O Porquê Da Métrica

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Geleiras
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#46 » 25 Ago 2010, 15:44

bom, vc pode comentar também os traalhos dos outros usando seu senso critico
não,não estou sendo ironico

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Corvo da Tempestade
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#47 » 25 Ago 2010, 17:54

Sério, voltem pro tópico de Tormenta de vocês, voltem pro Terras Sagradas, e parem de frequentar uma parte do fórum que vocês raramente visitam/postam só pra trollar.


Agradeça ao Personna por moviemntar uma área que estava meio parada...e, pessoalmente acho que a discussão está indo muito bem.

Cara você leu o que eu falei?


Realmente eu li...mas esqueci desta parte quando fui escrever... :duh:

Acho que a conclusão, até agora é:

A métrica é importante ao se escrever, sim. Essencial...não.
Imagem

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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#48 » 29 Ago 2010, 11:52

Geleiras escreveu:só se aqui for assim Lumine Miyavi...

tens de se entender que a metrica não limita a arte, não limita o tema e também não limita a criatividade

falar isso é o mesmo que falar que verso livre não é poesia.

são escolhas e efeitos que eu consigo com a métrica eu não consigo com o verso livre, e vice e versa.

ser parcial e desconsiderar um dos estilos é ser a mesma coisa que o outro, apenas um reacionista...

ambos os pontos de vista estão atrasados


Geleiras

É sempre essa chamada ditadura modernista, qualquer crítica ao verso de outrem é considerado um acinte à sacrossanta liberdade poética. Renegar o metro e acusá-lo de "limitador" é só mais uma forma de blindar os pueteros de qualquer crítica.
O metro é uma ferramenta, estão sempre criticando-o como se fosse um valor moral.

Myako Lumine escreveu:Desculpa, mas isso tudo tá parecendo falta de vergonha na cara e vontade de trollar o Persona e o Geleiras.

Sério, voltem pro tópico de Tormenta de vocês, voltem pro Terras Sagradas, e parem de frequentar uma parte do fórum que vocês raramente visitam/postam só pra trollar.


Sério que eu estava discutindo com um jogador de Tormenta?

Lumine Miyavi escreveu:Recado anotado. Peço desculpas ao Sr. Personna por qualquer insulto (mesmo que não tenha sido, foi encarado como tal). A pedido da Myako, postarei aqui nos Poemas somente quando fizer algum trabalho do gênero, e conhecendo minha capacidade e inspiração literária, será nunca.


Suas desculpas são tão verdadeiras quanto notas de 3 reais. Trolaram até criticando elogios inexistentes em outro tópico daqui. A fome de trollar tava grande demais :)


Youkai X escreveu:Em canto algum, mas ainda não tem alguns ranços disso devido ao caso Tybert? Se já não tiver mais, desculpem-me por lembrar. Mas discordo da posição do Personna de que todos tem que buscar novamente a métrica e a rima senão é um modernista versolivrista, mas o pessoal também fala da métrica como se fosse algo que poderia ser jogado e esquecido no aterro sanitário, quando na verdade é algo que usa quem quer de acordo com sua vontade, experiência e diversos outros fatores.


Será que eu vou ter de desenhar? O que eu defendo é que quem se presta ao nome de poeta deve conhecer o que faz. Seja aprendendo o metro seja criando seu próprio estilo. O que não admito é o cara que escreve qualquer coisa, em qualquer ordem, pulando de linha quando dá na telha e ainda reclamar quando eu digo que aquilo dali não tem nenhum cuidado estético. Não quero obrigar ninguém a contar silabas e metrificar cada poema que escreve.

Mas acharia muito bom que se o escritor que não escreve usando qualquer sistema de versificação que me dê um motivo melhor do que "porque não quero" para não o fazê-lo. Por mim cada um escreva do jeito que quiser, mas para que eu chame aquilo de arte ele tem que me mostrar que teve cuidado estético ao fazê-lo. Exemplificando: eu não vejo muita graça em poemas concretos, mas os respeito pois visivelmente (com o perdão do trocadilho) o concretista se utilizou de critérios próprios e cuidadosos ao escrever seu poema.
"Muito brincaram comigo,
até que aprendi a brincar...
Na vida se chicoteia
ou se deixa chicotear!"
(Lições, Lucas C. Lisboa)

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2) Sempre que lembrar do Jogo, você perde.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#49 » 29 Ago 2010, 21:55

Geleiras

É sempre essa chamada ditadura modernista, qualquer crítica ao verso de outrem é considerado um acinte à sacrossanta liberdade poética. Renegar o metro e acusá-lo de "limitador" é só mais uma forma de blindar os pueteros de qualquer crítica.
O metro é uma ferramenta, estão sempre criticando-o como se fosse um valor moral.

Sr. Perssona, bom, é bem isso que eu venho tentando dizer :frenzied:

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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#50 » 31 Ago 2010, 16:50

Eu concordo com o Geleiras/Persona mas não acha que falar "Parem de acessar essa parte do forum porque vocês não frequentam ela" é criar um problema para resolver outro problema?


Eu disse:

e parem de frequentar uma parte do fórum que vocês raramente visitam/postam só pra trollar.


É esse o meu ponto, não o fato de só visitarem de vez em quando, ou postarem sem visitar.
"Estou nessa joça há nove anos e por mais que eu xingue, reclame, despreze, sempre volto. Porque no final das contas, não importe por onde você rode nesse mundo internético, não encontrará local mais engraçado, insano, plural e possível de ter debates de qualidade com pessoas ridiculamente diferentes."
- Sampaio


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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#51 » 08 Set 2010, 15:26

Léderon escreveu:
Ressuscitando a discussão. Hoje estava montando projeto de mestrado quando encontrei num livro uma obra GENIAL. Não a encontrei fotografada ou digitalizada, mas achei uma montagem sobre a original, num site de poesia.

Ei-la:

Imagem
Paulo José Ramos de Miranda, Soneto, 1976.


(A diferença dessa pra original é que a última tem "Soneto" escrito no canto superior esquerdo; na primeira faixa está escrito "made in germany mitsura persarti", e no canto inferior direito, abaixo da faixa, há "(1m 40cm)".

Acho que eu nunca vi uma obra que condensasse tão perfeitamente uma mensagem.
E é exatamente a minha opinião sobre a questão da métrica. :hum:


Simplesmente genial esse soneto!
A forma como presentifica os elementos do soneto com números, cores e formas é tão bem trabalhado que só podia ser feito por quem conhece profundamente a arte poética da versificação.
Veja como as cores representam as rimas, como a contagem até de 10 representam as silabas poéticas de cada verso, como a contagem até um metro e quarenta representa os 14 versos que compõe um soneto!
Um trabalho de genialidade tamanha que transporta da palavra para a imagem a construção poética. É um meta-poema visual.
Enxergá-lo como crítica ao metro só se ignorar completamente os dois grandes nomes que assinam no site! Só para constar, Glauco Mattoso é o maior sonetista de todos os tempos, nenhum outro autor compôs tanto nessa forma poética. São milhares e milhares de sonetos únicos com seu nome.
Essa obra que eu não conhecia é um legítimo elogio ao metro e suas possibilidades estéticas que ultrapassam a própria poesia. É essa sua opinião sobre a versificação?
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#52 » 08 Set 2010, 15:43

Esqueceu de mencionar que ele tem glaucoma.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#53 » 08 Set 2010, 15:54

Léderon escreveu:Na verdade eu li a obra como "Isso é uma fita métrica. Ela nunca vai mudar, não importa o que você faça; nada de novo sairá dela, são apenas números estáticos, que, no fim, alcançam sempre a mesma medida." Assim como um soneto.


Cara, você realmente encara a coisa dessa maneira?

Léderon escreveu:Minha opinião sobre a versificação/métrica é exatamente a mesma que eu tenho sobre pintura clássica/acadêmica: é extremamente necessário saber, para poder a partir delas explorar outras coisas. Serve pra despertar o olhar e ver como se faz, mas são apenas fórmulas. Continuar na fórmula/esquema/métrica é continuar não fazendo absolutamente NADA.


Ainda bem que é sua opinião, defendo teu direito de tê-la.

Léderon escreveu:Uma fita métrica serve pra medir mil coisas diferentes, mas não é nada além de uma fita métrica.


Uma fita métrica pode ser uma metáfora, uma crítica sobre algo...não? Ou pode ser só uma fita métrica. Seu argumento, sobre o metro como forma de exprimir algo vazio, se contradiz aqui. A questão não é a medida, mas como ela é usada.

Ademais, o Glaucomatoso é cego, a sonoridade é algo bem mais interessante para quem escreve assim.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#54 » 08 Set 2010, 15:58

UM SONETO SEM A VOGAL "A"

No princípio criou Deus o Universo
Deu-lhes os seres viventes e criou
Os céus, os montes, os rochedos e usou
O subsolo profundo e submerso.

Fez tudo o que hoje existe, fez os ventos,
Os rios, seus domínios, fez o som,
E vendo Deus como isso foi bom
Dotou-os do poder dos movimentos.

Vestiu o Globo de nuvens e verdor,
Deu-lhe os fenômenos e em redor
Fez os mundos, o homem, o timoneiro.

E tendo feito os luzeiros luminosos
No infinito dos corpos poderosos
Fez o sol que iluminou o mundo inteiro!


Paulo Miranda D` Oliveira


Outro soneto do mesmo autor que fez a imagem original.
Ou o cara é esquizofrênico ou o primeiro soneto não é uma critica tão pesada como colocou que é.
Última edição por Sr.Personna em 08 Set 2010, 16:00, editado 1 vez no total.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#55 » 08 Set 2010, 16:01

GoldGreatWyrm escreveu:Ou pode ser uma crítica, falando que a métrica é uma receita de bolo. Insira as rimas na imagem acima, e tu faz qualquer soneto. Acho que é isso que o Léd argumenta.

Acho.


Então, amico, se uma fita pode ser uma crítica, o que impede o metro de ter o seu valor? É um argumento tosco. A questão não é a fita ou a métrica, mas como elas são usadas.
Imagem

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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#56 » 08 Set 2010, 16:02

GoldGreatWyrm escreveu:Ou pode ser uma crítica, falando que a métrica é uma receita de bolo. Insira as rimas na imagem acima, e tu faz qualquer soneto. Acho que é isso que o Léd argumenta.

Acho.


Faça um bolo sem receita. Misture ao acaso os ingredientes, coloque pimenta, cal, farinha de trigo, açucar de confeiteiro, cimento e dois ovos para dar liga. Terá um bolo delicioso.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#57 » 08 Set 2010, 16:03

_Virtual_Adept_ escreveu:A minha sorte é que, fora da Spell, o parnasianismo é pouco mais do que um cadáver.


Sempre foi, quando o soneto ja era velho. :aham:
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#58 » 08 Set 2010, 16:04

_Virtual_Adept_ escreveu:A minha sorte é que, fora da Spell, o parnasianismo é pouco mais do que um cadáver.


A minha sorte é que tudo que está em voga hoje um dia morre, e o cadáver ambulante do modernismo um dia vai pro caixão também.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#59 » 08 Set 2010, 16:06

Léderon escreveu:
Sr.Personna escreveu:
GoldGreatWyrm escreveu:Ou pode ser uma crítica, falando que a métrica é uma receita de bolo. Insira as rimas na imagem acima, e tu faz qualquer soneto. Acho que é isso que o Léd argumenta.

Acho.


Faça um bolo sem receita. Misture ao acaso os ingredientes, coloque pimenta, cal, farinha de trigo, açucar de confeiteiro, cimento e dois ovos para dar liga. Terá um bolo delicioso.


E não conseguirá um novo sabor nunca, a menos que mude a receita.


Não acredito que nenhum confeiteiro que se presa começou a fazer bolos perfeitos a partir suas próprias idéias, sem nunca ter seguido as receitas alheias em suas primeiras fornadas.
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Re: O Porquê Da Métrica

Mensagem#60 » 08 Set 2010, 16:09

_Virtual_Adept_ escreveu:
Faça um bolo sem receita. Misture ao acaso os ingredientes, coloque pimenta, cal, farinha de trigo, açucar de confeiteiro, cimento e dois ovos para dar liga. Terá um bolo delicioso.


Coma por dois anos o mesmo bolo, sem variar a receita. Veja se ele continua delicioso.

Coma por quatro anos apenas bolo, variando ou não a receita.

A minha sorte é que tudo que está em voga hoje um dia morre, e o cadáver ambulante do modernismo um dia vai pro caixão também.

Espero que você saiba que o modernismo já era, e que pós-modernismo não é modernismo.


Espero que você saiba que simbolismo, romantismo, gregos, romanos, repentistas, cantores de rap, cantores populares e muito mais gente usou e abusou do metro para criar obras maravilhosas que estão na boca das pessoas até hoje.

Mas eu não espero que você conheça o que veio depois do pós-modernismo, que a poesia não vive só desses herdeiros. Sugestão: conheça o trabalho fenomenal do OULIPO.
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