em mãos, aguarda a resposta dos guardas, enquanto se aproxima do grandalhão.

Esperando o pronunciamento dos dois homens, Kyjal sussurra para o estivador.

[Kyjal] - Ô grandão, não seria melhor *você* ficar aqui enquanto eu e o padre levamos a pequena pro barco? Ele tá certo, a gente precisa manter alguém aqui, mas... ele não me parece um cara 'de bar' assim, saca? Era melhor você ficar aqui, fazendo o que você sabe fazer.

E então aguarda as respostas, tanto do Meia-Noite como dos guardas.

E caso tudo começasse a andar como planejado, Kyjal segue com o padre para levar Piccola ao barco... mas sempre atento a qualquer sinal de estranheza...

...E estranheza era o que não faltava naquela situação toda.

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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#57 » 19 Jul 2012, 22:19

- Heheh...

Meia-Noite olha para Kyjal e para Evans. Parecia que eles haviam lido a sua mente, um após o outro. Faz sinal para que se aproximem e, estando os dois próximos, diz em um tom de voz baixa (não necessariamente um sussurro):

- Relaxem. A idéia era essa mesma. Mas antes, vamos pra fora.

Uma vez que o grupo saia da taverna sem ser interrompido, o negro perscruta o ambiente e, não havendo movimentação suspeita, diz:

- Ok, vão vocês três para o barco, o Meia-Noite fica. Vão depressa. Chegando lá, padre, você volta aqui. Kyjal, eles queriam te pegar, então você quem sabe se volta, ou se fica no barco com a Piccola. Se for ficar, manda algum dos marujos com o padre, o ruivo grandão, talvez. O importante é levar a menina pra lá, onde temos mais gente no momento.

Tendo o grupo partido, Meia-Noite volta para dentro da taverna:

- Beleza! Eles foram, e o negão resolveu esperar aqui. A gente sobe agora, ou continua da onde paramos? Se o Meia-Noite lembra bem, ele tava ganhando nas quedas-de-braço, hehehe...

O gigante estrala os dedos e o ombro direito, rodando o braço para trás. Em sua face, pura obstinação sarcástica.
Última edição por Holygriever em 19 Jul 2012, 22:20, editado 1 vez no total.
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Mensagem#58 » 20 Jul 2012, 18:15

Com tudo o que precisava em mãos, a capitã dá uma risada com o último comentário de Leon. Ela esta sorridente, com a besta de mão engatilhada. Nem mesmo o último comentário de Martell tirara sua satisfação.

[Martell] Cadela! Você não vai se livrar dessa!

Abrindo a porta, ela lidera o caminho ao andar debaixo.

[Tabitha] Vamos, Leone! Essa vai ser uma saída inesquecível.

----------------

No meio do silêncio que se surgiu, Meia-Noite conseguiu prender a atenção dos guardas. Os clientes, que estavam animados até agora, começam a se afastar, encostados nas paredes e nos bancos mais afastados. Com cabeças baixas.

Depois da resposta que revela as intenções dos guardas, Meia-Noite tenta racionalizar com os guardas. Os argumentos eram ótimos, bem no estilo de quando o Velho Jack queria proteger transeuntes e inocentes quando uma briga começava a surgir. Mas o gigante não tinha a mesma eloquência.

[Guarda] Entendemos. Mas nós temos ordens. O próprio Conselho dos Seis encarregou o Senhor Martell, e ele tem a autoridade de Amn nesta colônia. E nós #todos os guardas presentes caem em posição de guarda, com a alabarda em riste e seus braços em posições firmes# somos soldados de Amn!

Meia-Noite segue deixando as coisas bem claras. Eles não iam ser impedidos de sair dali. Não sem reagir. Os guardas pareciam estar prontos para avançar neles, mas o tom foi o suficiente para deixar todos, incluindo os quatro que acabaram de abrir as portas, parados em suas posições. Ninguém reagia, nem falava. Um impasse.

Impassíveis. Irredutíveis. Mas Evans tem outra ideia, a de apelar para outra frente: os cidadãos presentes. Os clientes e trabalhadores do local (e até um dos guardas) escutam o clérigo com atenção. Pouco a pouco, respostas tímidas vão saindo da "platéia".

[Cliente] É... é, não tá legal aqui.

[Cliente] Por que o Senhor Martell quis acabar com tudo?

[Cliente] Tá na hora de ele parar de mandar nisso daqui!

[Cliente] Mas ele que deu casa pra toda nossa gente. Se não nós não ia ter emprego em Amn. Minha fazenda em Riatavin tava falindo...

[Cliente] Ninguém aqui quer o Senhor Martell mandando! Mas a gente não pode fazer nada! Os guarda prende a gente!

O público apoiava Evans, mas parecia querer uma solução. Com a despedida de Piccola, muitos outros clientes sentiram a perda da diversão. Incluindo o bartender.

[Bartender] Não... é... fica por conta da casa. Sabe, pela música bonita.

Ele baixa a cabeça, e olha para os copos no balcão. E antes da saída da elfa, ele murmura:

[Bartender] Brigado. E... desculpa, moça...

O plano era forçar uma saída dali. Meia-Noite achava que deveriam todos sair. O Padre e Kyjal fazem sugestões diferentes, querendo que um deles permanecesse no local. Enquanto discutiam uma solução, os guardas entram em posição de combate:

[Guarda] Perdoe-nos. Não podemos fazer n---

*CRAAAAAACK* -- um pé escancarou a porta por onde a capitã e Leon entraram, e foi arrancada do batente com o golpe.

[Tabitha] Oh droga, esqueci que ela abria pro outro lado.

Ela estava como antes, mas mais sorridente. Em sua mão esquerda, estava uma besta de mão, engatilhada, que ela mirava no segundo guarda mais próximo de si. Todos os soldados viraram para ela, vendo-a como uma clara ameaça.

[Tabitha] Nã-nã-não, podem ficar paradinhos aí, porque eu tenho um porquinho aqui que não quer ser espetado.

E então, um desajeitado homem caolho de cabelos desgrenhados é levado para fora da porta. Ele estava rendido por Leon, que o segurava com uma adaga pelo pescoço, com o sabre empunhado na outra mão. Pela expressão de todos, ele era o tal do Senhor Martell. Um filete de sangue escorria da garganta dele.

[Tabitha] Agora, nós vamos sair daqui sem problemas. Não devemos ter problemas, não é Martell? Quer dizer -- o Senhor Martell não nos dará problemas, não é Leone?

[Martell] Cadela! Você vai pagar!

[Tabitha] Vou? Quem sabe. Quer um pagamento? Então mande seus guardas pra frente. Vai. #ela encosta a ponta da seta na têmpora do refém# Eu te desafio.

Aos cuspes desesperados, ele responde:

[Martell] F-fiquem parados! Ninguém intervém!

Um por um, os guardas relutantemente se afastam de todos, abrindo caminho até a porta. Tabitha olha para os seus marujos enquanto anda em direção ao Licorne, a besta ainda apontada para cada guarda que vê.

[Tabitha] Prontos para voltar para casa?

----------------

[OFF]:

Teste de Diplomacia
Meia-Noite: 7+12+2(circunstancial)=19, falha simples.
Evans: 2+18+2(circunstancial)=22, sucesso simples.

Teste de Intimidação
Meia-Noite (uso de Carisma ao invés de Força): 11+10+2(circunstancial)=23, sucesso simples.
Última edição por Stephan em 20 Jul 2012, 18:20, editado 1 vez no total.
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Mensagem#59 » 24 Jul 2012, 04:08

[Guarda] Entendemos. Mas nós temos ordens. O próprio Conselho dos Seis encarregou o Senhor Martell, e ele tem a autoridade de Amn nesta colônia. E nós #todos os guardas presentes caem em posição de guarda, com a alabarda em riste e seus braços em posições firmes# somos soldados de Amn!

- Conselho de Seis, Dez, Vinte, não importa. A Autoridade de Amn não serve pra gente.

Meia-Noite conseguiu um impasse. Não era o ideal, mas era o suficiente. Sua mente trabalhava em meios de tirar Piccola dali, talvez com o impasse gerado uma corrida louca até á porta fosse o suficiente para pô-la para fora antes do pau quebrar. Mas Evans conseguiu converger a situação em algo mais favorável ainda.

Iriam sair. Planos de deixar alguém "de plantão" surgiram, mas nada não antecipado por Meia-Noite. Ele ficaria no seu ambiente familiar, enquanto os outros levavam a elfa em segurança. Os guardas começavam a cair novamente em posição de combate, a hora de sair era agora.

- Relaxem. A idéia era essa mesma. Mas antes, vamos pra fora.

[Guarda] Perdoe-nos. Não podemos fazer n---

*CRAAAAAACK* -- a Capitã invade a cena, com tal dominância da situação que Meia-Noite só podia sonhar ter. Leon a acompanhava, trazendo consigo o tal do senhor Mardell. Embora não agradasse ao gigante fazer um refém, a situação era aquela. O caminho para eles, finalmente, estava aberto.

[Tabitha] Prontos para voltar para casa?

- Pode apostar que sim, Capitã.

Meia-Noite se volta à multidão:

- Bom, é isso aí. Como eu falei, a gente vai saindo. Desculpem pela bagunça, valeu pela algazarra, e pensem bem aí no que o amigo de armadura aqui falou, hein? Isso vale pra vocês também. - o gigante dirige as últimas palavras aos guardas de Amn.

Meia-Noite então espera que seus companheiros saiam e vai fechando a fila, atrás de todos, fechando a porta da taverna atrás de si.
Última edição por Holygriever em 24 Jul 2012, 04:11, editado 1 vez no total.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

Leve-me à escuridão, diga que não me verão...
Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

Serenity a viajar, não há lugar melhor que o lar...
O céu você não vai levar...

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Samiel_Fronsac
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Going Where The Wind Blows - Capítulo 3

Mensagem#60 » 25 Jul 2012, 23:48

§ Um sorriso de satisfação enfeita o rosto do marujo. Estando prestes a fazer uma saída limpa daquele lugar nojento, aperta mais a adaga contra o pescoço de Martell, para fazê-lo parar com as ofensas à capitã. Espera que ela lidere o caminho e segue cuidadosamente arrastando o caolho, até que, com um chute, a porta vai abaixo, e estão novamente na taverna. Assim que houve a deixa da chefe, desce também, o refém preso com firmeza pelo braço esquerdo envolto no seu pescoço, adaga na garganta, e o sabre na direita, pronto para espetar algum engraçadinho. §

[Leon] Senhores guardas, a menos que pretendam começar a servir costelinhas de porco e bacon nessa espelunca, recomendo que larguem as armas e dêem dois passos para trás. Fatiar o suíno aqui não vai tirar meu sono, podem apostar...

§ Olha em volta, se certificando que todos os colegas estão presentes e inteiros. Faz um meneio com a cabeça ao avistar Meia-Noite, cumprimentando-o. Afasta a cabeça quando sua líder ameaça Martell com a besta, franzindo o cenho para a possibilidade de se sujar de sangue. E quando o homem desesperado ordena seus guardas a não confrontarem o grupo, dá uma risada e diz no ouvido de Martell: §

[Leon] Daqui em diante, melhor se comportar e calar a boca. Mais uma palavra como "cadela", e nem os tubarões vão querer as sobras quando eu tiver terminado. Último aviso.

§ Tão logo os guardas abrem caminho, força o homem a caminhar até a porta, então responde a pergunta da capitã sem pestanejar. §

[Leon] Chefe, não vejo a hora de sair desse pardieiro. Vamos para casa!

§ Aguarda os outros se organizarem e, tão logo receba ordem, segue levando o refém na direção do barco, sempre prestando atenção para possíveis emboscadas ao longo do caminho. §

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