Interlúdio: Cold Gray Light Of Dawn - Entre capítulos 3 e 4

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

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Stephan
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Interlúdio: Cold Gray Light Of Dawn - Entre capítulos 3 e 4

Mensagem#1 » 15 Mai 2013, 16:05

(leitura prévia: Going Where The Wind Blows - Capítulo 3)

Os mares de Umberlee estavam piedosos, mas os ventos de Shaundakul não estavam na direção certa. Não estavam contra o Licorne, mas não ajudavam em nada. Tomme e Rhezen temiam que a viagem pudesse demorar mais do que o planejado, só que não podiam ter certeza de nada no momento.

A maior parte dos tripulantes mudou a rotina nos 7 dias que se passaram. Após o primeiro desafio da luta no último convés, Brenten descobriu e se juntou aos participantes... justamente no dia em que a capitã descobriu o esquema e até lutou contra Meia-Noite. Ficou estabelecido que o "Clube da Porrada" aconteceria a cada cinco dias, para evitar que os tripulantes ficassem cada vez mais quebrados.

Com Lorelei, o foco foi outro. Pouco a pouco, ela conheceu os tripulantes. Somente Kyjal, Alber, Brenten e Tomme não demonstraram grande interesse na pobre vítima. O tratamento sob Evans e Brianna estava avançando rápido. Os conhecimentos do clérigo junto das habilidades da esposa de Rhezen faziam a ferida cicatrizar cada vez mais rápido. As poucas dores que Lorelei sentia estavam indo embora.

Meia-Noite e Leon descobriram que o Saffron era um navio de renomados mercenários, vindos de Nunca-Inverno, Águas Profundas, Luskan e até mesmo meio-elfos de Lua Argêntea. Lorelei em questão era a antiga camareira do capitão, que durante sua vida em terra tinha um filho e uma filha. Lorelei também ensinava aos pequenos sobre música e cantoria, mas a morte da filha nas mãos de piratas durante uma viagem fez com que tal capitão, de nome Sealamin Elmo-de-Serpente, organizasse uma companhia mercenária, mas com os mais nobres soldados do Norte. Eles transportavam mensagens e mercadorias importantes, e faziam incursões contra piratas e outros corsários, protegendo os mares da Costa da Espada.

Lorelei começou a viver no Saffron há três anos, onde cuidava dos afazeres mais simples e entretia a tripulação com sua voz. Eles estavam retornando de uma viagem à Lantan, em direção à Waterdeep, quando foram atacados. Para Piccola e Evans, a mulher se mostra frágil e triste, sem lugar no mundo, há milhares de milhas onde o restante da família de Sealamin vivia, em Lua Argêntea. A notícia de que não poderia andar mais foi recebida com uma chuva de lágrimas, mas num choro contido. Apenas o som e a presença de Piccola a fazem sorrir, e ela promete a garota acompanhar com sua voz nas músicas, assim que sua voz voltar ao normal. As duas tornam-se grandes amigas em poucos dias, e finalmente podia-se ouvir a gostosa gargalhada de Lorelei pelo navio.

A capitã explicou que estavam indo em direção às Ilhas Moonshae, à pequena cidade de Llellewyn. Eles teriam de passar pelos mares de propriedade dos Nortenhos, já que a outra opção seria se arriscar pelo mar de primavera, nunca recomendável. Quando chegassem ao seu destino, a capitã falaria com seu próximo contato, e Evans finalmente chegaria ao seu objetivo de enviar a mensagem aos dois sacerdotes de Kelemvor que procurava. A capitã Allouise disse que a mensagem continha duas possibilidades da localidade dos sacerdotes: a colônia de Porto Katla, ou a capital das Ilhas Moonshae, Caer Callidyrr. Como não viram nenhum sinal de sacerdócio na colônia de Martell, só havia esta outra possibilidade. Evans teria tempo de ir até a capital, e o Licorne esperaria.

Imagem

Depois da explicação dos próximos passos, a capitã puxou Leon para uma conversa. O ladrão descobriu o receio cada vez maior de Tabitha em ter aceitado esta missão. Eles deveriam entrar em contato com quatro figurões em quatro locais diferentes, cada um revelando informações sobre o próximo passo de onde a carga misteriosa (que ela não deveria abrir de forma alguma) deveria ir. Quando questionou essa complicada maneira de se velejar, mais dinheiro caiu em seu colo. Ela se calou em seguida. Os outros figurões estavam em Llewellyn, Nunca-Inverno e em Luskan. E Martell era um deles.

Quando ela cita o caolho novamente, Leon nova o peso em sua voz. Ela não agradece apropriadamente, mas explica que, se tivesse matado Martell, a vida de todo o Licorne se complicaria ainda mais. Afinal de contas, eles possuíam os nomes de cada um dos que entraram na taverna. Tabitha promete manter Leon informado, caso ele não esteja presente em alguma das próximas negociações. Ela não fala o que gerou a intensa raiva por Martell.

A garantia de segurança do compartimento era prioridade para Leon. A carga precisava estar segura. Especialmente se dava tanto trabalho para a tripulação. Quatro pontos pela Costa da Espada, ridiculamente separados uns dos outros? Um deles sendo o primeiro posto de abastecimento antes das colônias de Amn? A capitã confiou a existência da carga para o ladrão por um motivo, e ele faria de tudo para mante-la segura. No entanto, com os "clubes da porrada" de Meia-Noite, e os movimentos constantes do barco nos mares tortuosos de Umberlee, ficou difícil dizer se os barris que protegem a abertura secreta foram movidos ou não.

Meia-Noite e Leon aumentam o tempo que passam juntos, e o gigante não entende por que Rhezen às vezes grita e olha feio para o ladrão. Kyjal e Piccola brincam cada vez mais entre si pelo revezamento da posição no Ninho do Corvo, e a elfa até brinca com os pelos deixados pelo felino no grosso cobertor agora necessário para a posição. Em três dias, aconteceria o terceiro "clube da porrada", e pelos vários machucados na maioria dos homens da tripulação, estava sendo um sucesso. Pelo menos em arranjar gente machucada.

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É o início da tarde do 26º dia de Alturiak, o 19º dia de viagem do Licorne. O mês das Longas Garras do Inverno estava quase no fim, e no momento, um vento forte atrapalha as novas tentativas de pescaria dos irmãos. As seis horas de observação de Kyjal que se começaram ao meio-dia vieram em boa hora, pois o pequeno corpo de Piccola começava a sofrer com os fortes e frios ventos. A capitã desenhava algo com a porta aberta (por sorte, os ventos não adentravam seu quarto), aparentemente observando bastante sua besta de mão. Pelo balançar do navio, ela não devia estar se importando com possíveis erros que poderia cometer. No quarto dos marujos, Alber roncava sonoramente deitado numa rede contrária ao beliche onde Tomme também repousava. Quem quer que estivesse no leme e cuidando das cordas, estaria com um belo trabalho em suas mãos.

[OFF]: Curto tempo para mais RP, com qualquer personagem. Quando acharem que é o suficiente, eu avanço o resto do tempo.

Os Links Importantes também foram atualizados com links sobre os locais citados pela capitã.
Última edição por Stephan em 16 Mai 2013, 19:21, editado 1 vez no total.
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

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Gabrielle
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Mensagem#2 » 15 Mai 2013, 16:51

"Brrr......"

Piccola aperta o cobertor mais forte em torno de si. Preferia frio a calor, claro, mas frio demais também era ruim.

Ela respira fundo, e logo em seguida solta um espirro. Franze a testa, logo percebendo que o motivo do espirro foi alguns dos pelos de Kyjal, que tinham voado até o nariz dela. Francamente, ela poderia fazer um cobertor novo com o jeito que ele tava perdendo pelo...

O que a fez de repente ficar preocupada; se ele estivesse perdendo pelo assim, será que ele não passaria frio? Ela esperava que não, mas não podia deixar de se preocupar com seu amigo.

Ao pensar em Kyjal, Piccola sorri instintivamente. Ele era uma excelente companhia, que sabia quando brincar e quando ser sério. Ela gostava muito de conversar com ele, e ele apreciava seus dotes musicais. Era um excelente crítico, e Piccola conseguia perceber que estava se aperfeiçoando cada vez mais com os toques dados graças aos ouvidos sensíveis do felino.

Além disso, ele era também uma pessoa bastante sensível aos sentimentos dela; perguntava sobre a vida que ela tinha, mas quando percebia que havia algo sobre o qual ela não queria conversar, mudava logo de assunto. Ele não era de julgar os outros, e Piccola se sentia confortável com ele. Talvez...talvez ela poderia ter coragem de mostrar...elas para ele...

Falando em amigos, Piccola de repente tinha feito uma nova amiga; Lorelei, que era uma das pessoas mais meigas que ela já havia visto. Apesar de tudo que ela já havia passado, Lorelei ainda conseguia sorrir, e as duas faziam um belo par musical, cantando e tocando juntas todo tipo de melodia. A mulher havia ensinado algumas músicas que ela cantava para os filhos do capitão Sealamin - em meio a lágrimas de emoção - e Piccola partilhou da tristeza e do amor dela com suas notas musicais. Era incrível como a música poderia unir corações, fazê-los compartilhar sentimentos. Piccola sentiu que gostaria de aujdá-la a reencontrar seu lugar na vida, assim como a capitã a havia ajudado...

O som familiar de alguém subindo ao ninho a fez levantar os olhos. Os lábios se abriram num sorriso quando o rosto familiar de Kyjal apareceu por cima da linha do ninho.

[Piccola] - Olá, Kyjal! Até que fim, está um gelo aqui em cima!

Lembrando-se de sua preocupação, ela franze a testa.

[Piccola] - Kyjal, será que você não vai sentir frio perdendo pelos desse jeito?

E indica alguns tufos ainda presos no cobertor.
Última edição por Gabrielle em 17 Mai 2013, 11:11, editado 1 vez no total.

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Holygriever
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Mensagem#3 » 15 Mai 2013, 23:16

Os ventos de Shaundakul podiam até estar indo pro lado errado, mas enquanto continuassem soprando meia-Noite não ia reclamar. Ainda estava dolorido da luta com a Capitã, e a brisa ajudava a refrescar e aliviar a dor.

Fora descoberto em flagrante muito mais depressa do que pensava. "Heh." Leon estava certo, a Capitã era esperta demais pra ficar muito tempo alheia ao que acontecia debaixo do seu nariz. Mas tudo acabara da melhor maneira possível, e ele mal podia esperar pelo próximo encontro, até torcendo por uma nova visita da Capitã. Os sopapos que tomara o fizeram lembrar das surras que levou de Jack (ainda tinha um calombo no nariz da útima), o que o deixou feliz.

Lorelei, enfim, contou a eles a história do navio Saffron. Agora uma pira funérea já provavelmente repousando nos domínios de Umberlee, outrora fora um navio de enorme honra e renome. A tristeza pelo fim que a embarcação tivera é ainda maior agora que sabia que o mundo perdera heróis naquela noite. Tão triste quanto é a história de Lorelei, longe de quaisquer entes e, agora, paraplégica. Ao menos, com a amizade de Piccola, ela estava em boas mãos.

Discutiram também sobre o destino, e a rota a ser tomada. Navegariam por um bom tempo ainda, e parcialmente por águas perigosas. Meia-Noite esperava não encontrar obstáculos, mas alguma coisa dizia a ele que não passariam pelos Nortenhos dem algum tipo de empecilho. Pesquisara sobre eles na pequena biblioteca, e apesar de ainda não saber muito, sabia o que eram perigosos. Ao fim de mais esta parte da viagem, Evans terminaria a sua missão. Será que era adeus ao Padre? O Clube iria sofrer sem suas bênçãos curativas ao fim das sessões, isso com certeza.

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O vento frio fazia as maçãs do rosto de Meia-Noite arder no 19º dia de viagem do Licorne (ainda mais por estarem levemente esfoladas), mas ele não liga. Estava animado. Apesar não terem mais encontrado espólios desde que a viagem começaram, ele havia ganho mais nestes dias do que em dois, três meses trabalho duro no porto. Tinha amigos à bordo, companheiros de porrada, estava mantendo as tradições que aprendera em Águas Profundas vivas.

Só faltava mesmo aportarem, para que ele possa enviar uma carta.

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[Off: Se for skippar mais uma vez, toca. Nenhuma interação especial à fazer, e não podemos jamais esquecer da Regra Nº 1.]
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

Leve-me à escuridão, diga que não me verão...
Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

Serenity a viajar, não há lugar melhor que o lar...
O céu você não vai levar...

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Samiel_Fronsac
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Mensagem#4 » 16 Mai 2013, 15:15

§ Leon não está bem. Nem um pouco. De inicio, tenta afastar a melancolia com piadas práticas, e o clube da luta organizado por Meia-Noite trouxe uma maior integração entre os tripulantes mas, lidar com a proximidade da casa da qual fugira tanto tempo atrás o deixa cada vez mais e mais introvertido. Torna-se descuidado em seus deveres, e até mesmo em sua aparência, deixando roupas, a barba e o cabelo desgrenhados. Se questionado sobre isso, apenas diz: §

[Leon] Estou tentando me fazer inconspícuo. Nada demais.

§ E o conto sobre o triste destino do Saffron não ajudará nada em seu humor. Outra tripulação massacrada por forças misteriosas; E, por vezes, Leon perde o olhar no horizonte, perguntando se quando terá sua chance de justiça... Na forma de vingança. E no meio tempo, se pudesse vingar a vida destruída de Lorelei também. Só Tymora tem o poder de fazê-lo encontrar por puro acaso aqueles que perpetraram tais barbaridades. Se a fé em si mesmo está balançada, a fé na Deusa é inabalável. §

[Leon] A Donzela Sorridente proverá.

§ Beija o símbolo sagrado pendurado no pescoço, a moeda de prata com a face de Tymora e trevos, presa por um cordão simples de couro. Além de pedir por sua fortuna, agradece também pelas pequenas bençãos. Naquele décimo-nono dia de viagem, fora encarregado do leme enquanto Tomme descansa, e sob o auspicio da Deusa, Shaundakul e Valkur o desafiaram com ventania e mares bravios, tirando sua mente da tristeza. Pequenas bençãos. §
Última edição por Alta Vista [Bot] em 16 Mai 2013, 15:15, editado 1 vez no total.

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Feral
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Mensagem#5 » 21 Mai 2013, 00:30

[Piccola] - Olá, Kyjal! Até que fim, está um gelo aqui em cima!

E se não era sua dose diária de sorrisos e gentileza. O bom humor de Piccola chegava até a surpreender, ás vezes. É complicado se manter bem-humorado tendo que vigiar os arredores do barco por horas pegando aquele vento que não era mais exatamente tropical. Como Kyjal não tinha costume de ter mau-humor de qualquer maneira, isso só facilitava o trabalho e o convívio dos dois.

[Kyjal] - Hey, Piccola! É... não é o mais ameno dos climas, não é? Uhm... especialmente pra quem não é protegido por pel...

E é interrompido pela pergunta preocupada da jovem.

[Piccola] - Kyjal, será que você não vai sentir frio perdendo pelos desse jeito?

Bom... Havia uma resposta simples, e uma embaraçosa. De fato, era normal ter uns probleminhas com a pelagem por causa de grandes mudanças de clima.

...Mas Kyjal estava certo de que parte da perda de pêlos tinha a ver com a pancadaria noturna. Isso era reforçado também por.... outros fatores. Mas ainda assim, tinha a ver com a pancadaria, então duplamente não deveria ser comentado.

[Kyjal] - Ah... Mudanças de clima às vezes fazem isso comigo, me desculpe. - Responde o felino num sorriso meio amarelo. - Talvez demore mais um pouco pra parar, mas eu realmente não sei.

...E de fato, não sabia. Mas enfim.

[Kyjal] - Bom, mas não se preocupe, eu não sinto mais frio por isso. Na verdade, a pelagem que cresce no lugar está parecendo um pouco mais espessa. Acho que vai dar pra eu aguentar o frio sem problemas.

E então dispensa a amiga daquela geleira suspensa, com um breve tapinha nas costas e um aceno.

[Kyjal] - Se cuida, tudo bem?

Ao ver a elfa descer do ninho do corvo, Kyjal verifica por uns instantes as faixas que lhe cobrem os braços. Alguns pontos estavam gastos do uso durante as lutas, e provavelmente em breve não se segurariam mais no lugar.

Teria que trocá-las, mas... precisava arrumar faixas de tecido mais novas sem chamar atenção desnecessária. Já bastara a primeira rodada de perguntas... Mas pra quem pedir... Quem sabe o Grandão ou mesmo a Capitã -- Não é como se ela não já tivesse visto, quando bateu de surpresa no clube, daquela outra vez.

Bom... preocupação para outra hora. Agora era hora de vigiar. E vigiar. E vigiar...

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Rodwolf
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Mensagem#6 » 21 Mai 2013, 00:30

Os dias não eram mais os mesmos. Para ninguém à bordo, e certamente não para o Clérigo do Senhor da Morte. Muita coisa acontecia, entre elas o mais novo de descoberto clube secreto fundado por Meia-Noite mais alguns. Agora que a Capitã já sabia de tudo, O Clube da Porrada tinha hora e dia marcados.


Mas essa não era a única coisa mudara e mexia com as emoções, planos e afins da tripulação. Muitas das coisas eram de conhecimento e preocupação comum entre os integrantes do navio. Como a mulher resgatada do Saffron e a história que ela carregava. Sempre que o padre ouvia dela, ou de alguém que investigava sobre os acontecimentos obscuros que levaram àquele encontro, Evans lembrava do A Moeda, uma navio mercenário composto talvez não por gente tão nobre, mas certamente honrada a sua maneira. E uma pontada de tristeza por àquela mulher tão longe de casa e desejo de honrar àquela tripulação de causa nobre, sempre lhe pegava desprevenido.


Em outros momentos, após tratar a mulher, cuidar de lesões e hematomas dos lutadores do clube, ou mesmo depois de faze-las, no dormitório sempre conferia de se a carta selada com o símbolo do templo de seu senhor que seu mentor Pyrlig lhe confiara estava segura e inteira. Sua missão continuava, apesar da primeira parada não ter levado a pista nenhuma e nem a nenhum sinal de encontrar nenhum dos dois dos clérigos que fora encarregado de encontrar, conversas e reuniões recentes com a Capitão revelara a outra possibilidade, era bem provável que os clérigos se encontrem na capital das Ilhas Moonshae, Caer Callidyrr. Talvez lá, além de completar sua missão (ou àquela parte, pois Evans não conhecia o conteúdo da carta) eles pudessem encontrar ajuda e recursos para tentar restaurar algum movimento perdido da pobre Lorelei.

A capitã disse que o Licorne aguardaria o sacerdote, até seus assuntos em Caer Callidyrr estivesse concluído. Isso era algo bom, o padre não pretendia deixar o Licorne ainda se a decisão estiver em suas mãos, e pretendia partir a Llellewyn junto com a tripulação, e para os assuntos de Allouise, fossem quais fossem. Evans estava curioso, em parte pelo grande respeito e admiração que agora tinha pela Capitã. Sabia que a passagem por água Nortenhas também poderia não ser um período muito calmo, e esperava estar lá para assistir como pudesse.


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[Off] Com a sabedoria do Clérigo de Kelemvor, o que sabe de relevante em relaçao ao Saffron agora que ele ouviu mais sobre e de pra onde o Licorne vai e sobre os Nortenhos? Por mim pode tocar o barco.
Última edição por Rodwolf em 21 Mai 2013, 01:47, editado 1 vez no total.
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Stephan
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Mensagem#7 » 22 Mai 2013, 11:18

Enquanto o Licorne navegava para seu próximo destino, os tripulantes mostravam diferentes reações ao que estava por vir. Uns tranquilos, esperando o seu destino se mostrar. Outros temiam o que o passado poderia revelar. Evans, no entanto, estava chegando ao seu objetivo, e a incerteza do que isso traria incomodava um pouco o clérigo.

Alguns deles se entrosam mais do que os outros. Meia-Noite e Alber criam uma rivalidade amigável por causa do clube. Kyjal e Piccola aumentam sua amizade. E a elfa, junto do clérigo, conhecem ainda mais o espírito fantástico de Lorelei.

Ao longo dos próximos 8 dias, o frio continua a aumentar. A jornada do Licorne entra em Ches, Tempo dos Crepúsculos, o último mês do inverno. O Clube agora é ainda mais bem-vindo, pois as lutas e a quantidade de pessoas reunidas no compartimento de carga geram mais calor do que o normal.

Lorelei parece melhorar ainda mais, mas claramente esconde sua tristeza de não poder mais andar de Evans e de Piccola. O padre já ouvira falar de muitos navios mercenários e corsários pela Costa da Espada, mas o Saffron parecia algo muito peculiar, especialmente com mercenários vindos de Luskan que protegiam as pessoas. Fossem quem fossem seus membros, certamente eram valorosos.

Piccola aprende rapidamente técnicas simples de cantoria, mas que fazem ainda mais diferença para o conhecimento musical da elfa. Agora, sua voz saía sem força da garganta, e a manipulação de seu som tornou-se mais angelical.

A navegação pelos mares do arquipélago amenizou os ventos frios, e a bandeira de navio de transporte e comércio do Licorne evitou quaisquer ataque dos Nortenhos. Os poucos barcos com que cruzavam demonstravam curiosidade, e Evans nota a profunda reverência à Tempus que o povo do Norte das Moonshae possui.

Logo aportariam, e logo descobririam os detalhes de sua próxima jornada.

FIM DO INTERLÚDIO 1

(próximo capítulo: Seven Seas Of Rhye)
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