Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Tales from the Sails. Need I tell you more, you sea weasel?

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Holygriever
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#76 » 11 Ago 2013, 14:39

"Excelente!"

Com o complemento de Leon, a argumentação estava selada e encerrada. Iriam à Capital e fariam a coisa da maneira que propuseram. E ainda ganharam um bônus para o Licorne.

Olhando para Leon e dando um sorriso maroto, ele se volta à Druuna.

[Meia-Noite] - Muito gentil, senhorita Druuna. O Meia-Noite agradece.

-----------

O grandalhão aguarda a conclusão da negociação em silêncio, fazendo apenas uma careta de confusão à menção da execução do irmão de Leon.

"Coméquié?"
Última edição por Holygriever em 11 Ago 2013, 14:39, editado 1 vez no total.
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Feral
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#77 » 12 Ago 2013, 19:14

Ao som da flauta de Piccola, Kyjal baixa seu capuz, para poder dar espaço às suas orelhas e captar melhor a doce melodia. Sempre gostara das músicas da elfa, então cada composição nova era uma nova maravilha de sensações. De olhos fechados e ouvidos em pé, a felina deixa o som lhe acalmar e relaxar.

...Até o momento em que Coran se dirige a ela.

[Coran] Se me permite a ousadia, o que um de vocês faz por essas bandas? É raro um do seu povo se aventurar pelos mares. Água e tal.

Kyjal imediatamente abre os olhos, arqueia as orelhas para trás e olha para o elfo. Alguém que conhecia seu povo?

[Kyjal] - "Na verdade... eu não conheço quase nada sobre o meu povo. As únicas memórias que carrego dos Orahier são meu nome, nome de minha raça e a lua em que nasci. Desde um ano de vida eu fui criado nas ruas e nos portos, e eles meio que viraram meu lar. Mas nesses anos todos, nunca encontrei alguém que soubesse muito sobre os Orahier; só ouvi que eles provavelmente são de algum lugar mais ao centro de Faerûn, mas pessoalmente nunca estive por lá."

E então olha para baixo uns instantes, antes de levantar o rosto e completar.

[Kyjal] - "É meio irônico, mas provavelmente você sabe mais sobre o meu povo do que eu."

Essa última frase soa num tom sereno, mas com um quê de tristeza. O fato de ter vivido em tantos lugares e ainda assim saber tão pouco sobre a própria origem ainda a incomoda.
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Rodwolf
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#78 » 15 Ago 2013, 20:54

O centro das atenções era definitivamente o estranho elfo. Conversas, histórias e elogios vão e vem. Evans ainda não sabia nada do que era contado ali, aquele bloqueio o irritava, mas ele não demonstrava, e após mais um tempo, decidiu deixar a coisa rolar. Hora menos hora algo lhe viria à cabeça e as lendas e explicações de seus companheiros fariam melhor sentido.

A música de Piccola o ajudava a descansar e relaxar a mente do esforço que fazia para ir a fundo em sua memória.

[Coran] De verdade? A sensação de paz. Sinto saudades da Floresta de Tethir, mas nem nos piores momentos de bandidagem dos Nortenhos se sofre tanto quanto nas chamadas Terras da Intriga. Aqui? É simples. O ppovo vai fazer cara feia, vão reclamar de todo e qualquer aventureiro que passar por essas bandas, mas vão continuar suas vidas normalmente. Nem mesmo a capital, com todo seu drama político, chega aos pés das cidades de Amn e Tethyr.


O padre percebe o esforço de Coran para continuar saciando a curiosidade dos forasteiros, seus fãs.

[Coran] Se me permite a ousadia, o que um de vocês faz por essas bandas? É raro um do seu povo se aventurar pelos mares. Água e tal.

Então ele conhecia o povo de Kyjal? Qual seria a extensão de conhecimento dos reinos daquele elfo?


[Coran] Você eu imagino que não seja parte da igreja local. Conhece os sacerdotes da capital?

[Evans] Não faço, você está certo. Embora me considere parte de toda a área de influência de meu Senhor. E já deve ter percebido a quem sirvo, como deve saber, sua influência é vasta. Venho de um templo muito modesto, na área que compreende a um vilarejo não muito longe da Cidade dos Esplendores, ao pé de sua montanha.

[Evans] Na verdade não, tenho como missão encontrá-los, e esse é o motivo pelo o qual estamos aqui. Imagino que quando chegarmos à capital, não será difícil achar o templo, ou identificar os da minha ordem.

O clérigo se sentia seguro em contar a Coran o motivo de sua passagem por aquelas terras.
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Stephan
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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#79 » 23 Ago 2013, 14:51

Para a capitã e Meia-Noite, a nova informação não mudava em nada os planos. Para Leon, mudava tudo. E enquanto o jovem marinheiro processava a informação e exigia saber o que estava acontecendo, Druuna parecia se divertir com a situação.

Era o tipo de coisa que Gentile temia ao voltar para as Moonshaes. Mas nada o tinha preparado para saber que a família Dragotto gerou um filho legítimo, que acabou por herdar toda a fortuna e prestígio da família após a morte do patriarca. Criado jovem pela governanta da casa, ele teria se tornado um garoto mimado e preocupado apenas com a própria riqueza e habilidade com as mulheres.

Aparentemente, ele acabou se envolvendo com a Rainha. Descoberto pelo Consorte da Rainha, foi condenado à morte por duelo na arena de Caer Callidyrr, a acontecer dentro de três dias.

O contrato já havia sido acertado com Druuna. Eles tinham uma dezena para encontrar o novo membro da tripulação. Leon ficara perturbado, e por mais que tentasse afastar o pensamento, não conseguia parar de pensar num senso de dever que nunca teve antes.

Um dos navios de pesca de Llewellyn partiria ainda hoje para a capital, para levar um carregamento de peixe até lá. Leon, após uma breve conversa com a capitã, decidiu pegar o último lugar de passagem. A capitã ficaria no navio. Meia-Noite, após entregar sua carta para o navio que zarparia na madrugada seguinte para Águas Profundas, partiria de encontro com Evans, Piccola e Kyjal, no caminho. Viajando por uma carruagem, o passo teria menos interrupções e talvez ele pudesse interceptar seus amigos na entrada da Capital, e finalmente iniciar a busca pelo novo tripulante.

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Com Kyjal, o assunto era mais pessoal. Com Evans, era mais informativo. E com Piccola, muito mais fantasioso. Coran manteve os assuntos a noite inteira com seus companheiros do momento.

[Coran] Existia um bando do povo-gato em Weldath -- a Floresta de Tethir. Eram bem reclusos e em um número pequeno. Nem os elfos sabiam onde eles viviam... e é claro, não era da nossa conta. Mas devo dizer que nenhum deles tinham estes chifres peculiares.

A resposta para Evans foi reconfortante. Não seria difícil contactar os sacerdotes.

[Coran] Ah, o Senhor dos Mortos é respeitado na cidade. Não tem lá muitos fãs, sabe, mas a nobreza e os camponeses sempre respeitam os padres de lá. O santuário é próximo da grande arena de combate. Fácil de achar.

Para a pequena elfa, Coran contou como a cada dezena ele e seu estranho amigo, Haer-Dalis, apresentam um teatro e outras peças musicais para as comunidades das Ilhas. Piccola ficara maravilhada, e a mera menção das viagens pelos Planos de Haer-Dalis parecia ser muito mais do que ela já sonhara em sua vida. Coran prometeu encontrá-la na capital se pudesse, e apresentar o amigo.

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[OFF:] Grivu, espaço pra RP sobre o envio da carta.
Última edição por Stephan em 23 Ago 2013, 15:32, editado 1 vez no total.
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Mensagem#80 » 24 Ago 2013, 19:10

As orelhas de Kyjal, de pé enquanto ouvia ansiosa e esperançosamente as palavras de Coran, vão se abaixando até se recolherem totalmente para trás e para baixo, à medida que o elfo solta a última frase de seu comentário.

[Coran] ...Mas devo dizer que nenhum deles tinham estes chifres peculiares.

Um tanto cabisbaixa por mais uma vez continuar sem aprender nada de novo sobre sua origem, ela apenas comenta.

[Kyjal] -"Ah... Uhm... Eu já devia esperar isso. Já tive contato com algumas pessoas que conheciam outras raças felinas, mas nunca alguém que conhecesse o meu povo em especial."

...Exceto as Olhos do Anoitecer, mas... ainda assim foram vagas -- se por proteção ou apenas respeito à então pouca idade de Kyjal, jamais tivera como saber.
Bom, só restava resgatar a primeira coisa que lembrava. O dia do incêndio em Calimporto. Se seria uma memória útil ou não, não custaria muito testar.

[Kyjal] -"...Minha memória mais antiga me põe em Calimporto, perto de 16 anos atrás, num navio que supostamente veio do leste. Não sei o que transportavam, de onde viam ou para onde foram. ....Nem as razões do incêndio que o acometeu. E os poucos de minha raça que vi por lá, nunca os reencontrei depois aquela noite."
Última edição por Feral em 24 Ago 2013, 19:12, editado 1 vez no total.

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Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#81 » 27 Ago 2013, 17:23

Esperando que Coran pudesse ter informações que os ajudaria em sua tarefa, Evans escuta atento e esperançoso por algum comentário que os ajudasse e fosse a favor de sua ordem.

[Coran] Ah, o Senhor dos Mortos é respeitado na cidade. Não tem lá muitos fãs, sabe, mas a nobreza e os camponeses sempre respeitam os padres de lá. O santuário é próximo da grande arena de combate. Fácil de achar.

A resposta não poderia ser melhor, apesar dos pesares, foi uma resposta positiva. Além de muito útil, agora sabia onde começar a procurar. Não teriam problemas em achar o templo.

[Evans] Agradeço a informação, nos ajudará muito.

Permanece calado ouvindo as histórias dos outros, procurando entender melhor cada uma das singulares criaturas ali. Vez em quando se lembrando de prestar atenção aos arredores e manter vigília sob a luz de Selûne.
Última edição por Rodwolf em 27 Ago 2013, 17:23, editado 1 vez no total.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#82 » 03 Set 2013, 09:13

Meia-Noite segue para o navio junto com a capitã. Partiria em breve a bordo de uma carruagem rumo à capital, na tentativa de interceptar os outros tripulantes do Licorne, mas antes, havia algo a ser feito.

Conforme prometido, enviaria aos irmãos uma carta agora que aportara (na verdade havia aportado antes, mas em Porto Kathla não havia tido a possibilidade de nada mais além do necessário).


"Clara, Erik, Jhona. Como estão?

Estou em Llewelyn, nas ilhas Moonshae. É um juntado de ilhas afastadas da costa. Não sei quando essa carta vai chegar exatamente, mas faz quase três dezenas desde que saí de Águas Profundas. Está tudo bem comigo e com a tripulação do Licorne. Conheci melhor todos, é um grupo muito bom, muito íntegro, como o pai falava. Especialmente a Capitã. E ela tem um gancho de direita que é inacreditável, hehe.
Estou conseguindo juntar dinheiro. Queria mandar algum, mas como essa carta não vai ser entregue direto ao senhor Beren, não é bom arriscar. Mas tenho certeza que vocês vão ficar bem. Vocês são espertos e trabalham bem. Se precisarem de algo, respondam a carta ao senhor Beren, que eu me acerto com ele quando voltar à Águas Profundas, está bem?
Se cuidem. Que Lathander os proteja e abençoe. Amanhã haverá uma nova alvorada.

Amo vocês.

Marvin."



Chegando ao navio, corre ao alojamento e abre o baú com seus pertences. Suas peças de ouro estavam lá, bem como o resto de suas (poucas) coisas. Pega uma algibeira velha, e nela coloca quinze peças de ouro.


"Olá, senhor Beren. Como vão as coisas? Espero que os negócios tenham melhorado.

Estou escrevendo de Llewellyn, e confio novamente ao senhor uma carta aos meus irmãos em Estrela Vespertina. Mando junto uma algibeira com 15 peças de ouro para meus irmãos. Por gentileza, pegue o necessário para pagar o envio da carta, e pode pegar uma peça de ouro extra para o senhor, pela amizade. Entregue duas peças de ouro ao marinheiro que lhe repassar a carta, está bem (três se o embrulho não tiver sido aberto, como um extra)?
Agradeço por poder contar com o senhor para este envio. Não sei o que faria sem sua ajuda, velho amigo.

Abraços,
Meia-Noite."



Entrega as duas cartas e a algibeira ao tripulante do navio que seguiria para Águas Profundas, instruindo o mesmo a procurar o senhor Beren no porto, e dando uma dica de que poderia haver um bônus pela honestidade. Seu antigo patrão e amigo sabia exatamente o que fazer para as correspondências de Meia-Noite chegarem ao seu destino, e Meia-Noite sabia que podia contar com ele.

Seus pertences juntados em um saco de viagens e seu papagaio no ombro, o marinheiro do Licorne aguarda então a hora de partir com a carruagem.

"Encontrar um mágico capaz de conjurar o encantamento de Envio de Mensagens." Heh.

Seria uma longa viagem.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#83 » 17 Set 2013, 13:37

A carta estava enviada. A capitã ficou no barco para cuidar de tudo e aguardar o retorno dos tripulantes. Ela não demonstrou nada, mas Meia-Noite sentiu que a possibilidade de perder Leon como marujo a afetou de alguma forma.

Seja como for, ele tinha uma missão. Após um encontro com o estranho Dungo, ele seguiu com uma carruagem com um cocheiro, um elfo da lua que não falava. Meia-Noite gostou de observar a paisagem e, coberto pela carruagem, acabou não atraindo os olhos hostis dos locais.

Mais lenta que um cavalo a pique, a carruagem era muito confortável. Um outro humano estava lá. De poucas palavras, ele era bem vestido, e tinha um anel de sinete com o símbolo do que parecia ser uma poção -- ou uma cerveja numa garrafa estranha.

--------------

Os quatro conversaram por mais uma hora. Kyjal acabara sabendo mais dos costumes da sua raça -- pelo menos, de um ou outro bando. Evans ficou sabendo o nome de um dos sacerdotes que procurava: Eurid Sphaerideion. Tudo estava correndo bem. Coran e Piccola iriam revezar a guarda, já que precisam apenas entrar em transe por 4 horas. Os companheiros notaram que os dois elfos conversaram por ainda mais tempo antes de pegarem no sono, e a pequena parecia cada vez mais encantada.

Ao primeiro sinal de claridade, tanto Evans (com sua rotina clerical) e Kyjal (com seus instintos selvagens) despertam. Enquanto o padre fazia sua prece matinal, Kyjal fica sabendo que Piccola envergonhadamente decidiu ir com Coran para a cidade próxima, conhecer Haer`Dalis e o resto da trupe de teatro. Algo repentino, mas a felina percebeu a mudança na Avariel desde a passagem por Porto Katla, quando a capitão quase assassinou Martell a sangue-frio. De repente, as aventuras no Licorne ficaram sérias demais. Dava para sentir que ela já estava procurando uma fuga -- e quem sabe se o que ela disse à capitã no dia anterior, logo antes da saída do Licorne, não tenha sido um sinal?

Coran prometeu "devolver" a pequena a tempo de encontrá-los de volta em Llewellyn. Com isso, Evans e Kyjal teriam de levar Mar (ou Susan) para a capital. Numa breve despedida, eles partem.

---------------

Pouco mais de uma hora depois, em torno das 8 horas da manhã, uma carruagem desvia por pouco dos dois companheiros e seus três cavalos. O cocheiro, um elfo desgrenhado, parece ter entrado em transe no momento errado. A súbita guinada desperta Meia-Noite, que olha pela janela para ver Evans e Kyjal cavalgando, com um cavalo sem cavaleiro. O tempo viajando de noite o ajudou a alcança-los, mas onde estaria Piccola?

-----------------

[OFF]:

Grivu, espaço para RP co moço da carruagem, se quiser.

Agora que temos a tag dice, sempre que vocês quiserem fazer um teste, coloquem em OFF a dita perícia/etc (com os bônus das fichas de vocês) que quiserem fazer, e eu vou adicionar depois os bônus situacionais e os resultados. No caso de ataques, rolem o ataque (mesma coisa, com os bônus incluídos, mas sempre discriminem eles) e o dano junto. O resto das rolagens eu faço por aqui mesmo.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#84 » 18 Set 2013, 12:06

Meia-Noite aproveita a viagem para relaxar os músculos e divagar a mente, algo que pouco podia fazer a bordo do Licorne. A viagem progredia lentamente, mas a perspectiva de prosseguir noite adentro era o que faria Meia-Noite alcançar seus companheiros.

Meia-Noite cumprimenta o outro passageiro da carruagem. Após algumas horas de viagem, e com o tédio tomando conta de sua cabeça, ele se apresenta ao homem e tenta iniciar uma conversa com o mesmo sobre o destino de cada um, família, anedotas e outras amenidades.

Estende a conversa também ao cocheiro, na tentativa de criar um ambiente mais agradável na carruagem. Pergunta a este último sobre a capital, tentando extrair alguma informação que o ajude em sua missão.

-----------------

Acordando abruptamente com uma guinada da carroça, Meia-Noite coloca a cara para fora da carruagem ainda com cara de sono. Ao ver Evans e Kyjal, volta pra dentro:

[Meia-Noite] - Opa, opa, para a carroça aí, amigo, um instantinho por favor! - Salta então da carruagem. - Ah, finalmente alcancei vocês! Ué, cadê a Piccola?

Meia-Noite aguarda resposta dos amigos, ainda com cara de sono.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#85 » 18 Set 2013, 15:15

Se havia algum consolo na situação, ao menos podia ouvir um pouco sobre costume de outros bandos do povo felino; curioso como tantos deles eram tribais e quase intocados, enquanto outros eram mais aventurados e em maior contato com outros povos; mas ainda assim, Kyjal ainda se via completamente alheia àquilo tudo, nada lhe sendo ao menos brevemente familiar.

Se aquela conversa satisfazia sua sede por conhecimento aleatório, não chegava nem perto de saciar sua curiosidade sobre sua própria origem.

Enrolando-se a um canto em um sono profundo e seguramente vigiado, Kyjal descansa para um novo dia de viagem. Quem sabe o que viria pela frente...

...E as novidades começaram ao acordar. Bem... não exatamente novidades; já estava bem claro que a "vida de aventuras" que Piccola havia imaginado não era nem de perto parecida com a dura e fria realidade com a qual vinha se deparando. Para Piccola resistir àquele meio, ela precisaria de estômago para resistir a tudo aquilo, ou de muita esperança para se manter firme e trazer alguma alegria à jornada.

E pelo visto era não conseguira nenhum dos dois. Não naquele momento, não naquela jornada.

As memórias dos confrontos e momentos tensos, e de como isso influenciou as atitudes de Piccola pelos dias seguintes... Isso apontava cada vez mais fortemente pra uma consequência... na qual Kyjal preferia não pensar no momento.

Despede-se brevemente da barda e do ladino, e então segue seu caminho junto com o clérigo.

----------------------------------

[Kyjal] - ....Hey, HEY, HEY HEEEEY!!! - A felina grita, esquecendo até de disfarçar a voz. - Mas o que RAIOS ess... Ah, ei! Bom dia aí, grandão!

Aliviando um pouco a respiração - e os pêlos da cauda - depois do susto, a felina vê Meia-Noite sair da carruagem.

[Meia-Noite] - Ah, finalmente alcancei vocês! Ué, cadê a Piccola?

[Kyjal] - Uhm... Você acreditaria se eu dissesse que um herói lendário que ajudou a salvar o mundo que conhecemos veio aqui e convidou ela pra ver uma trupe de teatro numa cidade vizinha, e vai encontrar com a gente denovo na capital?

...Colocando deste modo e com essa franqueza toda, talvez nem a própria Kyjal acreditasse na história.

Mas fazer o quê, né?

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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#86 » 25 Set 2013, 16:17

Toda a conversa e interação daquela noite tinham rendido, agora Evans tinha não só onde procurar, agora também sabia o nome de um dos sacerdotes de sua ordem que deveria achar e entregar a mensagem de seu templo do Senhor da Morte, enviada pelo seu mentor através dele.

Seria um novo dia. Mais um dia de estrada até a Capital, e finalmente, se tudo corresse bem, não teriam dificuldades em encontrar o irmão Eurid Sphaerideion.

Todos já estavam acordados, o clérigo tinha feito sua rotina matinal de orações e agora ficara sabendo que a pequena elfa decidira acompanhar o herói ladino Coran até uma cidade vizinha a fim de conhecer o resto da trupe teatral, e que se reuniriam novamente em Llewellyn. Evans compreendia a decisão da pequenina e achava que seria bom, dado os últimos eventos em que a elfa havia presenciado e participado. Após despedidas e advertências do padre sobre a segurança de Piccola e a preocupação da Capitã, eles pegam estrada. Kyjal e Evans.


Conduzindo Mar, Evans e Alaron iam seguindo ao lado de Kyjal e Alagos, foi então que de uma carruagem uma voz grave e conhecida surgiu.

[Meia-Noite] - Opa, opa, para a carroça aí, amigo, um instantinho por favor! - Salta então da carruagem. - Ah, finalmente alcancei vocês! Ué, cadê a Piccola?


[Kyjal] - Uhm... Você acreditaria se eu dissesse que um herói lendário que ajudou a salvar o mundo que conhecemos veio aqui e convidou ela pra ver uma trupe de teatro numa cidade vizinha, e vai encontrar com a gente denovo na capital?

[Evans] Hail, Meia-Noite. Pois é, Coran nos prometeu que nos encontrariam em Llewellyn a tempo de partimos. E Leon e a Capitã? Imagino que não estão aí com você.

Observava e esperava resposta do grandão. Se estivesse sozinho e Mar agüentasse seu peso, poderiam voltar a ser três cavaleiros à caminho de Caer Callidyrr.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#87 » 26 Set 2013, 12:03

O queixo de Meia-Noite cai um pouco, incrédulo.

[Meia-Noite]Uh... Olha, o Meia-Noite não vai nem se meter. Tomara que vocês tenham certeza de quem esse cara era realmente, senão vão ter que se explicar muito pra Capitã. E não, nem ela e Leon estão aqui: a Capitã ficou cuidando do barco, e Leon tem um... assunto pessoal urgente pra resolver na Capital, e já foi na frente de barco. Esse cavalo aqui tá sem dono então?

Meia-Noite avalia Mar de cima a baixo, tentando julgar se a montaria seria adequada para ele. Por fim, dá de ombros e se iça para cima do cavalo. Montado, aproxima-se do cocheiro:

[Meia-Noite]Daqui em diante o Meia-Noite vai seguir a cavalo. Obrigado pelo transporte, amigo. E boa viagem pra você! – Ele diz ao outro ocupante da carruagem.

Segue então com seus amigos em direção à capital.


----------
[OFF] Stephan, como estamos fazendo pra cavalgar sem treinamento? Tá exigindo alguma rolagem? E claro, estou supondo que Mar aguente Meia-Noite e postei dessa forma pra adiantar. Se não for o caso, avisa que eu edito.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#88 » 27 Set 2013, 13:22

Assim que Meia-Noite começa a agradecer o cocheiro, a carruagem sai em disparada. O trajeto já estava pago e não haveria reembolso por saídas antes, mas o trabalho do gigante permitia estes gastos sem problemas. A mão do passageiro com quem conversara surge, com um lenço vermelho, dando-lhe adeus.

O estranho cavalo, que aguardava a resolução da conversa sentado, se prepara para receber Meia-Noite como cavaleiro. Susan/Mar então parte em disparada, por pouco não derrubando o marinheiro, e influenciando Alagos e Alaron a também acelerarem. Tanto Kyjal quanto Evans conseguem manter o controle dos cavalos, mas Mar/Susan decide que era hora de uma disparada, e nada o fazia parar. Quem sabe em algum tempo ele não se cansaria.

Cerca de meia hora depois, Meia-Noite nota o cansaço de seu cavalo, e com um leve balançar das rédeas, o faz desacelerar para um trote, e então uma caminhada. Finalmente ele poderia conversar direito com seus companheiros.

-----------------

O outro passageiro mostra-se pomposo. Com uma voz esganiçada, ele se apresenta como um importante membro da nobreza das Ilhas Moonshae. Pelo que dizia, uma maldição de Beshaba estava obrigando-o a lidar com problemas em seu grupo de associados (cujo símbolo estava estampado no seu anel). O estilo comum e mais simples que Meia-Noite trazia consigo não parecia incomodá-lo.

[OFF]: Mais espaço para RP tanto entre vocês quanto entre MN e o passageiro. Façam quanto RP quiserem. Irei pra Floripa durante essa semana.

Rona, TÁ QUASE.
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#89 » 30 Set 2013, 15:21

[Meia-Noite] - Ei, ei, ei, EEEEEEI! GROSSO! SEM`DUCAÇÃO! - E completa, ao ver o lenço vermelho: - ATÉ MAIS, AMIGO, MEIA NOITE AGRADECE PELA COMPANHIA!

Após a saída abrupta e desrespeitosa do cocheiro, Meia-Noite volta até o cavalo e se iça pra cima dele.

[Meia-Noite] - Ei, ei, ei, EEEEEEI DE NOVO!

Apesar de viver em uma fazenda, Meia-Noite jamais aprendera a cavalgar. Tinha uma noção bem básica de como a coisa funcionava, mas nunca havia tentado. Agora esse não era mais o caso. Surpreso, o marinheiro quase cai, mas consegue se firmar sobre seu cavalo. Uma vez passado o susto, mais um grito irrompe de sua garganta:

[Meia-Noite] - WAAAAAAAAAAAAAH-HOOOOOOOOOOOOO! Vamos, seus molengas, conseguem acompanhar o Meia-Noite? IÁ!

Meia-Noite segue atiçando seu cavalo, aproveitando que o mesmo já queria entrar em disparada.

[Meia-Noite] - Esse cavalo é muito doido! Ou é égua? Nem olhei!


Continua então cavalgando, tentando manter sua montaria no curso mas deixando-a ir ate onde achasse que deveria.

-----------------

Meia-Noite criara uma rápida simpatia pelo seu companheiro de viagem. Ele era engraçado, cheio de pompa, e com problemas de sorte e azar. Após ouvir sua rápida história, Meia-Noite revela a ele que está indo à capital encontrar seus amigos e que precisa encontrar também um mágico para um “serviçinho a longo prazo”, sendo que nem sabia onde começar a procurar.

[Meia-Noite]Amigo, quer Tymora ajude a nós dois, hein? Hahaha!
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Re: Seven Seas Of Rhye - Capítulo 4

Mensagem#90 » 04 Out 2013, 19:51

[Meia-Noite] – Uh... Olha, o Meia-Noite não vai nem se meter. Tomara que vocês tenham certeza de quem esse cara era realmente, senão vão ter que se explicar muito pra Capitã. E não, nem ela e Leon estão aqui: a Capitã ficou cuidando do barco, e Leon tem um... assunto pessoal urgente pra resolver na Capital, e já foi na frente de barco. Esse cavalo aqui tá sem dono então?

A preocupação de Meia-Noite quanto a pequena elfa poderia ser a mesma de Evans, mas Kyjal e Piccola sabiam bem que era aquele elfo, e por algum motivo, o clérigo não sentia nenhum perigo no caminho da garota.

[Evans] Ela ficará bem, se houvessem dúvidas sobre ele ser quem diz que é, Piccola não teria ido.

O clérigo concluiu que talvez a Capitã já tratara de suas coisas, e imaginava que seria melhor que não se atrasassem por causa de sua missão clerical. Leon tinha partido com clara urgência, para tratar de um assunto pessoal na Capital, assunto esse que claramente queria resolver sozinho.

[Evans]Bem, talvez podemos encontrar Leon assim que eu tiver concluído minha missão com o irmão Eurid Sphaerideion. Não deverá levar muito tempo.

Quando a carroça sai em disparada, Evans faz um leve aceno e de repente Mar sai a frente, quase derruba o Gigante e, num reflexo, o clérigo e o felino acompanham o cavalo agitado que antes fora cavalgado por Piccola.

[Meia-Noite] - Esse cavalo é muito doido! Ou é égua? Nem olhei!

[Evans]Hahahaha, acho que ninguém olhou! Mas de qualquer forma, este, ou esta, é Mar. E ela, ou ele, tem uma tremenda personalidade!

Acompanhando o trote frenético e depois a trote desacelerado, o sacerdote alisa com tapas fracos o dorso de Alaron.
"I'm a Priest, not a Saint."

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