[Sociedade] O RPG a 15 anos atrás

Discussão sobre aspectos culturais, religiosos, comportamentais e educacionais do RPG, a popularização do jogo e o combate ao preconceito.

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kimble
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Mensagem#16 » 28 Nov 2008, 16:48

Aí é questão de modelo mental. Eu já notei coisas similares em grupos que já estavam acostumados com outros Mestres e quando iam jogar comigo, tinham algum choque quanto aos conceitos. Então não é necessariamente só a questão do cenário, mas jogar sempre o mesmo tipo de coisa com os mesmos mestres.
Como um mestre antigo com que eu joguei ocasionalmente. Percebi que jogadores antigos dele nunca tentavam fazer nada para se sobressair ou chamar a atenção dentro do cenário. Duas campanhas depois eu entendi porquê. Sempre que um PC de alguma forma derrotava outro NPC importante ou se sobressaia de alguma forma inesperada, esse personagem morria algumas sessões depois. Aquele Mestre não escrevia para os PCs, ele escrevia para os NPCs.

Voltando a exemplos felizes,

Eu notei que o Mestre de uma campanha de Lobisomem onde entrei gosta de crossover. Eu não gosto, então ainda estou tentando me acostumar, mas sei que é só uma questão de modelo mental. Eu já joguei em tantas campanhas ruins com crossover, que eu espero que elas sejam ruins. É dificuldade minha em aceitar que o Mestre possa conseguir fazer algo interessante.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]

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Mirallatos
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Mensagem#17 » 01 Dez 2008, 11:15

Como um mestre antigo com que eu joguei ocasionalmente. Percebi que jogadores antigos dele nunca tentavam fazer nada para se sobressair ou chamar a atenção dentro do cenário. Duas campanhas depois eu entendi porquê. Sempre que um PC de alguma forma derrotava outro NPC importante ou se sobressaia de alguma forma inesperada, esse personagem morria algumas sessões depois. Aquele Mestre não escrevia para os PCs, ele escrevia para os NPCs.


Me desculpem a expressão, mas que mestrezinho FDP. Eu tive outras experiência do tipo, mas em lives de Vampiro. O que determinava o poder de um membro era a amizade do jogador com o narrador...

Mas voltando ao assunto.

Alguém aí já deu uma folheada em Shadowrun, Alternity ou Trinity? Não é por nada, mas são jogos que me passaram uma ótima impressão. Aliás, eu nem preciso defender Shadowrun, por motivos óbvios. Já os outros dois eu não li muito, mas como dito, ao folhear alguns livros fiquei com muita vontade de ambientar Star Craft.

São bons exemplos de livros que mudariam essa mentalidade medievalista no RPG.
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juma
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Mensagem#18 » 04 Dez 2008, 09:44

Considerando que o único contato com RPGistas que eu tenho são:

- As pessoas do meu grupo ou que já jogaram comigo
- Esse fórum

o que eu tenho a dizer é: Sim, essa é a impressão que eu tenho, mas na verdade nunca vi um. Será que esses jogadores de anime não são como ninjas? Todo mundo sabe que existe e ninguém nunca viu? :b

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Allefcapt
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Mensagem#19 » 04 Dez 2008, 09:49

Olá a todos,

VIRTUAL,
Você acha que se fosse criado um conjunto de regras diferentes, emoldurados por cenários nacionais e criaturas locais daria certo?

UM RPG com REGRAS NOVAS + AMAZôNIA + CRIATURAS LOCAIS (Curupira, Risadeira, Boto, Alamoa, Papa-figo) = sucesso?

Um abraço,
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kimble
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Mensagem#20 » 04 Dez 2008, 10:41

Eu acho que o ponto não é nem "Amazônia + criaturas locais", porque isso já teve (Desafio dos Bandeirantes, aquele mini-gurps, etc.). É mais ou menos como acontece no cinema nacional. Ou você tem filmes sobre o nordeste e o sertão ou você tem filmes sobre Rio/São Paulo invariavelmente envolvendo as favelas ou criminosos. Não tem muito espaço para outras coisas. Então se vai repetindo a mesma fórmula a exaustão.
Seria tentar criar mais coisas, variar um pouco mais.
E concordo com o que o VA falou. Brasil sofre de uma falta de material próprio. O pensamento de colônia ainda é forte. Não só a questão de acreditar que tudo que veio de fora é melhor, mas quando se tenta criar alguma coisa se copia algo de fora (exemplos sobram no rpg nacional).
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]

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Lanzi
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Mensagem#21 » 04 Dez 2008, 15:02

Acho que é porque a origem do RPG e suas temáticas originais estão ainda muito distantes da cultura brasileira. Claro que depois de tanto tempo seria natural que tivéssemos uma aproximação, uma adaptação dos padrões de cenários de RPG internacional aos padrões culturais brasileiros. Mas isso é impossível enquanto o brasileiro renega sua cultura e acha ela "tosca" se comparada com culturas nórdicas, gregas e o escambal a quatro.

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GarotoVaca
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Mensagem#22 » 04 Dez 2008, 17:17

Aluriel de Laurants escreveu:Culpa do trio acredito eu, que porque o grande exmplo que tinhamos de rpg nacional fosse Tormenta que é uma corrupção de animês.


Eu acredito que isso não seja tão verdade assim. Pra mim, o que o trio fez, foi se aproveitar da ascensão do anime/mangá no Brasil e produzir material em cima disso. Na região onde eu moro, Tormenta não é nem de longe o cenário mais jogado. Vampiro e D&D sempre vencem nesse ponto. Mas é nas mesas que você sente a influência desses produtos para massas japoneses nos personagens dos jogadores e nas aventuras dos mestres. A referência principal dos jogadores vem dai e fica impossível pra um mestre dar outro foco sem essa "corrupção". Não sou nenhum purista, mas acho muito chato jogar D&d com personagens querendo disparar bolas de fogo pelo traseiro, atacar majestosamente com duas espadas largas e ter um poder oculto/descendência dracônica-saya-jin/whatever.

Acho que a influência maior do trio foi com a visão de jogo que eles passaram na DB, com suas concepções de jogos, principalmente sobre conduta do mestre. A anime já tava ai faz tempo.
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kimble
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Mensagem#23 » 04 Dez 2008, 23:04

Boa, Madrüga . Seria um RPG voltado a um público mais infantil? Como funcionaria para que fosse mais simples e fácil de ser entendido por esse público alvo e que nào se entediassem? Será que ele deveria ter um quê de jogos como Imagem & Ação ou banco Imobiliário? Etc e etc


Se eu fosse desenvolver um sistema pra simular Sítio... , eu usava alguma mecânica que incentivasse a criação por parte dos jogadores no enredo. Algo similar ao que me parece acontecer em Barão de Munch... e alguns outros jogos onde os jogadores tem mais capacidade de influenciar a criação das cenas.
Isso porque Sítio... sempre me pareceu um monte de crianças contando histórias e entrecortando umas as outras durante as falas.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
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Mensagem#24 » 05 Dez 2008, 00:59

E povos indígenas pré-colombianos e suas culturas? Não só incas, maias e astecas, mas também tupi-guaranis, xavantes e outros? Pô, tem coisa de SOBRA aí no meio.

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GarotoVaca
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Mensagem#25 » 05 Dez 2008, 01:09

Mas talvez o problema seja a disponibilidade de dados sobre o assunto, Lanzi.
Não só do criador, mas também do público.

Eu já me inspirei no tupi-guarani para criar algumas culturas (mesmo que de forma leviana). O problema é, como na maioria dos casos, atrair o público. Uma coisa é você fazer um RPG de horror gótico num lugar que todos saibam (e gostem) do horror gótico. Outra é fazer sobre um tema que muitos conhecem, mas pouco se interessam.
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juma
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Mensagem#26 » 05 Dez 2008, 17:39

Super Campeões: RPG?

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juma
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Mensagem#27 » 05 Dez 2008, 20:01

Perdoe minha ignorância, mas isso não seria Primetime Adventures?

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Tabris
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Mensagem#28 » 15 Dez 2008, 20:03

Esse tópico ainda existe!
Acho q faz tempo q não entro no RPG e sociedade :blink: .
Sobre RPG de futebol. N acho q o RPG da forma que jogamos seja o ideal para tratar do tema futebol. Pelo menos eu acho q o RPG como jogamos tem problemas sérios em tornar esportes interessantes. Nos EUA existem jogos similares de baseball e futebol americano, mas não são rpgs.

Sobre RPGs brasileiros. Eu acho q nós brasileiros exageramos ao nos focar d+ em supostos temas "brasileiros". Ok, existem coisas que podem ser interessante, mas os brasileiros ADORAM colocar elementos desconexos da cultura indígena misturados com um monte d outras coisas sem fazer sentido nenhum e depois falar que são patrióticos. Ae falam q quem não faz isso é "vendido".

Esse manifesto antigo e abandonado, embora tenha algumas grandes mentiras, também ajuda a elucidar minha opinião: http://www.antibrasilitite.xpg.com.br/Manifesto.htm

Eu estou fazendo no momento um RPG que se passa no Brasil e utiliza temas brasileiros. Mas estou fazendo pq eu acho que a combinação ficou muito boa e que os temas utilizados se encaixam bem no cenário brasileiro, não pq eu ache que eu tenha uma obrigação de representar esse pais através do que jogo e escrevo.
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kimble
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Mensagem#29 » 16 Dez 2008, 22:29

Mas é muito baseada em quem matava os índios americanos: cowboys. :aham:
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
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Tabris
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Mensagem#30 » 16 Dez 2008, 23:12

_Virtual_Adept_ escreveu:
Sobre RPGs brasileiros. Eu acho q nós brasileiros exageramos ao nos focar d+ em supostos temas "brasileiros". Ok, existem coisas que podem ser interessante, mas os brasileiros ADORAM colocar elementos desconexos da cultura indígena misturados com um monte d outras coisas sem fazer sentido nenhum e depois falar que são patrióticos. Ae falam q quem não faz isso é "vendido".

Concordo. Por isso digo para criarmos uma identidade, e ela não deve ser necessariamente indígena.
Afinal de contas, a identidade dos americanos não é baseada nos índios norte-americanos, nem nos colonos ingleses.

Exatamente.

Mas claro. Tb tem um preconceito. A um tempo atrás os jogadores aqui do meu grupo iam jogar uma campanha de M&M e me chamaram. Como a campanha se passava no Brasil eu tive a idéia de um personagem SÉRIO que tinha a sua origem baseada na umbanda (Bem de leve, pq eu n entendo nada de umbanda). Era engraçado ver como quando eu falava do personagem algumas pessoas já olhavam com desdem, ou achavam q era piada.
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