Liesel Memminger - PC

Conheça os personagens dos Jogadores. Poucos tiveram a oportunidade de conhecê-los tão de perto quanto vocês terão o prazer.

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ronassic
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Liesel Memminger - PC

Mensagem#1 » 20 Dez 2013, 15:23

Data: 28 de Eleasias (O Alto Verão – Agosto) de 1415 CV
Reino: Cormyr

Diários de Hans Memminger - Livro 42

Liesel Memminger é minha única filha, sempre foi uma criança curiosa e atenta a tudo que ocorria a sua volta, mas sua infância não foi como a da maioria das crianças, ela sempre foi muito inteligente, ensinei-a a ler quando tinha apenas 4 anos, ela adorava ler livros, aprendeu tudo muito depressa, quando adolescente sua maior diversão era ler 3 a 4 livros ao mesmo tempo num dia.

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Para Liesel, o mundo parecia melhor visto através das histórias, contei muitos de meus feitos para minha pequena Liesel, logo elas demonstrou querer ter a mesma liberdade que os homens tinham, as mulheres geralmente ficam trancadas dentro de casa, tomando conta do lar, enquanto o homem vai à caça, vai a luta, vai se aventurar, e isso a deixava fascinada, ao mesmo tempo receosa. Não era um medo verdadeiro, era apenas falta de costume, uma quebra de paradigma.

Sempre apoiei minha filha a tomar seu lugar nos negócios da família, ela teria que lidar com outras pessoas. Com o passar do tempo, logo se acostumou com a ideia e passou a estudar sobre as pessoas, seus comportamentos, leu muito sobre Liderança, encontrou livros sobre vários assuntos ligados a comportamento humano e inteligência emocional. E num deles encontrou uma história que achou muito interessante.

Ela falava de uma família, Gary e Mary Jane Chauncey, um casal inteiramente dedicado à filha Andrea, de onze anos, confinada numa cama por uma paralisia cerebral. A família Chauncey estava se mudando de carroça de Suzail para Marsember, era apenas meio dia de viagem, mas no meio do percurso, a roda da carroça quebrou e ela rolou e caiu num rio.

Pensando primeiro na filha, o casal fez o que pôde para salvar Andrea quando a água invadiu a carroça que estava pesada com todos seus pertences, de algum modo, eles conseguiram empurrá-la por uma janela para fora da carroça. E morreram afogados, quando afundaram com carroça e tudo. A pequena se salvou milagrosamente, boiou até parar perto do leito do rio e foi resgatada por viajantes que passaram por ali horas depois.

Nas muitas conversas que tivemos sobre essa história, Liesel comentou comigo o que ela analisou, ela notou que os pais de Andrea, não só tiveram um último ato heróico para assegurar a sobrevivência da filha, mas ela também captou um momento de coragem quase mítica deles. Sem dúvida, esses incidentes de sacrifício paterno pela prole se repetiram inúmeras vezes na história, e inúmeras vezes mais no curso maior da evolução de nossa espécie. Sem a coragem, se o medo reinasse, as pessoas não se intimidariam com nada, seria o caos completo, ter medo é também uma estratégia de defesa e cautela, o medo impede muitos atos e oprime as pessoas de cometer diversas decisões. É sentido difícil de se controlar, é preciso entrar em um estado de comunhão profunda para dominá-lo. Segundo ela, o Mal nasceu do Medo, e dele veio a preocupação, e quando você sabe ou acredita que sabe como algo ira te afetar e na sua consciência isso já está determinado, então sentimos medo.

Analisando friamente, Liesel acredita que esse auto-sacrifício paterno está a serviço do "sucesso reprodutivo" na transmissão do seu legado a futuras gerações. Mas após algum tempo ela percebeu que aquela decisão desesperada, num momento de crise, nada mais é do que as pessoas chamam de amor, o mesmo amor que sentimos por ela, e ela por nós. Sim, eu faria a mesma coisa por minha filha, me sacrificaria por ela, como sempre me sacrifiquei.

Num dos livros sobre Liderança, que ela leu, descobriu mais sobre a Teoria da Dominação e lá estava escrito que existem dois tipos de dominações na sociedade:

Dominação tradicional: exercido pelo Rei ou Patriarca. Dar-se pela crença na santidade de quem dá a ordem e de suas ordenações, como na manifestação da autoridade patriarcal onde o senhor ordena e os súditos obedecem. O ordenamento é fixado pela tradição e sua violação seria um afronto à legitimidade da autoridade. Os dominados são totalmente dependentes do senhor e ganham seus cargos seja por privilégios ou concessões feitas por ele, não há um estatuto e o senhor pode agir sem maiores limitações externas à sua vontade.

Dominação carismática: exercido pelo profeta, ou, no campo da política, pelo senhor de guerra eleito, pelo governante, o grande demagogo. Os dominados obedecem devido às qualidades excepcionais do dominador, as quais lhe conferem poder de mando. Um característica importante deste tipo de dominação é que a confiança dos dominados no carisma do líder é volúvel e esta forma de dominação tende para a via tradicional ou legal.

Mas ela mesma teceu uma terceira opção, a Dominação Mental, que força as pessoas a cumprir suas ordens não por crença ou pelo seu carisma, mas pela imposição da vontade do dominador sobre o dominado, pelo uso de algum tipo de poder mental superior que não envolve apenas o Carisma. Esta vertente tem sido seu objeto de estudo desde então.

A primeira coisa que ela aprendeu, foi a auto-dominação, técnica na qual ela toma as rédeas de sua própria psique, removendo qualquer tipo de vício, mania ou crença que a impedisse de ver o mundo como ele realmente é, para isso ela usou das seguintes ferramentas:

Bom-senso: É dar-se a oportunidade de direcionar a sua atenção para o ponto de maior importância. Tomar ciência das suas limitações e respeitá-las. Mas também, reconhecer que em certos momentos, você pode ir além e transcender a sua capacidade atual.

Discernimento: É a prática de assumir a responsabilidade pelo nosso corpo, mente e psique. É saber até onde eu posso ir e onde e quando devo parar. É perceber que na vida, você não tem nada a provar para ninguém, a não ser para si mesmo.

Respeitar-se: É acolher e viver cada dia como um dia diferente do anterior. Perceber que estamos em constante mudança e que nem sempre a prática ou a forma de realizar um objetivo será a mesma de ontem ou de amanhã. É dar espaço para ouvir, sentir e compreender. Espaço para estar presente. Respirando. Conectado. Consciente. Sabendo que só você sabe o que está fazendo bem ou não ao seu corpo e mente.

A dominação envolve Ética, e tentei ensinar esse conceito a ela, pois eu tenho certeza de que um dia ela será uma grande líder, e quando isso ocorrer, quero que ela faça as escolhas certas, que ela tenha equilíbrio em sua vida, nunca se aproveitando da vida das pessoas como se elas fosse meras ferramentas para ganho de prestígio e poder.

Ensinei a ela os conceitos da Ética, o conceito mais aceito é de um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta das pessoas na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. Agora resta a ela entender esses conceitos e usá-los da melhor maneira, eu não sou o melhor exemplo de Ética, nem sempre é possível tomar alguma ação que não prejudique alguém, mas tento fazer as coisas de uma forma que somente saia prejudicado as pessoas que são declaradamente perversas e malignas.

Hans Memminger, 28 de Tarsakh de 1415, Cômputo dos Vales.
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"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

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