Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Você sempre quis relatar as aventuras do seu grupo para que todos pudessem apreciá-las? Esse é seu espaço!

Moderadores: ronassic, Moderadores

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#1 » 22 Jun 2011, 13:03

Oi gente, vou relatar aqui alguns trechos da minha campanha vou suprimir alguns trechos propositalmente (afinal meus jogadores frequentam aqui), outros posso até deixar de citar por esquecimento, e outros por não achar necessário citar agora.

Recentemente na minha campanha de Dragonlance, o grupo alcançou o objetivo inicial da aventura, vou contar como foi. Eu previa que eles levariam pelo menos cinco sessões para alcançar esse objetivo, ledo engano. Provavelmente num futuro próximo eu contarei os acontecimentos anteriores a esta parte da campanha. Mas creio ser necessário passar o background do clérigo chamado Tyron:

Certa noite, Tyron O’Brien sonhou que estava numa planície aos pés de uma grande montanha, onde um antigo dragão prateado estava voando e um homem com o símbolo do deus Kiri-Jolith, lhe dizia:
“-Encontre-o”.

Quando se formou aos 18 anos como Sacerdote da igreja de Kiri, saiu do templo e vagou pelas terras à procura deste lugar e do Dragão Prateado.

Anos se passaram, ele se uniu a um grupo, formado pelo elfo Silvanesti chamado Lerenor, Míriel a elfa de Qualinost, uma irda conhecida como Tiffa e Edwin um elfo Dargonesti.


SEÇÃO 1 - Alice Goursand (Tiffa), Danielle Goursand (Míriel), Marcelo Paulino (Tyron), Rodrigo Tolentino (Edwin), Marcelo Gurgel (Lerenor). 26 de Março de 2011 (23:30 : 05:30)


07 de Agosto/Sirrion - Tarsis

Eles caminharam juntos por muitas terras, tentando encontrar essa montanha, em sua última tentativa, eles chegaram na cidade de Tarsis, é uma antiga cidade que tinha um porto muito próspero, isso há mais de 300 anos, antes do cataclisma, nessa época ela era conhecida com "Tarsis - A Bela".

Em busca de informações, Tiffa acabou criando uma confusão num jogo de cartas na taverna local, Mírel, sua amiga tentou defendê-la e foi atacada, acabaram parando todos na igreja local para serem julgados e os homens que jogavam cartas com Tiffa foram considerados culpados, tendo que ser obrigados a fazer serviços em prol da cidade. Nessa mesma noite, Tyron curou pessoas na igreja que padeciam de alguns males, o sacerdote local o agradeceu muito, confidenciou a ele que há muitos anos os deuses haviam abandonado os homens, e curas milagrosas não eram vistas há muito tempo naquela região. As pessoas ficaram muito gratas a Tyron, a maioria eram pessoas bem humildes que viviam na cidade baixa.

05:35 - 08 de Agosto/Sirrion - Tarsis

No dia seguinte, decidiram procurar mais informações na biblioteca local da cidade, e conseguiram descobriram um cântico:

Ouça o sábio enquanto sua canção escorre como lágrimas ou a chuva dos céus, e lava os anos e a poeira das muitas histórias. Há muitas eras, memórias e palavras passadas, nos primórdios do mundo, quando as três luas se ergueram do colo da floresta, dragões imensos e terríveis lutaram no mundo de Krynn.

Saída da escuridão dos dragões, graças aos nossos pedidos de luz, diante da face inexpressiva da lua negra que pairava no céu, uma luz nascente se acendeu em Solâmnia, um poderoso cavaleiro. Que invocou os verdadeiros deuses e os levou, a forjarem a potente Lança do Dragão, que atravessou a alma dos dragões e expulsou a sombra de suas asas das terras luzidias de Krynn.

Assim Huma, o Cavaleiro de Solâmnia, Portador da Luz, Primeiro Lanceiro, seguiu sua luz até o sopé das Montanhas Khalkistas, aos pés de pedra dos deuses, ao silêncio servil de seus templos. Ele invocou os Criadores da lança, ele tomou de seus poderes indescritíveis para esmagar o mal inominável, para arremessar a escuridão sinuosa de volta ao túnel da garganta do dragão.

Paladine, o Grande Deus do Bem, resplandeceu ao lado de Huma, fortalecendo a lança que ele carregava em seu braço direito, e Huma, radiante como mil luas, baniu aquele enxame de suas hostes aos gritos, e os mandou de volta para o reino insensível da morte, onde suas maldições foram lançadas sobre o vazio absoluto, muito distante da terra iluminada.

Assim terminou a Era dos Sonhos e começou a Era do Poder, quando Istar, reino da luz e da verdade, nasceu no leste, onde minaretes brancos e dourados se elevaram em direção ao sol e à sua glória, anunciando o fim do mal. E Istar, que tinha nutrido e embalado os longos verões do bem, brilhou como um meteoro no alvo céu dos justos.

E mesmo exposto à plenitude da luz do sol, o Rei-Sacerdote de Istar viu sombras: à noite ele viu que as árvores tinham adagas e os riachos escurecidos e engrossados sob a lua silenciosa. Ele procurou livros que falavam do caminho de Huma, códices, sinais e mágicas. Para que também ele fosse capaz de invocar os deuses, de pedir a ajuda deles em sua busca sagrada de purificar o mundo de seus pecados.

Depois veio uma época de trevas e de morte, quando os deuses deram as costas para o mundo. Uma montanha de fogo caiu como um cometa em Istar, a cidade se partiu como um esqueleto em chamas, montanhas se ergueram onde antes existiam vales fertéis, mares jorraram para dentro das montanhas, os desertos emitiram seu lamento no fundo dos mares abandonados. As estradas de Krynn foram destroçadas, e se transformaram no caminho dos mortos.

Assim começou a Era do Desespero. As estradas foram misturadas, os ventos e as tempestades de areia visitaram os escombros das cidades. As planícies e as montanhas tornaram-se nossos lares. Enquanto os antigos deuses perdiam seu poder, nós clamávamos aos céus vazios, cinzentos, frios e intransponíveis pela atenção de novos deuses. O céu está calmo, silencioso, inerte. Nós ainda esperamos a resposta deles.

O Cântico do Dragão




Ao ler isso, muita coisa ficou clara aos olhos deles, e não pensaram duas vezes, se prepararam para seguir para as Montanhas Khalkistas que ficava ao nordeste dali, há uns 20 dias de viagem, atravessando canyons e desertos.

Eles seguiram por alguns dias e chegaram no canyon, esse lugar era a morada de gigantes das colinas, eles logo foram atacados por uma dessas criaturas, usaram todas as forças para derrotá-la, pensaram ser o fim, mas conseguiram derrubá-lo finalmente. Eles resolveram acampar ali mesmo, e seguir pela manhã.

SEÇÃO 2 - Alice Goursand (Tiffa), Danielle Goursand (Míriel), Marcelo Paulino (Tyron), Rodrigo Tolentino (Edwin). Participação especial: Thiago Camargo (Rennot) - 16 de Abril de 2011 (23:00 : 05:00)

05:15 - 09 de Agosto/Sirrion - Planícies da Poeira

No dia seguinte seguiram pelo meio do canyon e no meio do caminho encontraram uma pequena caravana, que havia sido atacada há poucas horas por gigantes, haviam apenas dois sobreviventes, um moribundo e um rapaz, que parecia ser um nobre.

Tyron tentou salvá-lo, mas o homem estava muito mal, e o clérigo duvidava que pudesse ajudá-lo, o homem era um servo do rapaz que se chamava Rennot, e antes de morrer, o homem entregou uma chave à Tyron, e disse: - “Fique com isso e use quando precisar! Proteja-o!”. Ele ficou com a chave, mas ficou sem entender porque o homem o escolheu e não Rennot, também não entendeu pra que serviria a chave. Ele ficou se perguntando se o homem, em seu leito de morte, tenha confundindo-o com o jovem nobre.

Rennot era realmente um nobre, notava-se que ele provavelmente nunca havia saído dos portões de seu castelo, ele estava em busca de uma esposa para se casar, e levava consigo sua herança mais valiosa numa pequena caixa, pela qualidade da caixa, provavelmente havia algo realmente de grande valor ali dentro, o mais interessante é que nem mesmo Rennot fazia ideia do que seria. Tyron colocou duas moedas sobre os olhos do morto e fez um sinal com as mãos e beijou um seu símbolo sagrado. Rennot ainda abalado, agradeceu-o e pensou em pedir que fosse feito um funeral, mas eles corriam perigo demais permanecendo ali então seguiram todos juntos.

Após algumas horas, eles finalmente saíram do canyon e ao passarem por um pequeno lago, era possível notar uma bela queda d’água que o alimentava, Edwin pediu a todos que enchessem seus cantis, pois eles iriam entrar num deserto.

Tiffa decidiu tomar um banho no lago, Edwin e Rennot ficaram admirados com a beleza da jovem irda, até então não tinham notado como ela era linda, ainda mais com tão poucas roupas. Tiffa nadava despreocupadamente quando notou algum vulto estranho passando por detrás da queda d’água. Ela contou o que viu para sua amiga Míriel, uma elfa igualmente bela, preocupada ela logo avisou a todos, decidiram seguir em frente para evitar problemas.

Em poucos minutos já estavam prontos e seguiram, o tempo estava aberto, a céu estava azul como nunca, eles podiam sentir um calor cada vez maior os assolando, isso após menos de uma hora de viagem, foi quando perceberam uma criatura alada voando muito acima deles. Edwin, notou que não se tratava de uma ave, pois ela parecia ter comido outra ave bem menor em pleno voo. Ele tinha um olhar de fascínio e misturado com temor, ele conhecia um pouco sobre dragões e acreditava que seria possível que aquela criatura fosse um dragão azul.

Ele comunicou ao grupo, e disse que se fossem atacados em campo aberto, seria um ataque fatal, todos ficaram muito preocupados, Edwin sabia que Dragões Azuis vivem em desertos, geralmente dominando um ou mais oásis dentro da área que considera seu território. Eles ficaram um tanto desesperados quando notaram que a criatura parecia estar fazendo curvas descendentes, cada vez mais rapidamente, cada vez mais perto.

Tyron chegou até o jovem Rennot e perguntou se ele sabia para que servia aquela chave, receoso ele disse que provavelmente essa era a chave do pequeno baú que trazia consigo, eles o convenceram a abri-lo, e lá dentro havia um colar que parecia ter uma tênue luz própria, Edwin estava atento e sabia que o colar era mágico, e provavelmente muito poderoso. Ele pediu para tentar usá-lo, Rennot permitiu, mas Edwin não obteve sucesso, pelas lendas, ele acreditava que aquele item tinha o poder para transportá-los para qualquer lugar.

Nesse momento já era possível ter certeza de que realmente se tratava de um dragão azul, pois estava agora há poucos metros de altura.

Tyron pegou o amuleto, colocou-o e tentou usá-lo, ele não pensou duas vezes, lembrou-se de seu sonho e deu o comando para transportá-los para a grande montanha onde viu o dragão prateado.

Nesse mesmo tempo, eles ouviram um som alto como de um grande trovão, eles sabiam que se tratavam dos raios saindo da boca do dragão azul indo na direção deles, mas não conseguiram ver, pois estavam desorientados, por alguns instantes eles piscaram e desapareceram. O poderoso raio atingiu o chão transformando parte da areia num longo tubo vítreo.

Num instante estavam no deserto, e no outro começaram a sentir muito frio, tinham certeza de que estavam em outro lugar, suas mentes começaram a desanuviar, notaram o chão húmido, havia neve sob seus pés, o vento castigava a pele, estavam realmente e, outro lugar, estavam próximo do sopé de uma grande montanha, a visão lá de cima era ampla.

Ainda atordoados, e sem entender o que havia acontecido, Tiffa notou um ser alado vindo na direção deles, dessa vez muito maior e com um brilho metálico, um leve cheiro de chuva o acompanhava. Ela apontou na direção com a mão meio trêmula, Edwin viu e suas faculdades mentais trabalharam rápido, ele logo identificou como sendo um dragão de prata muito antigo, e ele sabia que eles eram bondosos, mas a visão daquele ser era ameaçadora demais e ele sabia que precisavam ser cuidadosos, ele olhos para os outros e apenas fez um sinal para que ficassem calmos e parados.

Mesmo antes do dragão pousar perto deles, num rasante incrivelmente rápido, todos estavam tremendo, não se sabe se de frio ou de medo.

Agora de perto, ali parado olhando para eles, aquele ser majestoso e altivo parecia uma estátua gigantesca esculpida em metal puro e brilhante, seus olhos pareciam grandes orbes de mercúrio. Edwin sabia que era os dragões de prata preferem covis aéreos em montanhas e picos afastados ou entre as próprias nuvens, mas não podia imaginar que encontraria de perto um dragão tão fabuloso quanto aquele. Após anos de estudo, ele estava de frente para uma das criaturas mais temidas e respeitadas em toda Krynn.

O Dragão então falou, com uma voz que fez tremer a montanha:
“O que fazem em meu território?”
Relâmpagos piscaram ao longe, um trovão soou alguns segundos depois.

Estranhamente Tyron estava aliviado e feliz, era um dos únicos que não estava totalmente atemorizado, então com todo cuidado começou a falar:

“Meu nome é Tyron, viemos aqui para encontrá-lo, eu tive um sonho há anos atrás, com este exato momento, eu vi essas montanhas e vi um grande dragão de prata voando, nesse sonho um homem se dirigiu a mim e me ordenou que eu encontrasse esse dragão, e aqui estamos. Agora eu pergunto: É você este dragão? Se sim, o que quer de nós?”.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
Omiaranho
Mensagens: 77
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5

Mensagem#2 » 22 Jun 2011, 14:11

O nome do rapaz era Rennot, ou Renault, ou Renaux, o importante é pronunciá-lo assim: renô. ;-)

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5

Mensagem#3 » 22 Jun 2011, 15:10

Imagem

Obrigado por me lembrar amigo!

Era não, é Rennot. Ele não morreu, ainda não.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
DragonSun
Mensagens: 466
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5

Mensagem#4 » 22 Jun 2011, 18:46

Gostei de ver. Dragão bom é o respeitado! Mantendo a moral.

:cthulhu:

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#5 » 24 Jun 2011, 02:54

Adicionei mais informações, mas os próximos relatos serão em posts separados. Inclui informações de datas, nomes de jogadores e mais dados sobre o primeiro dia da sessão, nada impede que eu atualize as postagens futuramente conforme for lembrando mais detalhes, avisarei quando o fizer e o que eu atualizei. Agora mesmo lembrei de mais acontecimentos, mas tô com muito sono pra escrever. :what:
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
Own_mystical
Mensagens: 448

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#6 » 27 Jun 2011, 17:36

Aê Rona, maneiro o formato.
Teve mais sessões?
E CARA (!!!) é o Allef!!! (Rodrigo Tolentino (Edwin))??? :shock:

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#7 » 27 Jun 2011, 18:21

SEÇÃO 3 - Alice Goursand (Tiffa), Danielle Goursand (Míriel), Marcelo Paulino (Tyron), Rodrigo Tolentino (Edwin), Thiago Marques Moraes (Celeborn), Rodrigo Lacerda (Coubain), Marcelo Gurgel (Lerenor). - 28 de Maio de 2011 (00:00 a 05:30)

16:33 - 09 de Agosto/Sirrion - Tarsis

Enquanto Tyron falava, o dragão ouvia atentamente, sondando cada rosto ali presente, cada gesto, para saber a intenção daquelas pessoas, que apareceram repentinamente em suas terras. Aesthyrondalaurai é uma antiga dragão fêmea, ela estava bastante alerta naquele dia, pois seus sentidos aguçados fizeram-na acreditar que havia alguma ameaça por perto, com a presença daquelas pessoas ali, suas suspeitas estavam concretizadas. Ela é conhecida em várias partes como uma mestra da sabedoria e da cura, Aesthyrondalaurai compartilha seus insights com aqueles que podem encontrá-la. E ao ouvir o que Tyron disse, ela não só confiou em suas palavras, como acreditou que suas preces à Paladine foram ouvidas.

Então ela respondeu: “Eu me chamo Aesthyrondalaurai, mas podem me chamar de Aesthyr, e a vinda de vocês aqui só confirma que os deuses da luz não nos abandonaram. Vejo que provavelmente se teleportaram para cá, pois nenhum camelo aguentaria atravessar uma região como essas, pergunto se querem que eu resolva esse problema para vocês, a após isto podemos conversar."

Tyron olhou para seus amigos, e eles rapidamente consentiram, quase sem tirar os olhos do grande dragão, Tyron então aceitou a ajuda e ela rapidamente bateu as asas e pegou cada um dos camelos com suas poderosas patas e seguiu em uma direção, após poucos minutos estava de volta, sem eles. E então disse:

“Onde paramos? Há sim, vou contar-lhes rapidamente uma história. Há alguns anos atrás, uma coisa terrível aconteceu, todos os ovos dos dragões benignos foram roubados, a deusa chamada Takhisis foi quem ordenou que os dragões cromáticos roubassem a cria de todos os dragões metálicos. E minha filha Nimbus foi levada. Takhisis prometeu devolver todos os ovos, mas com a imposição de não nos intrometermos na guerra que estava por vir. Temo que ela esteja mentindo, temo que ela esteja buscando uma forma de corromper nossos filhos e usá-los em sua guerra, e é por isso que peço que me ajude, e resgate minha filha, e se possível todos os ovos. Estou impedida de agir diretamente, mas nada me impede de dar-lhes instruções e prometer que lhes darei o que pedirem, muita coisa está em jogo, o modo de vida como sua raça está acostumada a viver está sobre ameaça. Se prometerem ajudar e salvarem minha filha, inclusive após isto, eu permitirei que minha filha se torne companheira de vocês e os apoie e sua jornada o tempo que for necessário. Antes de responder, lembrem-se, uma guerra está por vir, e irá afetar toda Krynn. Não haverá lugar para se esconder. Takhisis tem olhos em todas as partes.”

Tyron ouviu isso, e ficou bastante preocupado, todos na verdade ficaram preocupados, ele olhou para seus amigos, e vendo suas expressões de aprovação respondeu:

“Nós aceitamos, essa é uma missão nobre, viemos aqui sabendo que uma grande responsabilidade cairia sobre nossas costas, estamos dispostos a ir nessa empreitada, mas precisamos saber o que iremos enfrentar, e se temos condições para seguir adiante com o equipamento que temos.”

Ela sondou-os novamente, sem que notassem, apenas vendo suas expressões ela pode tirar algumas conclusões, ela poderia tentar ouvi suas batidas de coração e notar se estavam ansiosos demais, temerosos, preocupados ou mesmo quase morrendo de tanto frio, se não fossem os ventos não estaria tão frio, controla-los não era necessário, pois logo ela pretendia chama-los para sua caverna e explicar os pormenores da missão. Aesthyr notou que um deles ficou bastante contente com o assunto que Tyron levantou, mas a Irda não parecia ter uma expressão de ganância, apenas de alívio, pois parecia estar muito temerosa em partir numa missão suicida. Aesthyr sabia que Tyron tinha razão, então respondeu:

“Eu posso ajudá-los nisso, nada me impede que eu lhes dê presentes, não é mesmo? Creio que sei exatamente o que cada um gostaria ou mesmo precisaria ter nessa missão.”

Aesthyr mantinha consigo uma sacola muito especial, ela mantinha todo seu tesouro num espaço extradimensional, que era conectado por apenas dois lugares, sua toca e sua sacola mágica, ela mesma criou esta sacola mágica que ficava guardada entre suas antigas escamas.
Com a ponta de sua garra, ela tirou um equipamento e entregou a Tyron, e assim fez com os outros, todos receberam itens mágicos, e ela explicou rapidamente suas funções, eles ficaram mais animados, mas ainda estavam com muito frio, então Aesthyr disse:

“Perdoem a minha indelicadeza, eu esqueço que vocês sentem muito frio facilmente, convido-os a conhecer o meu lar, vou explicar tudo a vocês em um lugar mais apropriado. Fica logo a...”

Subitamente ela olhou para o alto e mal teve tempo de apontar a direção de sua caverna. Ela avisou um dragão vermelho descendo rapidamente por detrás das nuvens em sua direção, Aesthyr gritou: “Fujam para minha caverna!”

---- FALTA ESCREVER AINDA MUITA COISA DESTA SESSÃO ----

Olá Own_mystical, Allef é muito reservado, mas é ele sim. Ele quase que mestra no meu lugar quando estamos jogando, é muito divertido.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
DragonSun
Mensagens: 466
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#8 » 29 Jun 2011, 17:28

É cara, Bom “confronto” hein?

“Enquanto Tyron falava, o dragão ouvia atentamente, sondando cada rosto ali presente, cada gesto,”

Aqui já dá para sacar a malandragem desta velha Dragoa. E o medo que o grupo deve ter ficado. Poucas coisas nos deixam mais impotentes em uma mesa d ejogo do que um embate destes. E a situação de tensão é de lascar.
Boa a amarração com suas crenças em “Paladine” . O tiro certeiro para que ela não devorasse geral.

“Camelos com suas poderosas patas e seguiu em uma direção, após poucos minutos estava de volta, sem eles”

Nhac.
O grupo não ficou mais horrorizado?

“mas a Irda não parecia ter uma expressão de ganância, apenas de alívio,”

Para você ver o que essa raça alada e poderosa provoca.

“todos receberam itens mágicos, e ela explicou rapidamente suas funções”

Cara, que saudade da Caverna do Dragão....

“Subitamente ela olhou para o alto e mal teve tempo de apontar a direção de sua caverna. Ela avisou um dragão vermelho descendo rapidamente por detrás das nuvens em sua direção, Aesthyr gritou: “Fujam para minha caverna!””

Rapaz... digno da barbicha do Galdalf mandando nego correr....

E AGORA DragonJosé? :shock:

Um embate destes? Traga o resultado e tirem os personagens da sala. É papo sério.

martivir thurirl

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#9 » 29 Jun 2011, 18:07

CONTINUANDO...

17:20 - 09 de Agosto/Sirrion - Tarsis

Ao olharem de relance para o alto, o sangue em seus corpos se congelou, aquela besta alada tinha o olhar da morte, uma malignidade demoníaca pairava sobre ela, mas alguma força interna fez com que aquelas pessoas saíssem daquela paralisia, porém ao tentar correr, seus pés chafurdaram na neve, foi quando Tyron gritou:

“A caverna é por ali! Pulem e deslizem na neve! Rolem se for preciso, mas precisamos fugir!”

Eles pularam, mas Rennot ficou para trás, ele estava paralisado de medo. O dragão vermelho desceu como um cometa em direção a Aesthyr, ela tentou conter seu ataque num abraço feroz, mas não conseguiu e foi possível ouvir o som de seu couro sendo rasgado. Ela caiu pesadamente na neve, soterrando Rennot, ela praguejou algo dracônico: “Maldito seja Durtaxsteingakila!”.

Aesthyr era quase do mesmo tamanho que Durtax, mas este dragão vermelho era duas vezes mais antigo que Aesthyr e duas vezes mais poderoso, mas Aesthyr estava preparada para esse dia. Alguns sábios dizem que Aesthyr nasceu 100 anos antes do Cataclisma, ela já era adulta quando o cometa caiu sobre Istar, obrigando-a a migrar para as Montanhas Khakistas.

Nesse momento, ele olhou em direção ao grupo, que já estava descendo desesperadamente em direção à entrada da caverna de Aesthyr. O medo estampado em seus olhos era algo que alimentava ainda mais o prazer que Durtax sentia. Ele deu uma última olhada para o corpo inerte da dragoa e alçou voo na direção deles, foi quando sentiu sua calda ser agarrada e puxada com grande força, era Aesthyr, que ainda estava bem viva.

-------------------------

Vou tentar postar algo todo dia, para que logo chegue na parte atual da campanha.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#10 » 29 Jun 2011, 18:33

DragonSun escreveu:É cara, Bom “confronto” hein?

Foi bacana, muitas vezes coloco situações assim, nem sempre as lutas são deles. Na ùltima sessão não teve combate algum (costumo colocar sempre 1 ou 2) e foi ótimo, um dos jogadores chegou ao exagero de dizer que foi a melhor sessão que ele jogou em todos os tempos, mas sei que era só uma provocação com outros jogadores que gostam mais de porradaria.
DragonSun escreveu:
“Enquanto Tyron falava, o dragão ouvia atentamente, sondando cada rosto ali presente, cada gesto,”

Aqui já dá para sacar a malandragem desta velha Dragoa. E o medo que o grupo deve ter ficado. Poucas coisas nos deixam mais impotentes em uma mesa de jogo do que um embate destes. E a situação de tensão é de lascar.
Boa a amarração com suas crenças em “Paladine” . O tiro certeiro para que ela não devorasse geral.


Ela meio que estava com fome sim, então se eles fizessem merda, quem sabe? Ela estava inclusive caçando e dando uma patrulhada naquele momento que eles chegaram.

DragonSun escreveu:
“Camelos com suas poderosas patas e seguiu em uma direção, após poucos minutos estava de volta, sem eles”

Nhac.
O grupo não ficou mais horrorizado?

Eles perceberam que realmente não veriam mais os camelos e não comentaram nada, pois o medo os impediu, não foi preciso nem rolar presença aterradora, eles interpretaram direitinho.

DragonSun escreveu:
“mas a Irda não parecia ter uma expressão de ganância, apenas de alívio,”

Para você ver o que essa raça alada e poderosa provoca.

Nessa hora o mais sábio é nem respirar. :)
DragonSun escreveu:
“todos receberam itens mágicos, e ela explicou rapidamente suas funções”

Cara, que saudade da Caverna do Dragão....

Eu curto muito, e esse momento Caverna do Dragão quase sempre existe nas minhas campanhas, só em Ravenloft que isso não rolou, pois não acho que seja válido.
DragonSun escreveu:
“Subitamente ela olhou para o alto e mal teve tempo de apontar a direção de sua caverna. Ela avisou um dragão vermelho descendo rapidamente por detrás das nuvens em sua direção, Aesthyr gritou: “Fujam para minha caverna!””

Rapaz... digno da barbicha do Galdalf mandando nego correr....

E AGORA DragonJosé? :shock:

Um embate destes? Traga o resultado e tirem os personagens da sala. É papo sério.

martivir thurirl


É bem por aí, a famosa hora de fugir, faz parte... Mesmo que aos trancos e barrancos. :)

Essa é a melhor hora, é aquela adrenalina só, é o momento que você não sabe se vai conseguir se safar ou não, bate um certo desespero, tem jogador ali que nunca perdeu um personagem sequer, sério. Nesses momentos todos sabem que não há nada melhor pra fazer a não ser correr sem olhar para trás, pois se olhar, pode ficar petrificado, como ocorreu à mulher de Ló.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
Hugo-Justo
Mensagens: 111

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#11 » 30 Jun 2011, 13:55

Acabo de colocar minha humilde participação em um encontro com estes seres que dão nome ao jogo no tópico que puxa o assunto. Mas devo admitir que pela linha desta sua missiva caro Ronassic (De Planes não?) eu não sei nada ainda sobre como enfrentá-los.

Aliás, cabe a pergunta: É possível? Na realidade... derrotá-los?
A julgar pelo que sua campanha direciona, logo saberemos não?

Boa a apssagem do confronto verbal. Passei pelo memso. È possível sentir o medo na mesa.

Hj

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#12 » 01 Jul 2011, 17:54

CONTINUANDO...

17:22 - 09 de Agosto/Sirrion - Tarsis

Graças a essa distração, o grupo conseguiu tempo suficiente para chegar à entrada de uma grande caverna, de lá mesmo eles conseguiam ouvir o terrível som da luta entre aquelas criaturas colossais. O som grave da voz de Durtax e Aesthyr podia ser ouvido ao longe, Edwin não parecia agora estar tão assustado, ele conseguiu discernir uma ou duas pequenas frases proferidas naquela luta, e pelo que ele entendeu, eles estavam agora se estudando. O clima lá fora parecia ter mudado de repente. Nenhum deles teve coragem de voltar para ver a batalha épica que desenrolava lá fora.

Durtax sabia que Aesthyr não era um inimigo páreo para ele, afinal ela era especialmente vulnerável ao fogo, mas ele precisava ser cauteloso, pois ela era bastante experiente e perspicaz, além de mestra do conhecimento, ela também é mestra da cura e estava em vantagem em seu habitat, ele notou que era Aesthyr que estava no controle dos ventos e uma luta aérea seria impossível naquele momento.

De repente sua visão ficou turva com as densas nuvens que se formaram em redemoinho a sua volta. Ele então inspirou com força, abriu sua enorme mandíbula, e lançou seu sopro flamejante contra aquela massa de nuvens, dissipando-as quase que imediatamente. Atrás delas estava Aesthyr, imponente, batendo suas enormes asas metálicas, e dessa vez foi ela que usou seu sopro gélido que parecia uma nevasca concentrada, congelaria qualquer humanoide num instante, mas Durtax já estava preparado, ele rolou para o lado, e foi pego parcialmente pelo ataque congelante. Durtax não poderia usar tão cedo seu sopro, mas ele sabia que Aesthyr também não, então ele alçou voo e direção a ela, havia uma grande sentimento de fúria em seus olhos.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
Own_mystical
Mensagens: 448

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#13 » 01 Jul 2011, 18:09

.... Na mão?

Carac,,,

Isso é que é porrada. :b

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#14 » 01 Jul 2011, 18:11

Hugo-Justo escreveu:Acabo de colocar minha humilde participação em um encontro com estes seres que dão nome ao jogo no tópico que puxa o assunto. Mas devo admitir que pela linha desta sua missiva caro Ronassic (De Planes não?) eu não sei nada ainda sobre como enfrentá-los.

Aliás, cabe a pergunta: É possível? Na realidade... derrotá-los?
A julgar pelo que sua campanha direciona, logo saberemos não?

Boa a apssagem do confronto verbal. Passei pelo memso. È possível sentir o medo na mesa.

Hj


Eu li lá, vou responder lá no tópico depois. Achei muito interessante!
Realmente, enfrentar de verdade um dragão não deveria ser uma tarefa corriqueira, mesmo se tratando de Dragonlance.
Isso mesmo, Ronassic de Sigil, bastante perspicaz você, amigo.

Se é possível? Depende de qual tipo de dragão e qual categoria de idade estiver enfrentando, um Great Wyrm deveria ser impossível, senão praticamente impossível de enfrentar, ainda mais se o personagem estiver sozinho, mesmo sendo épico. Afinal são criaturas ancestrais. O mestre não deveria facilitar. E sim, logo saberemos. :haha:


Own_mystical escreveu:.... Na mão?

Carac,,,

Isso é que é porrada. :p


Isso mesmo, no braço!
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Avatar do usuário
ronassic
Administrador
Mensagens: 1776
Contato:

Re: Dragonlance - D&D 3.5 - A Era do Desespero

Mensagem#15 » 05 Jul 2011, 17:27

CONTINUANDO...

17:26 - 09 de Agosto/Sirrion – Tarsis

Lá dentro da caverna, os companheiros corriam, sem olhar para trás, rapidamente a escuridão tomou conta deles, era possível notar como a caverna tomava proporções gigantescas, quase que magicamente, afinal nenhuma caverna natural teria aquela magnitude, realmente não era uma caverna natural, era a caverna de um dragão antigo que manipulava magia.

Edwin ficou impressionado, pois era a primeira vez que entrava na caverna ded um dragão, a maioria deles não estavam preocupados com nada disso, só estavam querendo fugir daquele lugar, eles não imaginavam que iriam escapar de um dragão azul, para agora estarem fugindo de um dragão vermelho muito antigo e mais poderoso que qualquer dragão que conheciam.

Os jogadores corriam pelo grande salão com uma única iluminação, vinda das mãos de Edwin, ela era suficiente apenas para que eles não se perdessem uns dos outros, naquele momento só era possível ver o chão de pedra a frente deles, o eco de seus passos deixava-os cada vez mais preocupados, pois a qualquer momento poderiam ser surpreendidos pelo dragão vermelho que certamente venceria aquela batalha contra Aesthyr.

Até que encontraram uma coluna larga e enorme, não conseguiram ver onde ela tocava o teto, que provavelmente era muito alto, eles notaram que era uma coluna muito bem trabalhada, feita de rocha pura, e haviam inscrições em baixo relevo por toda sua superfície. Parecia ser dracônico, Lerenor e Edwin conseguiram decifrar algo, parecia uma charada ou enigma, o trecho traduzido era este:

O que caminha facilmente pelo mato, mas não tão fácil pela estrada. Enquanto comer vive, quando beber morre.
"O topo da inteligência é alcançar a humildade."

Voltar para “Diários de Campanha”

Quem está online

Usuários neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante