Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

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Stephan
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#1 » 22 Mai 2013, 11:17

(leitura prévia: Interlúdio: Cold Gray Light Of Dawn - Entre capítulos 3 e 4)

A chegada a Llewellyn foi tranquila. O Licorne aportou e a capitã perguntou quem, além dela e de Evans, gostaria de sair do navio. Tomme ficaria nas proximidades, ainda nas docas. Brenten e Rhezen também se manteriam pelo local, mas procurariam novas redes e suprimentos alimentícios. Brianna ficaria no navio para cuidar de Lorelei, que apenas pediu que fosse levada de vez em quando para o convés principal, algo que Alber, que também ficaria no navio, se prontificou a fazer.

Tabitha se aproxima de Leon, e tenta tranquilizá-lo:

[Tabitha] Você pode ficar no navio, ou vir comigo, mas não sou sua babá. Também teria a opção de acompanhar o padre, mas sei o que voltar à capital significa para você. Se quiser, eu fico de olho em qualquer informação sobre a família Dragotto por aqui.

Ela então se volta aos outros tripulantes, e diz:

[Tabitha] Eu cuidarei dos negócios do navio, e Evans irá até a capital para fazer o que quer que tenha que fazer. A viagem dura dois dias a cavalo, um se forem velozes -- e acho que você consegue. O Ppovo não gosta de viajantes e aventureiros, mas não tem problemas com comerciantes como nós. Sempre tomem cuidado, mas acho difícil ser necessário sair em dupla por aqui.

E realmente, os humanos, poucos elfos e halflings avistados trabalhando nas docas da cidade pequena de Llewellyn davam olhares desconfiados, mas sem ameaça alguma. É possível ver, além de vários armazéns e barcos de pesca, uma estalagem chamada "O Peixe Prateado". Tomme abre um sorriso e se dirige para lá, enquanto os irmãos vão em direção a um dos armazéns.

Abre-se um novo mundo para os tripulantes. Quer dizer, quase todos eles.
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Samiel_Fronsac
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#2 » 22 Mai 2013, 16:57

§ Atracar em Llewellyn é bem menos estressante à Leon que a viagem até ali. A expectativa vinha corroendo suas entranhas, mas ele sabia que as chances de alguém da Dragotto Importações e Exportações estar presente em um porto relativamente modesto como aquele era ínfima. Dadas as mudanças físicas e psicológicas pelas quais passara nos últimos anos, somado ao disfarce na forma de barba e cabelos desgrenhados, mesmo que trombasse em alguém que conhecera bem, como os colegas do escritório na capital, duvida que o reconheçam. §

[Leon] Aprecio a preocupação, chefe, mas, embora prefira passar desapercebido, nem mesmo o temor da fúria de meu pai fará com que me esconda como um rato no porão. Entretanto, também não pretendo tentar a Benção Negra... Não vou arriscar ir a Caer Callidyrr a menos que o sacerdote não consiga seguir uma estrada quase reta com bússola e mapa.

§ Isso é dito em confidência à capitã, distante dos outros, por razões óbvias. Quando ela se volta para falar com toda a tripulação, o marujo se une ao grupo, e, tão logo a mesma termine seu aviso faz um gesto pedindo para falar e se adianta dois passos, ficando a frente dos colegas mas sem se interpôr entre estes e a capitã, numa demonstração de respeito. §

[Leon] Senhoras e senhores, como... Especialista... Nas Ilhas Moonshae, proponho a seguinte divisão dos trabalhos - Eu e Meia-Noite acompanharemos a chefe na resolução dos negócios do navio aqui no porto e onde mais for necessário... Piccola e Kyjal podem escoltar Evans à Caer Callidyrr. É uma cidade bela e vibrante, com muitas oportunidades para pessoas como vocês, que apreciam artes e o brilho do ouro. Posso até sugerir alguns lugares para visitarem enquanto esperam que o padre conclua seus negócios, quaisquer que sejam. Será divertido.

§ Faz menção de voltar ao seu lugar junto ao grupo, quando lhe ocorre outra coisa. §

[Leon] E, não creio que precise realmente ressaltar mas, melhor prevenir - Na improvável chance de esbarrarem em algum Nortenho por aí, não puxem ou não permitam que puxem brigas com vocês, certo? É um barril de pólvora. Começa com uma troca de socos e antes que percebam, estarão até o pescoço em Nortenhos, Ppovo, e violência injustificada.

§ Termina e silencia, aguardando reações. §
Última edição por Alta Vista [Bot] em 23 Mai 2013, 23:53, editado 1 vez no total.

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Holygriever
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#3 » 23 Mai 2013, 22:52

A travessia ao mar fora tranquila, ao contrário do que Meia-Noite pensara. Tanto melhor: logo atracariam, e o negrão estava animado com isso. Fazia uns 25, 30 dias que estava à bordo, e queria sair do navio, esticar as pernas, ir a uma taverna.

E como passariam algum tempo ali, provavelmente teria a chance de encaminhar mais uma mensagem aos seus irmãos.

------------

Após o navio estar devidamente atracado, era hora de cuidar dos negócios. A Capitã anunciara quem precisava resolver assuntos, e deixara aos demais que decidissem o que fariam. Meia-Noite não perderia esta oportunidade e, após a sugestão de Leon, se adianta:

- Bom, até que ir na cidade não seria idéia ruim, mas o Meia-Noite tá com o Leon, Capitã. Três pra lá, três pra cá, o resto no barco, parece razoável. Vamos quando a senhora quiser.

Ele então aguarda, com um sorriso meio bobo no rosto.



Suas costelas já estavam parando de doer.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

Leve-me à escuridão, diga que não me verão...
Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

Serenity a viajar, não há lugar melhor que o lar...
O céu você não vai levar...

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Gabrielle
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#4 » 25 Mai 2013, 14:29

A oportunidade de conhecer novos lugares estava enchendo Piccola de energia. Ela estava radiante, e quando ouve a ideia de Leon, quase pula de alegria.

[Piccola] - Leon, eu adoraria se você pudesse dizer suas recomendações de lugares a ir. Mas creio que irei querer conhecer todos - diz, escondendo mal a sua empolgação.

Vira-se para seu amigo, Kyjal, o sorriso radiante e suplicante estampado no rosto fino.

[Piccola] - Não há problemas para você ir junto comigo acompanhar Evans, certo? Ah, er...Evans, você não se importaria de irmos com você, não é? Tenho certeza que só iremos ajudar, e não atrapalhar, seja qual for sua missão.

Com a resposta, foi correndo para Lorelei, abrindo a porta de sopetão com sua energia.

[Piccola] - Lorelei, Lorelei! Vou descer com os outros para a cidade, e vou acompanhar Evans e Kyjal para uns outros lugares. Vou conhecer coisas novas, vou andar a cavalo! Nunca andei a cavalo, só vi em imagens!

E tagarela sobre um monte de coisas que imagina que irá fazer, e então toma as mãos da amiga entre as suas;

[Piccola] - E irei trazer presentes pra você, tem algo especial que voce queira? Deve ter mitas coisas lindas, e trarei pinturas, e vou olhar tudo com muito cuidado para eu poder te contar tudo com detalhes para que voce sinta como se estivesse lá! Ou melhor, vou compor músicas para voce poder sentir realmente!

[OFF]:

Steph, a Lorelei não tem escondido sua tristeza de nunca mais andar, certo? Tem algo que eu queria roleplayar, que aconteceria durante a viagem até aqui, em um momento em que as duas estivessem a sós. Teria como?

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Stephan
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#5 » 25 Mai 2013, 16:46

Gabrielle escreveu:[OFF]:

Steph, a Lorelei não tem escondido sua tristeza de nunca mais andar, certo? Tem algo que eu queria roleplayar, que aconteceria durante a viagem até aqui, em um momento em que as duas estivessem a sós. Teria como?

[OFF]: Tem sim. Pode fazer um espacinho separado nos seus posts aqui, se quiser, tipo um "flashback". Aí eu vou respondendo no mesmo esquema. E não, ela não tem escondido a tristeza não.
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Gabrielle
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#6 » 27 Mai 2013, 14:25

[Flashback]
O dia estava tranquilo, e Piccola sorria contente para Lorelei, que estava ensinando-a a cantar como nunca ela havia acreditado possível. Sentada na cama, ao lado de sua professora, que estava apoiada por alguns travesseiros para que sentasse confortavelmente, Piccola comenta:

[Piccola] - Com uma voz, e tanta experiência e técnica, que você possui, deve ter cantado em muitos lugares!

[OFF]
Er...pode ser assim, mesmo, a formatação?

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Feral
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#7 » 27 Mai 2013, 17:59

Considerando todo o tempo que passaram dentro daquele barco (pontos extras por ter passado parte considerável desse tempo topo daquele mastro), qualquer plano que envolvesse sair dali parecia uma idéia boa de ser estudada.

E bom, quem seria Kyjal para contrariar a empolgação de Piccola, afinal?

[Kyjal] - Problema nenhum, Piccola. Na verdade, quem sabe eu também não encontro algo que me interesse por lá? Artes e ouro não me soam longe de bom entretenimento; e gastança, por isso é bom mais alguém pra ajudar a controlar os impulsos.

[Kyjal] "E eu provavemente vou precisar fazer algumas compras lá, de qualquer forma..."

E depois de pensar por alguns segundos, olhando para baixo, Kyjal levanta o olhar para Evans.

[Kyjal] - E então, padre? De acordo? Podemos partir?

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Rodwolf
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#8 » 30 Mai 2013, 21:53

A cada distância que o navio cobria, era um lembrete de que sua missão incerta chegava ao final, mas seria o final da primeira etapa? O que o destino e os sacerdotes que deveria encontrar o reservavam?

O clérigo de kelemvor assim como os outros, cada um com seu motivo e todos desconhecidos de Evans, estavam apreensivos. Estava realmente frio, mas a temperatura o agradava. Aqueles dias frios ajudavam a aplacar a ansiedade, e o "clube da porrada" ajuda a aplacar o frio... e tirar um pouco da cabeça os temores e problemas de todos.

Evans apreciava muito as histórias que Lorelei contava sobre seus companheiros e a respeito da embarcação Saffron, o navio e sua tripulação de valor inquestionável o intrigava. Ele queria saber mais a respeito, sem pressionar a mulher.

Mais próximo de seu objeto, navegando pelo arquipélago, esperava encontros com os nortenhos. Não sabia o que poderia acontecer, mas os encontros foram poucos e pacíficos. Geralmente atraindo os homens do norte mais pela curiosidade. A bandeira de comércio hasteada contribuía para uma passagem tranqüila. Aquele povo, reverente à Tempus, o deus da guerra, apesar de viverem pela força e em condições brutais, não eram bestas cegas. Pelo contrário, viviam, morriam e batalhavam com e pela a honra. O clérigo do Senhor da Morte ficava satisfeito por não ter que confrontar nenhuma das tribos em um embate violento. Seu maior receio era com os imprevisíveis xamãs, que muitas vezes se colocavam a frente dos líderes tribais e comandavam usando a favor de si o temor e poder das divindades e semi-divindades.

Finalmente chegaram ao porto de Llewellyn, e os grupos começavam a se organizar. Aparentemente todos já decidiam seu rumo enquanto Evans ainda acaba de se preparar para sair do Licorne.

Dali, de Llewellyn, Evans partiria para a capital das Ilhas Moonshae, Caer Callidyr e encontraia os dois clérigos de Kelemvor para lhes entregar a carta de seu mestre Pyrlig lhe confiou. Iria precisar de cavalo, ou cavalos se alguém mais fosse o acompanhar, e tentaria fazer a viagem no menor tempo possível. E esperava voltar a se reunir de novo com a tripulação do Licorne quando possível.

[Leon]Piccola e Kyjal podem escoltar Evans à Caer Callidyrr. É uma cidade bela e vibrante, com muitas oportunidades para pessoas como vocês, que apreciam artes e o brilho do ouro. Posso até sugerir alguns lugares para visitarem enquanto esperam que o padre conclua seus negócios, quaisquer que sejam. Será divertido.

Chega a tempo de escutar as palavras do marinheiro e dá um sorriso discreto quando ouve a palavra "escoltar". Evans trajando sua veste cinza de clérigo sob a armadura, sua espada repousava na bainha e seu escudo com o símbolo recém pintado de kelemvor. A carta segura junto de si.

[Piccola] - Evans, você não se importaria de irmos com você, não é? Tenho certeza que só iremos ajudar, e não atrapalhar, seja qual for sua missão.

[Evans] De forma alguma, todos que quiserem vir são bem vindos. Além disso, como Leon disse, existem várias atividades que podem se ocupar enquanto estarei com os de minha ordem.

Dito isso Evans se lembra que vai ter que procurar o Templo de seu senhor e talvez fazer perguntas e investigar quando chegasse à capital.

[Kyjal] - E então, padre? De acordo? Podemos partir?

[Evans] Então que não percamos mais tempo!
Última edição por Rodwolf em 30 Mai 2013, 21:53, editado 1 vez no total.
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Stephan
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#9 » 31 Mai 2013, 14:35

Hora de partir, com o sol quase no topo das cabeças de todos. Os próximos dias seriam interessantes, e seriam definidos pela negociação com o contato do porto local. Seria quase uma dezena para o trio longe do Licorne, e o próprio Clube da Porrada ficaria um tanto desfalcado. Mas não é hora de pensar nisso, pois a capitã começa a sair pelo porto, informando o local de onde alugar os cavalos ou viajar por transporte para Evans, Piccola e Kyjal.

É a primeira separação da tripulação. Pelo menos em Porto Katla eles estavam no mesmo recinto.

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A capitã parece deveras tranquila dessa vez. O peso que parecia carregar nos últimos dias não parecia estar lá. Meia-Noite nota que ela está confortável no porto de Llewellyn, e percebe que Leon, apesar de se manter focado, parece muito familiar com o local.

Eles vão tranquilamente andando por pescadores, e em alguns pontos, Meia-Noite sente-se em casa. As docas de Águas Profundas sem dúvida são gigantescas e muito mais movimentadas em comparação, mas as pessoas simples estão lá, trabalhando, da mesma forma que do outro lado do Mar das Espadas.

Após passar alguns edifícios, a capitã, Meia-Noite e Leon avistam o que parece ser uma taverna que fica junto de um armazém. A placa, mal cuidada, parecia escrever "O Peixe N-", com o resto da palavra desgastado demais e sem reparos.

[Tabitha] Dessa vez tudo deve correr nos conformes, sem a necessidade de pegar a informação à força. As histórias sobre Druuna são mais tranquilas -- mas não achem que ela é uma mulher qualquer. Recuperou o poder clerical no ano passado com a volta daquela deusa da moeda. Almoçaremos com ela, e quem sabe isso ajudará no clima. Alguma dúvida?

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Carregando rações o suficiente para três pessoas durante uma dezena, Evans lidera Kyjal e Piccola até os estábulos de um halfling apontado pela capitã. No caminho, os olhos do Ppovo parecem cumprimentar a elfa, estranhar a forma do felino, e respeitar e temer o símbolo clerical do sacerdote.

Mastigando uma pequena planta de caule amarelo, o halfling salta da cerca que fecha a residência de um dos cavalos, em direção ao grupo de se aproximava:

[Halfling] Transporte? Passagem? Para Doncastlé e Caer Calliddyr, estes são os cavalos que você quer! Rápidos mansos e fáceis de cuidar e que adoram cheiro de peixe!

Em torno de seis coxias de cavalos continham quatro cavalos, e uma carroça pequena mas coberta estava ao lado do edifício, sem cavalos.

[Dungo] Dungo é meu nome, e Trabalho Bem Feito é meu sobrenome. Sem perguntas de onde vem, apenas perguntas para onde vão. Sem perguntas do que levam, sem perguntas do que trazem. Desde que não me explodam.. Uma peça de ouro por dia/cavalo ou quatro peças de ouro por dia pelo grupo na carroça. Seis peças com um segurança. E aí e aí e aí senhor da balança, qual vai ser?

Ele estende sua mão em direção a Evans, esperando uma resposta.

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[Flashback]

Apesar dos pesares, Lorelei soube receber o elogio de Piccola. Com um sorriso nostálgico, ela responda à elfa:

[Lorelei] Ah, se não contarmos as vezes que cantei para tripulação... vejamos, em Lua Argêntea eu me apresentei para vários membros da nobreza, amigos do senhor Sealamin. Duas vezes eu estava junta dos meus queridos aluninhos, e eles impressionaram o líder da guarda, que era -- por Leira -- super pomposo! Ninguém gostava da carranca dele, mas ninguém imaginava vê-lo com lágrimas aplaudindo e indo ao palco! Até o senhor Sealamin que sempre defendia ele se surpreendeu...

Após uma gargalhada de libertação, ela volta a pensar e falar, olhando em direção ao chão, buscando e se perdendo em suas memórias:

[Lorelei] Algumas tavernas de Luskan... mas não gostava de lá. Muito desolador. As passagens por Nunca-Inverno sempre eram gloriosas, mas a nobreza de lá não é legal com as pessoas mais simples. Imagina o que eles pensariam se soubessem que uma governanta plebéia é que estava cantando para eles, né?
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#10 » 01 Jun 2013, 13:51

Com a aquiescência de Evans, Piccola rapidamene se prepara para ir em viagem, contente com a oportunidade. Nossa, era um mundo novinho para ela conhecer!

Dá um abraço de despedida em Lorelei, praticamente saltita até Evans e Kyjal, e faz uma reverência para a capitã.

[Piccola] Muito obrigada por tudo até aqui, minha capitã, e creio que não irei demorar tanto. Gostaria de continuar com a senhora, e se achar por bem me esperar, ficarei muito grata. Vou procurar trazer algo que possa ser de valia no Licorne, prometo.

Então se retira com os amigos, cantarolando alegremente. Cumprimenta o povo com seus olhos e um sorriso, e quando chegam ao estábulo, dá um salto. Aqueles...aqueles eram cavalos! Ela chega vagarosamente perto dos indicados como mansos, analisando-os curiosamente. Nunca tinha visto um cavalo pessoalmente; era uma criatura realmente interessante, e parecia que poderia correr muito mais rápido que uma pessoa! Por um momento pensou se um cavalo poderia correr mais rápido do que algumas certas pessoas de sua cidade natal poderiam voar.

[FLASHBACK]

Ouvir Lorelei contar suas historias era mais divertido que ouvir o velho Dracommo contar as suas; continha uma simplicidade que as fazia muito mais real.

[Lorelei] Algumas tavernas de Luskan... mas não gostava de lá. Muito desolador. As passagens por Nunca-Inverno sempre eram gloriosas, mas a nobreza de lá não é legal com as pessoas mais simples. Imagina o que eles pensariam se soubessem que uma governanta plebéia é que estava cantando para eles, né?

Piccola faz um som nada elegante de desprezo.

[Piccola] As pessoas tem a tendência a julgar os outros apenas pelo que podem ver, ou pelo que eles acham ser correto - mesmo sabendo que cada pessoa mal conhece a SI mesma! Quem são eles para julgar o valor de alguém pelos seus próprios padrões? Se alguém não tem tanto dinheiro, acham que a pessoa não merece muito respeito! Se a pessoa não é bonita, acham que também não deve ser uma boa pessoa! Se não pode correr, ou ver, ou voar, de repente não consegue fazer nada de bom e é uma coitadinha!

Sua respiração estava ofegante, e o rosto vermelho, com seu desabafo. Estava subitamente com muita raiva, suas lembranças e sentimentos de até pouco tempo atrás voltando à superfície como água fervendo. Quem eram eles para julgar alguém? Pois o físico de uma pessoa era apenas uma parte muito pequena de tudo que ela realmente era!

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Holygriever
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#11 » 06 Jun 2013, 01:16

Meia-Noite se despede do grupo que se dirigia à cidade com um aceno de mão antes de acompanhar a capitã.

- Divirtam-se bastante pelo Meia-Noite, e Kyjal, olho na menina hein!

---------

Meia-Noite acompanha a Capitã e Leon em sua caminhada. O ambiente estava calmo, assim como o clima e o humor da Capitã. Depois do que passaram pelo porto anterior, Meia-Noite estava aliviado. Agradava-o também o ambiente das docas, no qual havia passado seus últimos anos. Lembra novamente de sua rotina em Águas Profundas, sentindo uma pontada de repentina saudade, que o faz questionar sua decisão de seguir com o Licorne. Ele ainda não tinha plena certeza de fora a decisão correta, mas tinha plena certeza de que era a decisão que, naquele momento, precisava tomar.

Chegaram então ao seu destino.

- É... O Peixen? Lugar refinado, esse.

[Tabitha] Dessa vez tudo deve correr nos conformes, sem a necessidade de pegar a informação à força. As histórias sobre Druuna são mais tranquilas -- mas não achem que ela é uma mulher qualquer. Recuperou o poder clerical no ano passado com a volta daquela deusa da moeda. Almoçaremos com ela, e quem sabe isso ajudará no clima. Alguma dúvida?

- Sim Capitã. Meia-Noite quer saber de quantos minutos sem confusão a senhora vai precisar desta vez. - Após dois segundos de expressão séria, o grandalhão ri. - Hahaha! Não Capitã, nenhuma dúvida. Er, Capitã. - Ele faz uma pequena reverência desajeitada, incerto sobre ter feito graça.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

Leve-me à escuridão, diga que não me verão...
Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

Serenity a viajar, não há lugar melhor que o lar...
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Mensagem#12 » 06 Jun 2013, 01:59

[Meia-Noite] - Divirtam-se bastante pelo Meia-Noite, e Kyjal, olho na menina hein!

[Kyjal] - Pode deixar, Grandão! Nenhuma dama fica sem proteção em minha presença. -- E completa a frase com uma reverência, meio indiscernível entre cômica e pomposa -- Além do mais, esta garota aqui já provou que não é das mais indefesas, certo, Piccola?

E então meio que compreende que ficará sem resposta para a pergunta. A elfa estava simplesmente fascinada pelos cavalos. E não tirava razão dela; eram de fato criaturas belas, graciosas e bastante fortes. E estavam prestes a poupar os três de um monte de tempo e cansado na caminhada, então só tinha mais motivos para achar uma maravilha.

E após ouvir o empolgado discurso do pequeno vendedor, Kyjal comenta, meio que para o grupo, meio que para o vendedor.

[Kyjal] - Uhmmm, por um lado, o conforto da carroça parece bem tentador, ainda mais custando tão pouco a mais. ....Mas por outro... -- E leva os olhos a Piccola, ainda entretida e fascinada pelos equinos -- ...Me partiria o coração privar a nossa amiga da oportunidade de poder cavalgar uma primeira vez...

...E certamente, votaria contra a contratação de um segurança. Acabariam chamando mais atenção ainda; e não é como se fossem exatamente indefesos.

Kyjal pensa por uns instantes, olhando para baixo e com uma mão sobre a boca e outra no cotovelo, e então questiona Evans.

[Kyjal] - E então, padre, o que acha? Conforto da carroça ou emoção de cada um cavalgar por si? -- E finaliza a pergunta apontando Piccola com o polegar.

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Samiel_Fronsac
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Mensagem#13 » 06 Jun 2013, 23:27

§ Leon trata de escrever a lista de vários pontos interessantes na capital para Kyjal e Piccola visitarem durante a estadia na capital, dando ênfase aos lugares mais grandiosos, e esperando que ainda estivessem de pé. Ele partiu a tanto tempo, vai saber... §

[Leon] Evans, quando estiver no templo da capital, por favor, encomende uma missa em nome dos mortos honrados do Saffron. Vamos dar as almas dos caídos uma homenagem digna de seu valor.

§ Uma vez tempo partido o grupo, o marujo observa calado a interação da capitã e Meia-Noite; o ambiente das ilhas lhe trazia recordações boas e ruins, saudades de sua mãe... Mas devia deixar o passado no passado. Têm uma missão problemática a frente. §

[Leon] Uma clériga de Waukeen, capitã? Interessante... Bem, esperemos que tudo corra sem maiores inquietações dessa vez. Eu realmente prefiro não começar uma escaramuça por essas bandas e chamar atenção, mas... Seja como a Donzela Sorridente quiser.

§ Apesar de demonstrar neutralidade em suas expectativas expressas externamente, duvidava que as coisas saiam tão simples quanto aparentam a priori. Clériga da Deusa do Comércio? Parece um tanto provável que uma troca de favores esteja prestes a ocorrer. §
Última edição por Alta Vista [Bot] em 07 Jun 2013, 12:54, editado 1 vez no total.

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Mensagem#14 » 08 Jun 2013, 00:26

Pouco antes de partir, Evans escuta o pedido inesperado de Leon.

[Leon] Evans, quando estiver no templo da capital, por favor, encomende uma missa em nome dos mortos honrados do Saffron. Vamos dar as almas dos caídos uma homenagem digna de seu valor.

Prontamente o sacerdote aniu com a cabeça, surpreso e ao mesmo tempo satisfeito com o Marujo. Ninguém havia esquecido e simplesmente deixado para trás a história e o ocorrido envolvendo o Saffron.

[Evans] Serão honrados em Morte, assim como mereciam ser em vida. Tens minha palavra. Kelemvor os tem.

Diz a última frase como parte de uma reza e segue seu caminho.


O clérigo liderava o grupo, seguido por Kyjal e Piccola. Caminhava com tranqüilidade na direção que a Capitão apontara, prestando atenção nos prédios até chegar ao estábulo do Halfling. Notava os olhares curiosos e respeitosos que eram dados a seu pequeno grupo, percebia que chamavam algum tipo de atenção.

De uma das baias para cavalos, uma criatura surge e vai em direção ao grupo.


[Halfling] Transporte? Passagem? Para Doncastlé e Caer Calliddyr, estes são os cavalos que você quer! Rápidos mansos e fáceis de cuidar e que adoram cheiro de peixe!

Pequeninos, a raça não era estranha à Evans. Já havia encontrado Halflings em muitas ocasiões e lugares. Aquele que os recebera de cara com uma oferta parecia hiper-ativo, nada menos esperado de um comerciante, ainda mais um do pequeno povo.

[Dungo] Dungo é meu nome, e Trabalho Bem Feito é meu sobrenome. Sem perguntas de onde vem, apenas perguntas para onde vão. Sem perguntas do que levam, sem perguntas do que trazem. Desde que não me explodam.. Uma peça de ouro por dia/cavalo ou quatro peças de ouro por dia pelo grupo na carroça. Seis peças com um segurança. E aí e aí e aí senhor da balança, qual vai ser?

Bom, parecia profissional e oferecia um bom negócio. O padre pega na mão estendida em sua direção e mantendo-se austero considerar contra-ofertar e dar sua resposta, percebe o mesmo que Kyjal. Piccola estava encantada com os animais e, por alguma razão, Evans achava que ela se sairia muito bem com a montaria.

[Kyjal] - E então, padre, o que acha? Conforto da carroça ou emoção de cada um cavalgar por si? -- E finaliza a pergunta apontando Piccola com o polegar.

Considerava o preço justo, cavalos seriam um transporte mais rápido e a emoção da cavalgada faria bem a todos. Por que não?

Sorri para Kyjal, volta-se a Dungo.

[Evans] Três dos seus melhores cavalos, os retornaremos em um, no máximos dois dias.

E assim esperava pegar a estrada para a capital o quanto antes.
Última edição por Rodwolf em 08 Jun 2013, 00:34, editado 1 vez no total.
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#15 » 08 Jun 2013, 11:39

[Evans] Três dos seus melhores cavalos, os retornaremos em um, no máximos dois dias.

Piccola mal se contém, e por pouco não dá pulos de alegria; ia poder ANDAR com uma daquelas criaturas magníficas!

[Piccola] Quanto custa, mesmo?

[OFF]:
Er...quanto de gold temos, mesmo, cada um?

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