Deserto de Ij'thamel

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Barlin
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Deserto de Ij`thamel

Mensagem#1 » 26 Mar 2009, 21:03

Saudações,

Ao participar do Concurso de vilas, cogitei a possibilidade de criar um conjunto de vilas em um mesmo ambiente - no caso, o Deserto de Ij`thamel. Aguardo dicas, idéias, críticas e sugestões. A única vila feita em si foi a de Lansv, logo, caso alguém abrasse a idéia e quiser dar continuação a uma das vilas, basta postar aqui.

Aqui segue o que eu mandei no concurso:

Sobre o deserto:
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Tem um clima seco e árido. Sendo quente de dia (média de 50°) e frio de noite (média de 0°). O problema dele não é a temperatura em si, mas sim os seus ventos, que são cortantes como facas afiadas se não estiver bem protegido. Tais ventos são um perigo, pois fazem com que o suor do corpo evapore rapidamente, causando a desidratação em um menor período de tempo. Suas tempestades de areia são conhecidas por matar muitos que tentam atravessá-lo todos os anos.
Além disso, existem areias movediças por diversos pontos, que costumam engolir quem tenta passar por elas. O deserto é muito desgastante, podendo matar uma pessoa em menos de três dias.
Há uma grande quantidade de insetos e répteis. Não é grande a quantidade de mamíferos presentes, sendo a maioria alguns roedores, coiotes, cabras e camelos. Quanto às plantas, grande parte delas é venenosa, sendo predominantes plantas rasteiras. Água é escassa demais para quem não tem a Árvore de Ij, sendo preferível obtê-la através do alimento do que em forma líquida e pura.
As chuvas são raras e violentas, deixando o caminho menos visível. Dizem que as chuvas são responsáveis por um lago migratório, existente no deserto. Não se sabe como ou porque ele migra, apenas boatos existem até então.


Sobre a Religião adotada pelas vilas:
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Religião (Jeq’ijma):
Todas as vilas de Ij’thamel são conhecidas por idolatrarem o Sol e a Lua. Fazem festivais em épocas de mudança (Lua cheia, minguante e crescente), ou em épocas de verão e inverno, em que o sol castiga mais ou castiga menos os seus habitantes.
A Lua é a deusa da vida, com o seu ciclo lunar que tem começo, meio e fim. O Sol é o deus da morte, guiando sempre as almas com seu eterno brilho.
Eles rezam para que o poder da vida nunca seja maior que o da alma, pois nesse caso em específico, é quando a alma fica vulnerável e pode ser morta, enquanto a vida é eterna.
Dias em que a Lua é vista no céu durante o dia são vistos como mau presságio, com os dizeres que uma pessoa que morra, perde apenas a alma, enquanto a pessoa viverá para sempre na terra vagando sem alma até o seu corpo apodrecer por completo.
Dias de eclipse solar os assombra. As pessoas que morrem em tais dias estão destinadas a terem a alma vagando na terra eternamente, pois foram privadas do direito de ter o seu guia (o Sol), sendo esse o pior castigo tanto para quem ocasionou na morte da pessoa quanto para a alma da própria pessoa.
Eclipse lunar é sinal de liberdade. Quando vistos, são festejados como se não houvesse amanhã. Um dia de eternidade, em que a Lua deixa o privilégio de deusa e festeja a vida com os seres humanos.
As pessoas que aderem a tal religião batem palmas para espantar o mau presságio, seja ele no céu (com a lua interferindo no sol), seja ele na terra (com pessoas desalmadas, conhecidas como Jeq’il).
De acordo com o Jeq’ijma, o melhor horário para se dormir é durante o dia, que é quando os espíritos tratam de proteger os habitantes dos desertos, castigando quem quer que tente se aproximar sem aviso prévio. Durante a noite eles costumam fazer as suas tarefas, horário em que as almas não perturbam o ciclo da vida.
Existem casamentos, que costumam ser feitos entre vilas diferentes, com o intuito de sempre manter contato e união entre as vilas. Adultério é proibido, sendo punido com torturas severas e até isolamento no centro do deserto, alegando que os espíritos dos antepassados devem fazer o julgamento final.


Sobre a vila de Lansv e região:
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“Um lugar em que a vida mostra o seu valor nos mínimos detalhes e a tentação da morte é mais forte que o normal”.
Lansv é uma vila de baixa fantasia medieval localizada no meio do deserto. Famosa pelos seus conhecimentos sobre sobrevivência além de algumas especiarias. Uma das oito vilas que existem no Deserto de Ij’thamel.
A vila encontra-se em uma formação rochosa, no meio do deserto (as vilas do deserto estão em locais similares). De lá, é possível ter uma visão de quilômetros do deserto, além de ficar protegida dos ventos do deserto.


Curiosidades:
Dizem que os conhecimentos de Lansv e das outras vilas desérticas são advindos de impérios soterrados no deserto, de milhares de anos atrás, graças a um infortúnio. Reza a lenda que a sabedoria adquirida por tal império se tornou a desgraça do mesmo. Nunca ninguém conseguiu comprovar tal lenda, mas tesouros já foram encontrados no deserto.
A arte da sobrevivência foi aperfeiçoada em tal ambiente mortal, com a criação de métodos para encontrar água em qualquer lugar. Existe uma semente (a semente de Ij) que é conhecida por produzir uma raiz que tem a capacidade de atrair água potável no longo de seus anos, criando lençóis freáticos e até lagos em suas proximidades, não se sabe se tais lagos e lençóis já existiam e foram purificados com a sua presença. Além da raiz, a sua madeira é capaz de captar água potável. Quando se aproxima de algum local com água potável, ela fica cada vez mais gelada. Ela é pouco resistente e tem um ciclo de crescimento demorado, além de se encontrar em perigo de extinção (no deserto de Ij’thamel) não sendo conhecida por forasteiros até então. Eles guardam tal segredo alegando poderes paranormais, escondendo o pedaço de maneira enquanto prova possuir tal poder.
Outras curiosidades sobre as artes de sobrevivência são os diferentes alimentos que eles descobriram serem comestíveis, e que são fatores primordiais para a sobrevivência em tal lugar. Variam desde insetos, besouros, larvas, cobras, escorpiões, a raízes de plantas que mal aparecem no solo do deserto. Muitas plantas são venenosas em tal ambiente, e eles têm um grande conhecimento sobre elas e suas curas ou venenos.
Saqueadores e ladrões são raridades na região das vilas, apesar de atacá-las por necessidade (seja por falta de comida, seja por falta de água). Eles costumam ficar nas rotas de comércio, mais na periferia de Ij’thamel, adentrando o deserto em busca da lenda de tesouros escondidos em épocas de pouco movimento comercial.
Os moradores do deserto têm hábitos noturnos, trabalhando de noite e dormindo no horário em que o sol é mais traiçoeiro. Costumes religiosos também influenciam em tal hábito, além do clima do deserto.
Mistérios envolvem o deserto e a existência de tais vilas. Alguns afirmam ser destinados a cuidar do deserto e de seus sobreviventes, já que o próprio deserto toma conta dos mortos e suas almas.

Sociedade:
Em tal sociedade ninguém tem o poder de comandar ninguém, apesar de existir uma família cujo objetivo é a organização da vila. Os habitantes do deserto são conhecidos pela sua grande resistência e controle do corpo mesmo nas situações extremas de um deserto. Para andar no deserto eles se utilizam de camelos no caso de longas distâncias. Eles são também capazes de andar no deserto com uma velocidade razoável uma boa distância por dia.
Suas vestimentas são rústicas (cheias de remendos e rasgos), apesar de suaves e eficazes tanto no frio como no calor. Costumam andar com panos nas cabeças para e protegerem dos ventos e do calor do sol. Não usam armaduras de ferro e raramente vetem couro, pois esquentam e esfriam demais no clima desértico atrapalhando mais do que protegendo.
Os habitantes do deserto costumam ter uma pele mais morena, além de olhos escuros e poucos pelos. Falam um dialeto próprio, apesar de ser possível que o contato com viajantes e pessoas perdidas pelo deserto tenha possibilitado o acesso a diferentes línguas.
Algumas leis existentes levam em conta não roubar, não vadiar e respeito mútuo. Toda e qualquer infração é revisada pelos chefes da vila, que determinam a devida punição, variando de prestações de serviços extras à exclusão do indivíduo na sociedade.

Dentre as famílias mais marcantes na vila estão:
A família Qiefnor, tradicional em Lansv, plantam Trejh (uma planta subterrânea, cujo caule é tão pequeno que mal se vê) e abastece boa parte da vila. Quando há sobras, elas costumam ser utilizadas em trocas com outras vilas.
A família Ughoner, famosa por ser aventureira do deserto, sempre buscando expandir o seu conhecimento sobre a área. Também se encarrega do treinamento físico de seus habitantes e sua segurança.
A família Duqvner, conhecida pela organização, juntando os principais chefes de família para tomarem as decisões sobre o futuro da vila, além de se encarregar da semente de Ij e seu segredo.
E a família Xebinor, encarregada das necessidades da vila, como coletar água e suprimentos sempre que necessário, seja se aventurando no deserto com os Ughoner, seja criando idéias para o abastecimento de água (armazenando água da chuva, por exemplo).


Economia:
A vila é auto-suficiente em termos alimentícios, ocorrendo trocas com outras vilas na falta de utensílios básicos –roupas, equipamentos, maior variedade de alimentos. O comércio é feito por meio de escambo – troca de mercadorias ou favores- não havendo assim uma moeda ou mineral em si que tenha valor como meio de troca para eles.
Muitos venenos são feitos por eles através de plantas e presas de animais peçonhentos, sendo também um produto de troca entre as vilas. Sua tecnologia é eficaz apesar de precária, possibilitando escavação de poços, plantações e até construções na rocha.


Espero que gostem,
Inté!

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