Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

Moderadores: ronassic, Stephan, Feral, Holygriever, Moderadores

Avatar do usuário
Holygriever
Mensagens: 233

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#61 » 05 Ago 2013, 09:20

Sim, era tudo muito diferente da vida nas docas, ou mesmo na fazenda. Mas Meia-Noite não era simplório. Aprenderia bem.

Dando mais um gole no rum, ele replica:

- Bom, a gente pode começar ouvindo primeiro as idéias que a gente vai gostar então.

Ele cruza os braços, e aguarda.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

Leve-me à escuridão, diga que não me verão...
Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

Serenity a viajar, não há lugar melhor que o lar...
O céu você não vai levar...

Avatar do usuário
Samiel_Fronsac
Mensagens: 184

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#62 » 05 Ago 2013, 11:38

§ Encara a mulher com um ar de curiosidade. Interessada no status do pacote, mas não em sua localização. Como saberia que está sendo levado ao destino correto, que não acharam outro comprador? Algo na própria natureza do objeto impediria isso? §

[Leon] Senhora Druuna, eu não posso garantir que nosso clérigo residente tenha acesso à benção que a senhora indica, mas se houver algum meio alternativo de prover tal acesso, acho que não teremos problemas em fazer essa checagem periódica...

§ Presta atenção quando Druuna propõe ajudar; a capitã replica, naturalmente desconfiada. Martell foi óbvio, hostil. Druuna parece mais centrada, entretanto, insidiosa. Havia algo de errado com aquele transporte, mas como descobrir o que? Suspira. §

[Leon] Por favor, exponha as ideias e deixe que tiremos nossas próprias conclusões.

§ Começa a se perguntar se o standoff com Martell não foi a parte fácil daquela missão... §

Avatar do usuário
Feral
Mensagens: 140

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#63 » 05 Ago 2013, 23:00

Kyjal inclina a cabeça para o lado, mostrando uma expressão claramente confusa; e não sabia se estava mais confusa com a atitude do estranho ou de Piccola, que andava bem mais "fora do ar" do que o de costume, na presença do tal elfo.

Dando de ombros, a felina desce do cavalo e procura algum lugar onde possa amarrá-lo. Enquanto anda, passa do lado de Piccola e pergunta, num tom casual, tentando saciar a própria curiosidade.

[Kyjal] - "*Ahem*... Uhm... Piccola? Você... conhece ele, ou algo assim?"

Avatar do usuário
Gabrielle
Mensagens: 114

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#64 » 05 Ago 2013, 23:12

Os olhos grandes de Piccola se arregalam, conseguindo ficar ainda maiores, com a pergunta do colega.

[Piccola] - E-e você não??

Avatar do usuário
Feral
Mensagens: 140

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#65 » 05 Ago 2013, 23:15

A felina ergue uma sobrancelha. Defiiiinitivamente ainda não era a resposta que esperava.

[Kyjal] -" Uhm... não?

Enquanto isso, amarra o cavalo a um canto, e em seguida se alonga um pouco. Horas cavalgando... um descanso realmente veio em boa hora.

Avatar do usuário
Gabrielle
Mensagens: 114

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#66 » 05 Ago 2013, 23:45

Ainda boquiaberta, ela lança um olhar ao Evans, que também parece não ter a mínima ideia quanto à pessoa de quem eles estavam diante. Absolutamente não acreditando, e sem aguentar-se, Piccola dispara a falar.

[Piccola] COMO que vocês não sabem? Coran, o mesmo Coran que ajudou o Protegido de Gorion, um dos Filhos de Bhaal a derrotar Sarevok e evitar toda uma guerra e a dominação de Portal de Baldur! O Coran! O grande herói que tem visto e vivido mais aventuras que todos nós juntos e mais um pouco! Eu mesma já cantei de seus feitos para os anões do ártico, e até ELES já haviam ouvido falar de Coran!

Finalmente pausando para respirar, Piccola vira-se, ainda encantada, para Coran. Então, esquecendo-se totalmente dos seus bons modos, pergunta, com as mãos juntadas à sua frente e os olhos azuis brilhantes com a sua curiosidade quase infantil:

[Piccola] É verdade que você também já conheceu vários dos dragões? Que você arrancou uma jóia preciosa de bem debaixo do nariz da Claugiyliamatar, a Velha Osso-Duro-de-Roer, e que conseguiu uma audiência com o incrível e grandioso Palarandusk, o Dragão do Sol?? Ouvi também que, apesar de os dragões cromáticos costumarem ser bem maus, tem um bem velho que gosta de música, isso é verdade? Onde que ele mora? É possível ir visitá-lo? Ah, ouvi dizer que você caçou muitos wyverns! Sabia que uma vez eu consegui matar um dragão branco? Sim, tenho aqui algumas escamas para provar! Tudo bem que ele era um bebê, mas...WYVERNS! Como que alguém consegue caçar isso? E a cidade de Myth Rhynn, é verdade que se encontra na floresta de Tethir? Você já foi lá alguma vez? Oh, por favor, conte-me como foi!

- Pede a pequena elfa, em tom quase suplicante.
Última edição por Gabrielle em 05 Ago 2013, 23:48, editado 1 vez no total.

Avatar do usuário
Feral
Mensagens: 140

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#67 » 06 Ago 2013, 17:02

Whoa... Essa quantidade de informação toda tinha passado batido por Kyjal e Evans? Essa figura que aparecera do nada diante do grupo... era tão importante assim?

Kyjal passa uns instantes revisando suas memórias. De fato, "morara" em Portal de Baldur por pouco mais de um ano. Talvez conseguisse lembrar de alguma coisa.


------
OFF: O post é basicamente um flair pra pedir um teste de Knowledge (unranked), pra saber se Kyjal conhece alguma coisa sobre Coran, ou sobre o que Piccola falou.
Kyjal chegou a morar um tempo em Baldur's Gate, mas não chegou a mais de um ano.
Última edição por Feral em 06 Ago 2013, 17:04, editado 1 vez no total.

Avatar do usuário
Rodwolf
Mensagens: 180

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#68 » 06 Ago 2013, 17:56

[Coran] Ótimo!

Evans, mais relaxado, mas ainda prestando atenção a sua volta, desmonta do cavalo.

[Coran] Tenho até a janta, se quiserem. Onde vocês planejam acampar? A noite é maravilhosa por aqui, especialmente com céu aberto.

Mesmo não tão desconfiado como antes, o sacerdote não pode deixar de estranhar e notar que aquele era um inusitado e peculiar encontro.

Nem tem tempo de responder e a pequena elfa já responde animada.

[Piccola] Sim, estava justamente pensando no quanto este lugar é lindo com o céu estrelado! Jantar com você parece uma excelente ideia, se não for incômodo, claro! Quero dizer, não como muito - er... quer dizer, posso tocar maravilhosamente bem como agradecimento. Se quiser, é claro.

Com um suspiro de quem viu que a questão já estava resolvida, completa:

[Evans] Bem... nós jantaríamos eventualmente. Obrigado.


[Kyjal] - "*Ahem*... Uhm... Piccola? Você... conhece ele, ou algo assim?"


A pergunta da felina era uma das mesmas que passavam pela cabeça do clérigo, curioso sobre o elfo, ouviu atento a cada palavra da resposta de Piccola e procurou se lembrar de algo. Esperava que a resposta da jovem elfa despertasse seu conhecimento.





----------------------------------------------------------------------------------------------

[Off] O mesmo que o Feral.
"I'm a Priest, not a Saint."

Avatar do usuário
Stephan
Mestre de PBF
Mestre de PBF
Mensagens: 237
Contato:

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#69 » 07 Ago 2013, 14:55

Estalando a língua, a meia-drow dá início às propostas.

[Druuna] Muito bem. A primeira proposta é dar a vocês diversos pergaminhos de uma magia que permitiria essa comunicação. Talvez seu clérigo seja capaz de conjurá-las. Mas esta seria a mais cara, de longe.

[Druuna] A segunda é fazer mais paradas, em quaisquer cidades portuárias, e contratar os serviços de uma igreja local, para enviar a comunicação. Caro, mas o maior custo seria o tempo.

[Druuna] A terceira? Eu apresentar um novo tripulante para vocês. Um mago, um pesquisador, que é capaz de criar estes pergaminhos. Não me olhem assim, ele não é um agente nosso, e sim alguém neutro na situação, um provedor de um serviço. Eu quero me livrar dele, e esta é a opção mais oportuna.

A capitã vai prestando atenção com cada uma das ofertas. Cada uma parece desagradar mais do que a outra. Mas só a última a faz engasgar no rum.

[Druuna] A última garantiria a fidelidade de vocês. Sem mensagens, sem espionagem, sem necessidade contratual. Um Geas, em você, capitã Allouise.

Quando se recupera, a capitã começa a esbravejar:

[Tabitha] Enlouqueceu? Não foi com isso que concordamos. Ninguém da minha tripulação vai se sujeitar a isso. Ninguém! Se não tivéssemos cuidado de Martell a coisa teria saído de nossas m--

Os olhos de Druuna brilham por um segundo, e a dita Platina corta a capitã.

[Druuna] É, vocês tiveram de cuidar de Martell. Que bom que seus marujos a impediram de matá-lo -- você criaria um problema ainda maior para você. Quer dizer que você por pouco não assassinou um dos membros do Círculo e quer que mantemos a confiança no seu estado mental? Com um Geas, poderia até mesmo saber qual é a carga. Sente-se, capitã. Estou fazendo novas ofertas de auxílio, você não precisa concordar com nada.

Seja o que a mulher fez para saber do que aconteceu, Meia-Noite e Leon conseguem perceber: era aquilo que a capitã estava tentando evitar, ao manter-se calada durante tanto tempo. Mas também perceberam outra coisa: que apenas com um Geas é que eles teriam confiança em revelar qual é a carga para a capitã.

---------------------

Enquanto Coran começa a procurar um lugar próximo à estrada para montar acampamento, Piccola acaba por revelar quem é o elfo. Evans e Kyjal conseguem observar o desconforto, crescente com cada nova revelação.

Quando a barragem de perguntas cai sobre ele, Coran começa a se recompor. Com uma mão no ombo da elfa, ele diz calmamente, com um sorriso:

[Coran] Tudo em tempo. Vamos nos ajeitar antes?

Kyjal finalmente reconhece. Não tão bem quanto Piccola, que parecia saber tudo sobre ele, mas seu tempo em Portão de Baldur o fez prestar atenção na cidade que também já foi sua casa. A dúvida estampada na cara de Evans faz a felina perceber que o padre deveria estar centrado em seus estudos, já que Kelemvor tornou-se o Senhor dos Mortos em 1368, e os eventos em que Coran se envolveu aconteceram entre 68 e 69, três anos atrás.

[OFF]:

Kyjal:
Teste de Inteligência: 18+2=20

Evans:
Teste de Inteligência: 4+1=5
Última edição por Stephan em 07 Ago 2013, 14:59, editado 1 vez no total.
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

- Confúcio

Avatar do usuário
Gabrielle
Mensagens: 114

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#70 » 07 Ago 2013, 21:24

Quando Coran toca em seu ombro, e pede calmamente para que se ajeitem, Piccola consegue, de alguma forma, se acalmar um pouco. Centrando-se, diminui o sorriso de boba para um menos desconcertante, e aquiesce.

[Piccola] - Sim, vamos nos ajeitar primeiro. E...er...o-obrigada mesmo.

E ajuda a montar o acampamento, dentro de suas possibilidades. Amarra algo aqui, ajeita algo ali, faz o que pode, já planejando o que tocaria para Coran. Talvez alguma das canções sobre suas aventuras...não, não, era óbvio (agora que conseguia pensar sobre isso) que ele tinha ficado um pouco desconcertado com sua...revelação empolgada quanto a ele. Não, Piccola deveria tocar algo de classe, que demonstrasse seus talentos - quer dizer, que fosse algo prazeroso para todos.

Hmm...talvez uma canção sobre os ares? Ou sobre suas aventuras no mar? Bah, com certeza Coran já tinha tido aventuras ainda muito mais empolgantes...

Piccola decide então tocar o mesmo ode que havia tocado quando conheceu a capitã Allouise. Se havia impressionado a capitã, com certeza também seria prazeroso para Coran, Kyjal, e Evans.

Com sua performance já preparada mentalmente, aguarda apenas o momento oportuno. Talvez logo após o jantar.

Avatar do usuário
Feral
Mensagens: 140

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#71 » 07 Ago 2013, 22:10

....E os fragmentos de memória se refazem. Lembrava de 3 anos atrás, quando mesmo migrando de cidade em cidade, ainda procurava meios de saber como estava a situação em Portão de Baldur. Certo, era mais uma entre várias cidades na qual vivera algum tempo de vida (no caso, algo mais que um ano), mas... ainda guardava algum carinho pela cidade; e em especial, por pessoas que a acolheram por lá.

E disso lembra do nobre grupo de heróis, e de alguns de seus feitos durante a crise em Portão de Baldur. Claro, não em tanto detalhamento quanto Piccola sabia, mas ao menos o suficiente para ter alguma noção da importância daquela figura. O tal "estranho", que há pouco pensavam que podia ser um assaltante, era na verdade um dos maiores heróis com quem uma pessoa normal poderia sonhar em esbarrar ao longo da vida.

[Kyjal] - "...Ah, whoa. Realmente, eu lembro de ter ouvido falar em você e nos outros heróis que salvaram Portão de Baldur. Morei lá algum tempo, ainda tenho grandes amigos naquela cidade, então eu fiquei acompanhando as notícias à distância. ...Nossa... não seria exatamente a primeira pessoa que eu esperaria encontrar ao acaso, ainda mais por estas bandas. Realmente, é uma honra."

E então nota o desconforto do elfo. Ele vinha agindo de forma bastante humilde até então, então era meio que de se esperar um leve desconforto ao ter cada um de seus grandes feitos revisados a plena voz; mesmo que com tão boas intenções. Tenta então aliviar a situação ajudando a escolher o local de acampamento. Aproveita para procurar ao redor por material para uma fogueira.

[Kyjal] - "Mas tenho que confessar, sempre tive um pouco de curiosidade sobre mais aventuras daquele grupo. Um que me chamava atenção era o meio-maluco lá do hamster fofinho. Minsc, não é? Sempre achei engraçado, adoro senso de humor. E hamsters."

Essa última frase acompanhada de um conhecido e largo sorriso de caninos à mostra.

E enquanto ajuda com o acampamento e eventualmente se acomoda, dirige casual e amigavelmente uma nova pergunta ao agora-não-tão-estranho.

[Kyjal] - "Então, posso ousar perguntar o que o também traz aqui por estas bandas? Com certeza deve ser por algo mais interessante que a vista ou a 'hospitalidade local'."

E faz questão de frisar um sarcasmo bem-humorado nas duas últimas palavras. E mantém-se organizando o acampamento enquanto aguarda a eventual resposta.

----------------
OFF: Dat cheshire grin.

Avatar do usuário
Holygriever
Mensagens: 233

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#72 » 08 Ago 2013, 01:13

A elfa de pele escura começa a desfiar sugestões. Uma cara, uma inconveniente, uma conveniente demais, e uma que fez a Capitã perder as estribeiras. Da última vez isso quase acabou em tragédia e lágrimas, e a julgar pela reação de Druuna ao ouvir a Capitã dar com a língua nos dentes, dessa vez não parecia que seria diferente. Meia-Noite havia se levantado junto com sua Capitã, mas não voltara a se sentar. Era hora de entrar na conversa.

[MEIA-NOITE] - Senhoritas, por favor. Se permitem ao Meia-Noite.

De pé, se dirigindo à Capitã e à Druuna, Meia-Noite se coloca ereto, de peito estufado e braços cruzados, levemente flexionados, se impondo através da presença física. Pigarreia.

[MEIA-NOITE] - Dona Druuna, a senhorita deu quatro sugestões. Meu pai sempre dizia que quando a gente tinha que escolher um jeito de fazer alguma coisa, era bom considerar primeiro o jeito mais simples e mais barato. Se esse jeito não vier com muitos problemas junto, é provavelmente o melhor.

Ele faz uma pequena pausa, antes de prosseguir.

[MEIA-NOITE] - Sua primeira sugestão é até simples (se o Padre der conta), mas pra ela funcionar a gente ia precisar usar um recurso caro, então antes de tudo a gente ia precisar arrumar o dinheiro, e então onde conseguir o recurso, e a coisa já não parece mais tão simples.

[MEIA-NOITE] - A segunda sugestão é pra gente fazer mais paradas. Pra isso, a gente ia precisar rever todo o intinerário que a Capitã planejou, ia precisar rever os reabastecimentos de mantimentos do Navio, a entrega toda iria atrasar, a gente ia depender ainda mais do clima, enfim, muito inconveniente.

[MEIA-NOITE] - A terceira sugestão é a senhorita empurrar um dos seus pra dentro do Licorne. Não leve a mal, mas mesmo que a senhorita diga que não é um agente seu, a gente não tem realmente como ter certeza, não é? Não acho que ia ser do agrado da Capitã, e nem da tripulação.

[MEIA-NOITE] - A quarta sugestão, bom, o Meia-Noite não sabe bem o que é um Guias, mas se isso fez a Capitã engasgar... melhor nem considerar essa então.

Nova pausa, seguida de uma fungada.

[MEIA-NOITE] - Das suas sugestões, dona Druuna, a melhor, na opinião do Meia-Noite, seria mesmo a terceira. É uma sugestão barata e até simples, e que não ia fazer a gente perder muito tempo ou dinheiro, dependendo de como esse mágico ia ser recompensado pelo serviço, claro. Mas ela provavelmente ia criar uma situação desconfortável pra tripulação, pro novo tripulante, e principalmente pra Capitã. Então, o Meia-Noite tem uma quinta sugestão.

A essa altura, o negrão já coçava o queixo, brincando com os pequenos fios de barba que começavam a ficar um pouco mais compridos pelo tempo em mar.

[MEIA-NOITE] - A gente vai passar um tempo ainda por essas bandas. Então, a gente podia usar esse tempo pra gente mesmo procurar um mágico capaz de, como a senhorita falou, "prover esse serviço". Achando um, a gente traz ele aqui, a senhorita e esse seu mágico de confiança explicam pra ele e pra Capitã o que ele precisaria saber, e pronto. A facilidade de ter à bordo a solução pro problema e sem o incômodo de ter um cão de guarda vigiando. Parece razoável?

Ele aguarda resposta. Ainda matutava se a Druuna tinha sabido sobre o acontecido em Porto Katla por algum meio ou se simplesmente deduzira o ocorrido. Também se perguntava o quanto de dinheiro a Capitã devia ter recebido pra ter aceitado carregar algo que ela nem sabe o que é.



E ainda imaginava o que demônios podia ser um Guis. Ghis. Ghias. "Ah, diacho!"


----------------------


OFF: Displomacia, porfa.
Última edição por Holygriever em 08 Ago 2013, 08:56, editado 1 vez no total.
"Você tem medo do Escuro? Pois deveria."

Meu amor, o meu chão, onde deixei a paixão...
Não me importo, vou voar, o céu você não vai levar...

Leve-me à escuridão, diga que não me verão...
Queime a terra, ferva o mar, o céu você não vai levar...

Serenity a viajar, não há lugar melhor que o lar...
O céu você não vai levar...

Avatar do usuário
Samiel_Fronsac
Mensagens: 184

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#73 » 09 Ago 2013, 00:06

§ Ouve atentamente proposta por proposta, ficando progressivamente desconfortável com as opções oferecidas pela contratante... As duas primeiras eram caras e problemáticas, mas plausiveis, a terceira envolvia acreditar no papo-furado do mago ser um "agente independente" e a quarta... Não era uma opção. A capitã de imediato fica em pé de guerra. Leon põe os cotovelos sobre a mesa e encara: §

[Leon] Você e o seu "círculo" podem ir dar uma volta e esfriar a cabeça, cappice?

§ O marujo levanta devagar, se apoiando, sem tirar os olhos da exótica interlocutora. §

[Leon] O único motivo pelo qual nós estamos tendo esse tipo de conversa em primeiro lugar é porque um de vocês "chefes" não tinha controle emocional e muito menos visão de negócios, e tentou nos ameaçar e ferir. Nenhum de nós teria a pretensão de impedir a Capitã Tabitha Allouise de fazer algo. Na verdade, fosse minha escolha, o porco do Martell seria comida de tubarão a essa altura. A capitã toma as próprias decisões e, agindo profissional e metodicamente, só sacudiu Martell o bastante pra nos tirar de lá com vida antes que ele estragasse o acordo que seu grupo costurou!

§ Dá um tapa na mesa e aponta o dedo para Druuna. §

[Leon] E agora você quer nos ferrar pelo seu erro?! O inferno vai congelar e Asmodeus tomar drinques no seu bar antes disso acontecer. Como Meia-Noite tão eloqüentemente explanou, após a nossa chefe declarar, colocar um feitiço nela está fora de questão.

§ Respira profundamente e volta a sentar. Precisa ficar no controle da negociação. §

[Leon] Alterar a rota é ruim para nós, e ruim para vocês. Quanto mais rápido entregarmos o que quer que seja a carga, e não fazemos questão nenhuma de saber, mais cedo todos ficaremos livres uns dos outros, todo mundo sai ganhando. Então não, nada de fazer paradas em portos a mais. Das outras opções, pergaminhos? Ótimo. Como não estava previsto no contrato original, todo o custo fica por conta de vocês. Nem uma peça de cobre sai do nosso pagamento. Essa é viável.

§ Encara a meia-drow com um brilho no olhar. Fora criado em um escritório comercial. Negociar era uma segunda natureza para Leon Gentille, e ele não permitirá que a barganha termine contra eles. §

[Leon] A última opção, talvez, com alterações. Não aceitamos indicações da sua parte, ninguém quer um espião plantado no navio. Ao contrário do seu grupo, fizemos nossa parte perfeitamente até aqui. Meia-Noite teve a idéia correta. Quer um mago no navio? Tudo bem. Nós escolhemos a pessoa. E seu grupo arca com todos os custos de contratação e manutenção do mesmo. Pegar ou largar.

§ Recosta-se na cadeira, os braços cruzados e um sorriso maroto no rosto. §

---

OFF: Isso foi um teste de Diplomacia.
Última edição por Alta Vista [Bot] em 11 Ago 2013, 01:24, editado 1 vez no total.

Avatar do usuário
Rodwolf
Mensagens: 180

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#74 » 09 Ago 2013, 20:10

O clérigo lutava com sua memória, ao ponto de se sentir envergonhado por ainda não reconhecer por completo a figura que ali se encontrava.

Claramente era alguém de grande importância e de feitos que deveriam o preceder... mas nada ainda estava claro ao sacerdote, os outros já sabiam de quem se tratava.

Kyjal e Piccola conheciam as histórias, os feitos, os companheiros e a relevância do resultado de todas as ações deste famoso grupo de heróis.

Evans se mantém calado enquanto pensa, ajudando a montar acampamento.

1368... o ano de seu senhor. E o que mais? Ele não indagaria o elfo agora e nem seus amigos, não enquanto tocar no assunto não deixasse Coran visivelmente constrangido.


---------------------------------------------------------------------------------------------

[Off] errr....mais um teste de conhecimento?
"I'm a Priest, not a Saint."

Avatar do usuário
Stephan
Mestre de PBF
Mestre de PBF
Mensagens: 237
Contato:

Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#75 » 10 Ago 2013, 16:31

Os ânimos eclodiram. Após a explosão da capitã e da resposta de Druuna, Meia-Noite e Leon se levantam e dão suas respostas. No fim, os dois marujos se complementam. A chamada "Platina" apenas presta atenção. Durante o encerramento de Leon, novamente os olhos dela brilham por um instante.

Enquanto a capitã encara Druuna, esta esfrega as mãos pensativamente.. O silêncio impera, exceto por um momento em que se escuta os guardas atrás da porta se movimentando. Nada. Os marujos notam que, como Druuna não fez sinal, eles não adentraram a sala. Finalmente, ela fala, num tom menos autoritário.

[Druuna] Muito... bem. Não tenho como negar esta contra-proposta, nem negar o erro de um dos membros do círculo. Sua sugestão é mais do que razoável.

Ela se levanta, anda vagarosamente com passos curtos, pensativa. Mexe em sua capa algumas vezes, vira-se, coloca as mãos na mesa e fala, mais rapidamente.

[Druuna] Que tal isso: vocês tem uma dezena para procurar o mago, tempo suficiente para ir e voltar à capital e ainda sobrar dias para zanzar por aí. Eu arco os custos da contratação e do embarque, ou uma latrina de Aurora, mais um bônus para seus dois garotos que falam tão bem. Mas se vocês não conseguirem ninguém nesse tempo, ficam com o "agente neutro". Feito?

A capitã bate na mesa com a mão direita, erguendo-se um pouco:

[Tabitha] Os custos e os bõnus MAIS a latrina e você tem um acordo!

A meia-drow também bate na mesa.

[Druuna] Feito! Prepararei os papeis.

Ela segue para as gavetas, e pega pergaminho, pena e tinta. Começa a redigir um novo contrato, o que não demora muito. Sua escrita, em espruar, é veloz e magnífica. Enquanto termina de redigir e pedir a assinatura da capitã, ela se vira para Leon.

[Druuna] Quem sabe você não aproveita para assistir à execução do seu irmão, lá na capital?

A capitã apenas ergue os olhos, parecendo compreender o que estava acontecendo. Mas apenas termina de assinar e entrega o contrato.

[OFF]:

Meia-Noite:
Diplomacia: 15+9+3(circunstancial)+2(auxílio)=29

Leon: 14+8+3(circunstancial)+2(auxílio)=28

------------------

Enquanto preparavam o acampamento, os quatro humanoides vão se conhecendo melhor. Apesar do padre não fazer ideia do que estavam contando por ali, Coran parecia não se gabar de seu posto de lenda. Piccola organiza os assentos de troncos encontrados em volta da fogueira que Kyjal e Evans fazem de forma a colocar um dos postos mais destacado dos outros.

A referência à Minsc e Boo faz Coran dar uma leve risada, a primeira que escutam. Enquanto prepara o suporte para assar a codorna, ele responde Kyjal.

[Coran] De verdade? A sensação de paz. Sinto saudades da Floresta de Tethir, mas nem nos piores momentos de bandidagem dos Nortenhos se sofre tanto quanto nas chamadas Terras da Intriga. Aqui? É simples. O ppovo vai fazer cara feia, vão reclamar de todo e qualquer aventureiro que passar por essas bandas, mas vão continuar suas vidas normalmente. Nem mesmo a capital, com todo seu drama político, chega aos pés das cidades de Amn e Tethyr.

Sentando-se após terminar de prender a codorna, ele solta um longo suspiro, e o padre nota que até o simples pensar fazia Coran ficar cansado.

Enquanto prestava atenção na explicação do elfo, Piccola havia retirado sua flauta, e começado uma melodia num levíssimo volume. Nem Evans nem Kyjal haviam ouvido-a antes, e as notas parecem acompanhar as lufadas de vento fresco do inverno local. Coran até mesmo chega a fechar os olhos por alguns segundos, absorvendo o máximo que pode da melodia.

Até mesmo Mar, o desobediente cavalo, parecia muito mais calmo do que antes. Peculiarmente, ele havia sentado como se fosse um cão.

O próprio Coran quebra o silêncio, olhando para Kyjal.

[Coran] Se me permite a ousadia, o que um de vocês faz por essas bandas? É raro um do seu povo se aventurar pelos mares. Água e tal.

Pegando um pedaço da codorna e dividindo com os outros, ele dirige a outra pergunta para Evans.

[Coran] Você eu imagino que não seja parte da igreja local. Conhece os sacerdotes da capital?
Última edição por Stephan em 12 Ago 2013, 18:08, editado 1 vez no total.
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros."

- Confúcio

Voltar para “Worn Sails, Old Tales”

Quem está online

Usuários neste fórum: Nenhum usuário registrado e 2 visitantes